{"id":924,"date":"2013-09-19T00:00:00","date_gmt":"2013-09-19T03:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/clam.org.br\/es\/2013\/09\/19\/los-limites-de-la-autoridad-medica\/"},"modified":"2013-09-19T00:00:00","modified_gmt":"2013-09-19T03:00:00","slug":"los-limites-de-la-autoridad-medica","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/clam.org.br\/es\/noticias-clam\/los-limites-de-la-autoridad-medica\/924\/","title":{"rendered":"Los l\u00edmites de la autoridad m\u00e9dica"},"content":{"rendered":"<p>Inf&acirc;ncia, comportamentos desviantes, gravidez e parto, timidez,  envelhecimento, masculinidade, impot&ecirc;ncia, sobrepeso, tristeza. Ao longo  das &uacute;ltimas d&eacute;cadas tem-se observado a prolifera&ccedil;&atilde;o de diferentes  objetos &lsquo;medicaliz&aacute;veis&rsquo;. Para cada um deles, surgiram novas condi&ccedil;&otilde;es  m&eacute;dicas &ndash; como o transtorno de d&eacute;ficit de aten&ccedil;&atilde;o e hiperatividade  (TDAH), a fobia social, a menopausa, a defici&ecirc;ncia androg&ecirc;nica do  envelhecimento masculino, a disfun&ccedil;&atilde;o er&eacute;til &ndash; que passaram a ser  definidas e tratadas como problemas de sa&uacute;de. Elas foram &ldquo;medicalizadas&rdquo;  &ndash; transformadas em problemas que exigem a consulta a um m&eacute;dico ou  especialista e, na maioria das vezes, tornaram-se alvo de medica&ccedil;&otilde;es.<\/p>\n<p>Refer&ecirc;ncia no estudo da medicaliza&ccedil;&atilde;o, o soci&oacute;logo americano Peter  Conrad a definiu como &ldquo;um processo pelo qual problemas n&atilde;o-m&eacute;dicos  passam a ser tratados como problemas m&eacute;dicos, frequentemente em termos  de doen&ccedil;as ou transtornos&rdquo;. O que se percebe na defini&ccedil;&atilde;o de Conrad,  autor de &ldquo;The Medicalization of Society: on the Transformation of Human  Conditions into Treatable Disorder&rdquo; (2007), &eacute; a &ecirc;nfase no deslocamento  de comportamentos antes n&atilde;o pertinentes ao campo de interven&ccedil;&atilde;o m&eacute;dica  para essa jurisdi&ccedil;&atilde;o. Ou seja, aquilo que n&atilde;o necessariamente &eacute; um  problema m&eacute;dico passa a ser entendido como se fosse.<\/p>\n<p>A medicaliza&ccedil;&atilde;o como cr&iacute;tica ao poder m&eacute;dico, pensada como extens&atilde;o  dos limites da autoridade m&eacute;dica sobretudo a partir da obra de Conrad,  foi o pano de fundo do primeiro ciclo de debates &ldquo;Medicaliza&ccedil;&atilde;o,  Ideologia e Ci&ecirc;ncia: <i>Quo Vadis?<\/i>&rdquo;, evento ocorrido na UERJ no dia  16 de setembro promovido pelo Laborat&oacute;rio de Pesquisas sobre Pr&aacute;ticas de  Integralidade em Sa&uacute;de (Lappis\/IMS). A mesa reuniu os professores  Kenneth Camargo e S&eacute;rgio Carrara, do Instituto de Medicina Social (IMS),  e o deputado federal Jean Wyllys, al&eacute;m da coordenadora do Lappis,  Roseni Pinheiro, como mediadora.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" width=\"180\" vspace=\"5\" hspace=\"5\" height=\"135\" align=\"left\" alt=\"\" src=\"\/uploads\/imagem\/Kenneth.jpg\" \/>&quot;A  medicaliza&ccedil;&atilde;o n&atilde;o possui necessariamente uma implica&ccedil;&atilde;o negativa, ela  pode ter vantagens e desvantagens&rdquo;, ressaltou Kenneth Camargo. &ldquo;O  processo pode ser vantajoso e ben&eacute;fico, como no caso do advento dos  antirretrovirais no tratamento do HIV\/Aids, que n&atilde;o existia como  problema m&eacute;dico at&eacute; os anos 1980. Esta &eacute; uma forma de medicaliza&ccedil;&atilde;o que  ajudou a enfrentar um problema de sa&uacute;de p&uacute;blica. J&aacute; o enquadramento da  sexualidade em &lsquo;hetero&rsquo; e &lsquo;homo&rsquo; teve implica&ccedil;&otilde;es, como a ideia de  patologiza&ccedil;&atilde;o de determinados comportamentos e pr&aacute;ticas sexuais&rdquo;,  avaliou o professor do IMS\/UERJ.<\/p>\n<p>Michel Foucault foi um dos autores que contribuiu para o debate em  torno do tema da medicaliza&ccedil;&atilde;o. A medicaliza&ccedil;&atilde;o de que trata Foucault &eacute;  um dispositivo central do exerc&iacute;cio do que se chamaria de biopol&iacute;tica &ndash;  exercendo-se por meio da pedagogiza&ccedil;&atilde;o do sexo da crian&ccedil;as, da  histeriza&ccedil;&atilde;o das mulheres, da psiquiatriza&ccedil;&atilde;o das pervers&otilde;es &ndash;,  conduzindo a uma medicaliza&ccedil;&atilde;o minuciosa (e controle) dos corpos e da  sexualidade. Segundo ele, a dimens&atilde;o da medicaliza&ccedil;&atilde;o no s&eacute;culo XX n&atilde;o  encontrou limites, e incorporou uma fun&ccedil;&atilde;o normatizante, pela qual se  definiram os limites do normal e anormal.<\/p>\n<p>&ldquo;Como dizia Foucault, as categorias hetero e homo s&atilde;o &quot;filhas&quot; da ci&ecirc;ncia&rdquo;, avaliou Sergio Carrara. &ldquo;O discurso m&eacute;dico em<img decoding=\"async\" width=\"180\" vspace=\"5\" hspace=\"5\" height=\"135\" align=\"right\" alt=\"\" src=\"\/uploads\/imagem\/carrara5.jpg\" \/>  rela&ccedil;&atilde;o &agrave; homossexualidade se constr&oacute;i dentro do conflito entre a  vers&atilde;o biom&eacute;dica e a vers&atilde;o jur&iacute;dico-moral. Por muito tempo, a  homossexualidade pairou entre o modelo da anomalia heredit&aacute;ria  (degenera&ccedil;&atilde;o) e de uma situa&ccedil;&atilde;o doentia. Ela passa a ser medicalizada a  partir desta ambig&uuml;idade. Um dos sentidos mais conhecidos do termo  medicaliza&ccedil;&atilde;o &eacute; o de definir como transtornos m&eacute;dicos comportamentos  transgressivos e desviantes das normas sociais vigentes &ndash; como a  homossexualidade &ndash; em determinado cen&aacute;rio s&oacute;cio-hist&oacute;rico&rdquo;, relatou o  antrop&oacute;logo.<\/p>\n<p>O deputado federal Jean Wyllys ressaltou os ganhos, na &eacute;poca, com o deslocamento da  defini&ccedil;&atilde;o de comportamentos desviantes, moralmente repreens&iacute;veis, para  condi&ccedil;&otilde;es m&eacute;dicas. &rdquo;Num primeiro momento, a homossexualidade foi pensada  como pecado por raz&otilde;es religiosas, num segundo momento como crime e  depois como doen&ccedil;a, ou seja, sua condena&ccedil;&atilde;o transferiu-se da esfera da  religi&atilde;o para a ci&ecirc;ncia. Mas uma vez convertido em doen&ccedil;a, o peso moral  da responsabilidade pelo ato homossexual &eacute; diminu&iacute;do ou extinto. Houve,  portanto, um benef&iacute;cio real em sofrer de uma doen&ccedil;a, no lugar de ser  considerado um desviante ou condenado por ser um transgressor de normas  sociais&rdquo;, afirmou.<\/p>\n<p>No texto &ldquo;Medicine as an Institution of Social Control&rdquo; (1972),  Irving Zola defende que a medicina tem adquirido a fun&ccedil;&atilde;o de regula&ccedil;&atilde;o  social antes considerada um atributo da religi&atilde;o e da lei, tomando para  si o lugar de avaliador moral, a partir do lugar supostamente neutro e  objetivo da ci&ecirc;ncia.<\/p>\n<p><b>Medicaliza&ccedil;&atilde;o como controle social<\/b><\/p>\n<p>Desde 1973 a homossexualidade deixou de ser classificada como doen&ccedil;a  pela Associa&ccedil;&atilde;o Americana de Psiquiatria e, em 1975, a Associa&ccedil;&atilde;o  Americana de Psicologia fez o mesmo. No Brasil, em 1984, a Associa&ccedil;&atilde;o  Brasileira de Psiquiatria (ABP) passou a considerar a homossexualidade  como algo n&atilde;o prejudicial &agrave; sociedade. No dia 17 de maio de 1990, a  Assembleia-geral da Organiza&ccedil;&atilde;o Mundial de Sa&uacute;de (OMS) retirou a  homossexualidade do seu manual Classifica&ccedil;&atilde;o Internacional de Doen&ccedil;as  (CID).<\/p>\n<p>No Brasil, em 1999, o Conselho Federal de Psicologia (CFP)  estabeleceu regras para a atua&ccedil;&atilde;o dos psic&oacute;logos em rela&ccedil;&atilde;o &agrave;s quest&otilde;es  de orienta&ccedil;&atilde;o sexual, declarando que <i>&quot;a homossexualidade n&atilde;o constitui doen&ccedil;a, nem dist&uacute;rbio ou pervers&atilde;o&quot;<\/i> e que <i>&ldquo;os psic&oacute;logos n&atilde;o colaborar&atilde;o com eventos e servi&ccedil;os que proponham tratamento e\/ou cura da homossexualidade&rdquo;<\/i>.  Mesmo assim, recentemente um projeto de lei de autoria do deputado  federal Jo&atilde;o Campos (PSDB) propunha sustar a resolu&ccedil;&atilde;o do CFP, alegando  que esta feriria, em sua vis&atilde;o, o direito &aacute; sa&uacute;de conforme previsto na  Constitui&ccedil;&atilde;o brasileira. Assim, a proposta visava dar permiss&atilde;o aos  psic&oacute;logos brasileiros para &ldquo;curar&rdquo; a homossexualidade, atrav&eacute;s do  atendimento a uma pessoa homossexual em sofrimento.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" width=\"180\" vspace=\"5\" hspace=\"5\" height=\"178\" align=\"left\" alt=\"\" src=\"\/uploads\/imagem\/Jean.jpg\" \/>&ldquo;O  Conselho n&atilde;o nega o atendimento a um homossexual em sofrimento. N&atilde;o se  sofre por ser homossexual ou porque se deseja uma pessoa do mesmo sexo,  mas sim por estar subvertendo uma ordem de g&ecirc;nero definida pela  sociedade&rdquo;, rebateu Jean Wyllys. &ldquo;Um menino &eacute; insultado por brincar de  boneca. Quando o desejo homossexual vier, este menino o experimentar&aacute;  com muita culpa e esse sofrimento n&atilde;o o abandonar&aacute; at&eacute; a vida adulta. O  tratamento oferecido a esta pessoa, que cresceu com este sofrimento  ps&iacute;quico, deve ser &lsquo;seja voc&ecirc; mesmo&rsquo;, para que ela se aceite e  reinterprete o seu desejo&rdquo;.<\/p>\n<p>Para o deputado, o problema s&atilde;o os usos e leituras oportunistas que os setores conservadores fazem da ci&ecirc;ncia. &quot;A ci&ecirc;ncia que nos deu a penicilina, a camisinha e a televis&atilde;o &eacute; a mesma ci&ecirc;ncia que diz que a homossexualidade n&atilde;o &eacute; doen&ccedil;a. Por que eles aceitam as verdades da ci&ecirc;ncia de um lado e n&atilde;o as aceitam de outro?&quot;, questionou Jean.<\/p>\n<p>O projeto de lei, conhecido como &ldquo;cura gay&rdquo;, acabou sendo derrubado.  No entanto, por mais absurda que pare&ccedil;a, a proposta se alinha a um dos  pressupostos da medicaliza&ccedil;&atilde;o: o de legar aos indiv&iacute;duos uma perda da  autonomia para lidarem com seu sofrimento. Para os autores que defendem a  tese da medicaliza&ccedil;&atilde;o como controle social, quanto mais medicalizado um  indiv&iacute;duo ou a sociedade em que vive, maior o controle social a que  est&atilde;o submetidos. Nesta perspectiva, a medicaliza&ccedil;&atilde;o seria, assim, uma  forma de imperialismo m&eacute;dico e de exerc&iacute;cio do controle, que negaria a  autonomia por parte dos indiv&iacute;duos.<\/p>\n<p><b>O controle sobre a prostitui&ccedil;&atilde;o no Brasil<\/b><\/p>\n<p>Outro alvo de controle tem sido as\/os trabalhadoras\/es sexuais. No  Brasil, um projeto de lei (377\/2011),  do mesmo deputado Jo&atilde;o Campos &ndash;  que prop&ocirc;s o projeto de &ldquo;cura gay&rdquo; &ndash;, ainda em tramita&ccedil;&atilde;o no Congresso,  visa criminalizar o ato de oferecer pagamento a algu&eacute;m pela presta&ccedil;&atilde;o de  servi&ccedil;os sexuais e tamb&eacute;m o ato de aceitar a oferta.<\/p>\n<p>Para o deputado Jean Wyllys, antes de tudo &eacute; preciso definir  claramente o que &eacute; prostitui&ccedil;&atilde;o. Na tentativa de escapar aos contornos  conservadores e morais que o tema tem adquirido, o deputado est&aacute;  propondo o projeto de lei 4.211\/2012, que estabelece um espa&ccedil;o pol&iacute;tico  para a quest&atilde;o da prostitui&ccedil;&atilde;o no Congresso brasileiro e na sociedade.  &ldquo;Entendo a prostitui&ccedil;&atilde;o como atividade exercida por pessoa adulta e  capaz, n&atilde;o importando a condi&ccedil;&atilde;o ou a hist&oacute;ria que a levou para a  ocupa&ccedil;&atilde;o. &Eacute; importante que se acabe com o status de indefini&ccedil;&atilde;o da  atividade, promovendo um amparo legal claro e espec&iacute;fico. Enfrentar a  inseguran&ccedil;a jur&iacute;dica &eacute; uma maneira de proteger as prostitutas.&rdquo;,  esclareceu o deputado.<\/p>\n<p>O PL 4.211\/2012 define o profissional do sexo como toda pessoa maior  de dezoito anos e capaz, voluntariamente, de prestar servi&ccedil;os sexuais  mediante remunera&ccedil;&atilde;o.  Regulamenta as casas de prostitui&ccedil;&atilde;o, desde que  n&atilde;o se exer&ccedil;a explora&ccedil;&atilde;o e fixa um teto de apropria&ccedil;&atilde;o do rendimento de  presta&ccedil;&atilde;o de servi&ccedil;o. Estabelece ainda uma aposentaria especial para as  prostitutas e define os marcos que diferenciem prostitui&ccedil;&atilde;o de  explora&ccedil;&atilde;o.<\/p>\n<p>&ldquo;A ambiguidade legal em que vivemos prejudica e vulnerabiliza as  prostitutas. Elas s&atilde;o v&iacute;timas da falta de clareza. Atualmente, casas de  prostitui&ccedil;&atilde;o s&atilde;o consideradas ilegais. Ora, quem n&atilde;o conhece uma casa  desse tipo? &Eacute; uma realidade vis&iacute;vel. A legaliza&ccedil;&atilde;o das casas vai dar &agrave;s  prostitutas instrumentos para se proteger dos abusos cometidos l&aacute;  dentro. O projeto de lei regulamenta as rela&ccedil;&otilde;es trabalhistas ali  dentro, estabelecendo diretrizes de lucro e apropria&ccedil;&atilde;o de rendimento.  Apropria&ccedil;&atilde;o de mais de 50% do lucro de um servi&ccedil;o sexual configura  explora&ccedil;&atilde;o. O mesmo vale para servi&ccedil;o prestado mediante amea&ccedil;a ou  viol&ecirc;ncia.&rdquo;, explicou Jean Willys.<\/p>\n<p><b>Transexualidade: ainda um transtorno<\/b> <\/p>\n<p> A homossexualidade deixou de ser considerada doen&ccedil;a, mas a  transexualidade &eacute; considerada um transtorno at&eacute; os dias de hoje, apesar  de haver um <a target=\"_blank\" href=\"http:\/\/www.stp2012.info\/old\/pt\" rel=\"noopener\">movimento internacional pela sua despatologiza&ccedil;&atilde;o<\/a>.  No Brasil, a cirurgia de mudan&ccedil;a de sexo pode ser realizada pelo  Sistema &Uacute;nico de Sa&uacute;de (SUS) desde 1998, mas para uma pessoa poder fazer  o procedimento, ela precisa se submeter a dois anos de terapia para  ent&atilde;o receber um laudo de que sofre de uma doen&ccedil;a mental chamada de  disforia de g&ecirc;nero. Por isso, o movimento pela despatologiza&ccedil;&atilde;o divide  opini&otilde;es, uma vez que o laudo &eacute; condi&ccedil;&atilde;o essencial para se fazer a  cirurgia.<\/p>\n<p>Provado o transtorno mental, a pessoa tem ainda outro obst&aacute;culo:  mudar o nome em sua identidade. Tamb&eacute;m de autoria do deputado Jean  Wyllys juntamente com a deputada Erika Kokay (PT-DF), o projeto de lei  5002\/2013 estabelece os mecanismos jur&iacute;dicos para o reconhecimento da  identidade de g&ecirc;nero, permitindo &agrave;s pessoas a retifica&ccedil;&atilde;o de dados  registrais, incluindo o sexo, o prenome e a imagem inclu&iacute;da na  documenta&ccedil;&atilde;o pessoal. A lei de identidade de g&ecirc;nero tamb&eacute;m regulamenta  as interven&ccedil;&otilde;es cir&uacute;rgicas e os tratamentos hormonais que se realizam  como parte do processo de transexualiza&ccedil;&atilde;o.<\/p>\n<p>&ldquo;O conceito de pessoa trans utilizado no projeto de lei &eacute;: &lsquo;pessoa  que nasceu num sexo biol&oacute;gico definido, mas se identifica no g&ecirc;nero  oposto ao que se entende culturalmente como correspondente a tal sexo&rsquo;, o  que abrange os conceitos de transexual, travesti e transg&ecirc;neros; e o  conceito de pessoa intersexual &eacute; &lsquo;pessoa que nasceu com o sexo biol&oacute;gico  indefinido, foi registrada e criada como pertencente a um determinado  g&ecirc;nero, mas (neste caso em espec&iacute;fico) n&atilde;o encontra identifica&ccedil;&atilde;o em  tal&rsquo;&rdquo;, explicou Jean Wyllys.<\/p>\n<p>Para o professor Kenneth Camargo (IMS), &eacute; preciso pensar na categoria  doen&ccedil;a, uma vez que mesmo dentro do dom&iacute;nio biom&eacute;dico n&atilde;o h&aacute; consenso.  &quot;Idealmente, uma defini&ccedil;&atilde;o de doen&ccedil;a vai apontar para algum tipo de  les&atilde;o, vai incluir uma defini&ccedil;&atilde;o processual e, mais modernamente, um  tipo de teste ou marcador. Isso serve de modelo para as chamadas  &quot;doen&ccedil;as do corpo&quot;&quot;, finalizou o pesquisador.<\/p>\n<p>Fonte:&nbsp;<em><a href=\"http:\/\/www.cienciaesaudecoletiva.com.br\/artigos\/artigo_int.php?id_artigo=12505\">Um panorama sobre as varia&ccedil;&otilde;es em torno do conceito de medicaliza&ccedil;&atilde;o entre 1950-2010<\/a><\/em><br \/> &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; Autora: Rafaela Teixeira Zorzanelli (UERJ)<br \/> &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; Co-autores: &nbsp;Francisco Ortega (UERJ), Benilton Bezerra Jr. (UERJ)<br \/> &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp;&nbsp;<a href=\"http:\/\/www.cienciaesaudecoletiva.com.br\/artigos\/artigo_int.php?id_artigo=12505\">Revista Ci&ecirc;ncia &amp; Sa&uacute;de Coletiva da Associa&ccedil;&atilde;o Brasileira de Sa&uacute;de Coletiva<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>La medicalizaci\u00f3n como cr\u00edtica al poder m\u00e9dico fue el marco del primer ciclo de debates \u00abMedicalizaci\u00f3n, Ideolog\u00eda y Ciencia: <i>\u00bfQuo Vadis?<\/i>\u00ab, evento promovido por el Laboratorio de Investigaciones sobre Pr\u00e1cticas de Integridad en Salud (Lappis\/IMS). 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