{"id":920,"date":"2013-09-05T00:00:00","date_gmt":"2013-09-05T03:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/clam.org.br\/es\/2013\/09\/05\/paternidad-y-cuidado\/"},"modified":"2013-09-05T00:00:00","modified_gmt":"2013-09-05T03:00:00","slug":"paternidad-y-cuidado","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/clam.org.br\/es\/noticias-clam\/paternidad-y-cuidado\/920\/","title":{"rendered":"Paternidad y cuidado"},"content":{"rendered":"<p><img decoding=\"async\" src=\"\/uploads\/imagem\/campanha_uruguai_genero_int.jpg\" width=\"150\" height=\"206\" vspace=\"05\" hspace=\"05\" align=\"left\" alt=\"\" \/>Um cartaz amplamente divulgado no Uruguai &ndash; pa&iacute;s reconhecido por sua educa&ccedil;&atilde;o universal, laica e gratuita &ndash; e afixado em um &ocirc;nibus em Montevid&eacute;u, como parte de uma campanha promovida pela ONU Mulheres em fun&ccedil;&atilde;o do Dia das Crian&ccedil;as, comemorado por l&aacute; no dia 18 de agosto, mostra a imagem de um menino ajudando uma menina a trocar a fralda de uma boneca, representando a figura de um casal dividindo a tarefa do cuidado com um\/a filho\/a. Abaixo da imagem, os dizeres: &ldquo;<em>Os pap&eacute;is de g&ecirc;nero tamb&eacute;m se aprendem brincando. Se as crian&ccedil;as brincam livres [de qualquer tipo de preconceito], os pap&eacute;is sociais se reconstroem<\/em>&rdquo;.<\/p>\n<p>No Brasil, a masculinidade no contexto de pap&eacute;is sociais de g&ecirc;nero tradicionalmente associados &agrave; figura feminina &ndash; como a no&ccedil;&atilde;o do cuidado &ndash; tamb&eacute;m esteve em destaque neste m&ecirc;s de agosto: foi um dos temas abordados no 1&ordm; Semin&aacute;rio Nacional Paternidade e Cuidado na Rede SUS, organizado pelo Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de.<\/p>\n<p>Jorge Lyra, psic&oacute;logo e professor da Universidade Federal de Pernambuco, destacou, no painel &ldquo;Por que envolver os homens nas a&ccedil;&otilde;es de cuidado?&rdquo;, suas primeiras pesquisas no campo da paternidade. Ao investigar gravidez na adolesc&ecirc;ncia nos anos 1990, era comum a figura do pai adolescente n&atilde;o fazer sentido. &ldquo;Era como se n&atilde;o existisse, de acordo com o desenvolvimento explorat&oacute;rio das pesquisas. Ao buscar o Ex&eacute;rcito como fonte de pesquisa sobre paternidade, descobri que ter filho era associado &agrave; dispensa ou a arrimo salarial. Ou seja, a figura do pai est&aacute; associada de maneira negativa ao que se espera tradicionalmente de homens&rdquo;, afirmou.<\/p>\n<p>Destacando como as dimens&otilde;es do afeto e do carinho s&atilde;o mal vistas quando manifestadas por homens, o psic&oacute;logo afirmou que as rela&ccedil;&otilde;es e assimetrias de g&ecirc;nero afetam homens e mulheres. &ldquo;As diferen&ccedil;as se manifestam institucionalmente: nas escolas, nos servi&ccedil;os de sa&uacute;de, nas for&ccedil;as armadas, no campo jur&iacute;dico, na demografia. Por exemplo, n&atilde;o temos ideia precisa sobre a fecundidade masculina, embora n&oacute;s homens sejamos tamb&eacute;m pais. Certamente, tais dados dariam mais conte&uacute;do para se pensar a&ccedil;&otilde;es e pol&iacute;ticas p&uacute;blicas em benef&iacute;cio da sociedade&rdquo;, criticou.<\/p>\n<p>O processo sociocultural de concentrar o cuidado na figura feminina n&atilde;o significa, de acordo com Jorge Lyra, que isso seja imut&aacute;vel. &ldquo;&Eacute; preciso levar e trabalhar a quest&atilde;o do cuidado com os filhos para o campo da masculinidade. Gravidez n&atilde;o &eacute; sin&ocirc;nimo de maternidade. Por isso, &eacute; importante que a&ccedil;&otilde;es pol&iacute;ticas, educativas e de pesquisa sejam desenvolvidas para quebrar o muro de sil&ecirc;ncio que bloqueia a inser&ccedil;&atilde;o do homem nas representa&ccedil;&otilde;es de cuidado. &Eacute; importante, sobretudo, intervir no Sistema &Uacute;nico de Sa&uacute;de, alterando determinadas concep&ccedil;&otilde;es no &acirc;mbito institucional&rdquo;, afirmou Jorge Lyra.<\/p>\n<p>Marco Aur&eacute;lio Martins, do Instituto Promundo, apontou que os homens n&atilde;o s&atilde;o criados para aprender a cuidar. A conduta socialmente valorizada envolve risco, agressividade. &ldquo;N&atilde;o &eacute; &agrave; toa que nosso sistema carcer&aacute;rio est&aacute; superlotado, majoritariamente ocupado por homens&rdquo;, afirmou, acrescentando que o modelo de masculinidade predominante prejudica uma inser&ccedil;&atilde;o apropriada dos homens no campo da sa&uacute;de. &ldquo;Os homens entram pela emerg&ecirc;ncia, n&atilde;o pela preven&ccedil;&atilde;o&rdquo;, afirmou.<\/p>\n<p>De acordo com Marco Aur&eacute;lio Martins, &eacute; preciso que o v&iacute;nculo entre homem e crian&ccedil;a tamb&eacute;m seja promovido. Uma das sa&iacute;das, apontou, &eacute; usar o setor de sa&uacute;de como catalisador dessa aproxima&ccedil;&atilde;o, sensibilizando profissionais e forjando uma cultura em que o envolvimento do homem com os filhos seja consistente.<\/p>\n<p>Essa tem sido a aposta do obstetra e professor da USP\/Ribeir&atilde;o Preto Geraldo Duarte. H&aacute; alguns anos ele vem desenvolvendo o projeto &ldquo;Pr&eacute;-Natal Masculino&rdquo; na cidade onde ensina. A estrat&eacute;gia tem sido fazer do pr&eacute;-natal o canal de inser&ccedil;&atilde;o do homem na l&oacute;gica preventiva. A paternagem, assim, &eacute; utilizada como porta de entrada. &ldquo;S&atilde;o v&aacute;rios os benef&iacute;cios que a participa&ccedil;&atilde;o do homem traz. &Eacute; importante acompanhar a sa&uacute;de do parceiro, pois determinadas doen&ccedil;as sexualmente transmiss&iacute;veis devem ser identificadas em benef&iacute;cio de uma gesta&ccedil;&atilde;o sem problemas&rdquo;, afirmou. &ldquo;Por exemplo, &eacute; fundamental fazer a testagem de s&iacute;filis, pois o cont&aacute;gio pode afetar a sa&uacute;de fetal. Nesse sentido, ao incluir o homem no pr&eacute;-natal, estamos visando a sa&uacute;de do casal&rdquo;, destacou o obstreta.<\/p>\n<p>Ainda de acordo com Geraldo Duarte, a participa&ccedil;&atilde;o do homem no pr&eacute;-natal tem efeitos que v&atilde;o al&eacute;m do per&iacute;odo gestacional. &ldquo;Vemos atrav&eacute;s de pesquisas que a chance de alcoolismo por parte dos homens &eacute; maior no puerp&eacute;rio. Por causa da necessidade de aten&ccedil;&atilde;o maior ao beb&ecirc;, o homem pode acabar se sentindo exclu&iacute;do, gerando depress&atilde;o, ansiedade. Um pr&eacute;-natal em que o casal esteja comprometido ajuda a conscientizar e tamb&eacute;m a envolver mais o pai nos cuidados. Isso se reflete tamb&eacute;m no momento do parto: com o envolvimento do pai, h&aacute; mais seguran&ccedil;a no procedimento&rdquo;, explicou o obstetra.<\/p>\n<p>A representa&ccedil;&atilde;o de masculinidade n&atilde;o aparece desacompanhada apenas da responsabilidade com os filhos. Destaca-se tamb&eacute;m pela centralidade do desempenho sexual como atalho para a sa&uacute;de do homem. Nesse sentido, conforme o pesquisador Romeu Gomes (Instituto Fernandes Figueira) argumenta no livro &ldquo;Sa&uacute;de do Homem em debate&rdquo;, h&aacute; uma genitaliza&ccedil;&atilde;o da masculinidade, com discursos predominantemente atravessados por ideais como o da virilidade &#8211; amea&ccedil;ados pela disfun&ccedil;&atilde;o er&eacute;til. &Eacute; poss&iacute;vel, ent&atilde;o, pensar de forma mais integral e ampla uma outra concep&ccedil;&atilde;o de sa&uacute;de do homem?<\/p>\n<p>Para o coordenador da &aacute;rea t&eacute;cnica de sa&uacute;de do homem do Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de, Eduardo Chakora, a sa&uacute;de sexual n&atilde;o pode ficar restrita &agrave; fisiologia dos &oacute;rg&atilde;os sexuais. &ldquo;&Eacute; preciso estar atento &agrave; constru&ccedil;&atilde;o social do g&ecirc;nero masculino. Em uma sociedade em que a concep&ccedil;&atilde;o de masculinidade est&aacute; associada &agrave; virilidade, pot&ecirc;ncia sexual e fun&ccedil;&atilde;o er&eacute;til, quaisquer problemas nesse campo s&atilde;o vivenciados com enorme ang&uacute;stia, podendo levar a outros agravos de sa&uacute;de decorrentes da tens&atilde;o vivida e a sofrimentos que poderiam ser evitados caso houvesse uma reflex&atilde;o adequada sobre estes sintomas. H&aacute; homens que evitam os servi&ccedil;os de sa&uacute;de, por constrangimento ou medo do que podem ouvir sobre. Precisamos reverter esta situa&ccedil;&atilde;o&rdquo;, afirma Eduardo Chakora.<\/p>\n<p>Pesquisa recente (http:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/noticia\/2013-07-05\/maioria-dos-homens-so-procura-medico-por-influencia-da-mulher-ou-de-filhos-revela-pesquisa) do Centro de Refer&ecirc;ncia em Sa&uacute;de do Homem de S&atilde;o Paulo mostrou que mais da metade dos entrevistados adiam a ida ao m&eacute;dico, chegando j&aacute; com doen&ccedil;as em est&aacute;gio avan&ccedil;ado. O preconceito e sensa&ccedil;&atilde;o de invulnerabilidade est&atilde;o entre as justificativas.<\/p>\n<p>Para Eduardo Chakora, &eacute; preciso olhar n&atilde;o apenas para a enfermidade, mas para o sujeito que se apresenta. &ldquo;Muitas vezes, uma maior compreens&atilde;o da origem dos sintomas, por exemplo, situa&ccedil;&otilde;es de estresse emocional intenso, fadiga decorrente do ritmo de vida, quest&otilde;es de cunho ps&iacute;quico, problemas recorrentes de relacionamento com sua parceira ou seu parceiro, altera&ccedil;&otilde;es no funcionamento sexual naturais da idade ou decorrentes de outros agravos, conflitos acerca de sua orienta&ccedil;&atilde;o sexual, entre outras quest&otilde;es, podem se somar &agrave; press&atilde;o de ter que funcionar sexualmente conforme &eacute; esperado de um homem. Com este repert&oacute;rio de problemas, frequentemente, se observa abalos na sa&uacute;de sexual. Para tratar destas demandas, &eacute; preciso considerar o que o usu&aacute;rio pensa, como sente e como vivencia a sexualidade, abordando, de alguma forma, a representa&ccedil;&atilde;o social que ele tem do g&ecirc;nero masculino&rdquo;, observa.<\/p>\n<p>Nesse sentido, afirma o coordenador da &aacute;rea t&eacute;cnica do homem, &ldquo;temos buscado di&aacute;logo com os movimentos e segmentos sociais que enrique&ccedil;am a gest&atilde;o. Defendemos uma vis&atilde;o mais ampla dos processos de sa&uacute;de e adoecimento, que observe bem os aspectos socioculturais e econ&ocirc;micos, comportamentais e ps&iacute;quicos do usu&aacute;rio, aliando a perspectiva biom&eacute;dica &agrave; antropol&oacute;gica, buscando conhecer quem &eacute; o usu&aacute;rio antes de encaminh&aacute;-lo ou medic&aacute;-lo, para que estes procedimentos sejam mais pertinentes. Entendemos que seja importante oferecer ao usu&aacute;rio subs&iacute;dios para que ele possa ter mais autonomia sobre sua sa&uacute;de, possa conhecer melhor seu corpo, relacionar seus problemas de sa&uacute;de &agrave; sua maneira de viver, a seus valores e cren&ccedil;as, ajudando-o a promover, em seu cotidiano, mais qualidade de vida neste e em outros campos&rdquo;.<\/p>\n<p>Para al&eacute;m das representa&ccedil;&otilde;es culturais de g&ecirc;nero, h&aacute; um fator que dificulta uma abordagem mais integral da sa&uacute;de dos homens: a predomin&acirc;ncia de uma vis&atilde;o que projeta a ci&ecirc;ncia como a &uacute;nica forma leg&iacute;tima de conhecimento. &ldquo;&Eacute; muito arraigada em nossa cultura a dicotomia entre o corpo e a mente, entre as ci&ecirc;ncias naturais e as sociais. A sa&uacute;de integral, que pressup&otilde;e uma abordagem biopsicossocial do homem, de uma an&aacute;lise do discurso que sustentamos sobre a sa&uacute;de, &eacute; reduzida a uma quest&atilde;o estritamente bio-org&acirc;nica, sem nenhuma rela&ccedil;&atilde;o com as demais dimens&otilde;es da vida. Um corte &eacute; feito isolando aspectos fundamentais da vida do usu&aacute;rio, apagando o processo que o levou a ser quem &eacute; e a adoecer deste ou daquele modo. O maior obst&aacute;culo &agrave; ideia de uma sa&uacute;de integral &eacute; a raiz positivista do pensamento cient&iacute;fico que, se de um lado, favoreceu tantos avan&ccedil;os nas tecnologias de que dispomos em sa&uacute;de, de outro lado, seccionou o nosso entendimento integrado da vida e do ser humano&rdquo;, afirma Eduardo Chakora.<\/p>\n<p>N&atilde;o &eacute; um caminho f&aacute;cil pensar a sa&uacute;de do homem em bases amplas. Exige articula&ccedil;&otilde;es interdisciplinares. Exige ainda refletir sobre a predomin&acirc;ncia da figura da mulher nas discuss&otilde;es sobre sa&uacute;de e cuidado. &ldquo;H&aacute; muito que pensar e fazer sobre os determinantes socioculturais dos adoecimentos. A perspectiva relacional de g&ecirc;nero &eacute; um eixo fundamental nesta discuss&atilde;o. A concep&ccedil;&atilde;o hegem&ocirc;nica de masculinidade cria um paradoxo que o campo da sa&uacute;de vem evidenciando: apesar das grandes conquistas feministas das &uacute;ltimas d&eacute;cadas, h&aacute; muito ainda o que se alcan&ccedil;ar, e os homens, ao mesmo tempo que d t&ecirc;m maior poder na vida social do que as mulheres, apresentam a aten&ccedil;&atilde;o &agrave; sua sa&uacute;de historicamente relegada pelas pol&iacute;ticas p&uacute;blicas, com graves consequ&ecirc;ncias em todos os n&iacute;veis de complexidade da sa&uacute;de e maiores &iacute;ndices de morbimortalidade&rdquo;, afirma Eduardo Chakora. &ldquo;Ao avan&ccedil;o da perspectiva cr&iacute;tica de g&ecirc;nero se associam outros referenciais de an&aacute;lise como ra&ccedil;a\/cor, etnia, orienta&ccedil;&atilde;o sexual, classe, gera&ccedil;&atilde;o, religi&atilde;o etc., ampliando a compreens&atilde;o dos processos de sa&uacute;de e doen&ccedil;a entre homens em suas diferentes realidades&rdquo;, conclui o coordenador da &aacute;rea t&eacute;cnica de sa&uacute;de do homem.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>En Brasil, seminario sobre paternidad y cuidado plante\u00f3 reflexiones sobre el papel y las pr\u00e1cticas de los hombres en la sociedad. Uno de los puntos m\u00e1s discutidos fue la importancia de vincular la noci\u00f3n de cuidado a la figura del hombre y a la institucionalizaci\u00f3n de una visi\u00f3n m\u00e1s integral de la salud. <i>(Texto en portugu\u00e9s)<\/i><\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"default","ast-global-header-display":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","theme-transparent-header-meta":"","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":"","_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":""},"categories":[7],"tags":[],"class_list":["post-920","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-noticias-clam"],"acf":[],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v26.1.1 - https:\/\/yoast.com\/wordpress\/plugins\/seo\/ -->\n<title>Paternidad y cuidado - CLAM - ES<\/title>\n<meta name=\"robots\" content=\"index, follow, max-snippet:-1, max-image-preview:large, max-video-preview:-1\" \/>\n<link rel=\"canonical\" href=\"https:\/\/clam.org.br\/es\/noticias-clam\/paternidad-y-cuidado\/920\/\" \/>\n<meta property=\"og:locale\" content=\"es_ES\" \/>\n<meta property=\"og:type\" content=\"article\" \/>\n<meta property=\"og:title\" content=\"Paternidad y cuidado - CLAM - ES\" \/>\n<meta property=\"og:description\" content=\"En Brasil, seminario sobre paternidad y cuidado plante\u00f3 reflexiones sobre el papel y las pr\u00e1cticas de los hombres en la sociedad. 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