{"id":925,"date":"2013-09-19T00:00:00","date_gmt":"2013-09-19T03:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/clam.org.br\/es\/2013\/09\/19\/el-costo-de-la-sexualidad\/"},"modified":"2013-09-19T00:00:00","modified_gmt":"2013-09-19T03:00:00","slug":"el-costo-de-la-sexualidad","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/clam.org.br\/es\/noticias-clam\/el-costo-de-la-sexualidad\/925\/","title":{"rendered":"El costo de la sexualidad"},"content":{"rendered":"<p>O tema da IX Confer&ecirc;ncia IASSCS, ocorrida em agosto em Buenos Aires, referia-se ao lugar do sexo e do amor, e suas poss&iacute;veis articula&ccedil;&otilde;es, no mundo contempor&acirc;neo, marcado pela l&oacute;gica hegem&ocirc;nica do mercado. Uma das sess&otilde;es plen&aacute;rias mais instigantes tratou de tais rela&ccedil;&otilde;es, explorando o valor da beleza e o custo da concupisc&ecirc;ncia, assim como as din&acirc;micas de produ&ccedil;&atilde;o de conhecimento no campo da sexualidade. &ldquo;Como fazer sexo no mundo atual?&rdquo;, perguntava o t&iacute;tulo da mesa. Integraram as discuss&otilde;es o pesquisador australiano Gary Dowsset, do Centro de Sexo, Sa&uacute;de e Sociedade, (La Trobe University, Austr&aacute;lia), o fil&oacute;sofo e ativista argentino Mauro Cabral (Global Action for TransEquality, Argentina), o pesquisador Thomaz Guadamuz (Mahidol University Center for Health PolicyStudies, Tail&acirc;ndia) e o professor Lawrence La Fountain-Stokes (Universidade de Michigan).<\/p>\n<p>A palestra principal coube a Gay Dowsset, que delineou os embates epistemol&oacute;gicos que marcam a produ&ccedil;&atilde;o de conhecimento no campo da sexualidade. Chamando aten&ccedil;&atilde;o para o papel da sexologia, Dowsset afirmou que esta tem um papel central e totalizante ainda hoje, apesar de sua constitui&ccedil;&atilde;o datar do s&eacute;culo XIX. &ldquo;Os efeitos podem ser sentidos nos dias de hoje, em especial por meio da defini&ccedil;&atilde;o e cria&ccedil;&atilde;o de categorias de desordem que inscrevem a sexualidade em termos de normalidade e anormalidade. A sexologia prop&otilde;e-se a apontar a verdade &uacute;ltima da experi&ecirc;ncia sexual. Nesse sentido, tais defini&ccedil;&otilde;es se estendem para o campo das leis&rdquo;, observou. &ldquo;H&aacute; ainda outro desdobramento marcante que se d&aacute; atrav&eacute;s ind&uacute;stria farmac&ecirc;utica. A l&oacute;gica de ordem e desordem estabelece taxonomias e patologias. Logo, criam-se respostas a tais desordens, o que coloca em evid&ecirc;ncia a participa&ccedil;&atilde;o da ind&uacute;stria de medicamentos nessa din&acirc;mica&rdquo;, afirmou Gary Dowsset.<\/p>\n<p>Outra linha de investiga&ccedil;&atilde;o da sexualidade que Dowsset destacou est&aacute; ligada a uma vis&atilde;o mais quantitativa do fen&ocirc;meno: o &ldquo;sex researcher&rdquo;. De acordo com o pesquisador australiano, tal linha preocupa-se prioritariamente com dados e estat&iacute;sticas e com comportamentos e atos. A f&oacute;rmula n&atilde;o lhe parece muito interessante: &ldquo;&Eacute; uma &aacute;rea que obt&eacute;m grande destaque nos meios de comunica&ccedil;&atilde;o, que interage com o imagin&aacute;rio popular. As estat&iacute;sticas possuem um vi&eacute;s normalizador e segregador, pois tamb&eacute;m trabalham com a no&ccedil;&atilde;o de anormalidade. As estat&iacute;sticas negligenciam a constru&ccedil;&atilde;o social da sexualidade&rdquo;, afirmou.<\/p>\n<p>Na outra ponta, Dowsset colocou as Ci&ecirc;ncias Humanas e Sociais, que privilegiam um olhar mais matizado da cultura, capturando, atrav&eacute;s de m&eacute;todos qualitativos, as particularidades que marcam a experi&ecirc;ncia sexual. Al&eacute;m disso, ressaltou, &eacute; um campo que n&atilde;o fica restrito &agrave; academia, est&aacute; em permanente intera&ccedil;&atilde;o com o cotidiano e tem na interdisciplinaridade uma caracter&iacute;stica importante.<\/p>\n<p>Diante dessas tr&ecirc;s linhas de for&ccedil;as te&oacute;ricas, Dowsset afirmou que &eacute; preciso enfrentar alguns desafios. Em primeiro lugar, ampliando o olhar sobre o corpo para al&eacute;m de determinismos biol&oacute;gicos. &ldquo;A sexologia trata do corpo, mas recusa-se a encar&aacute;-lo de uma maneira ampla. O corpo aparece como material da sexualidade, mas n&atilde;o como constitutivo dela. &Eacute; preciso refletir sobre a inser&ccedil;&atilde;o social do corpo. O corpo n&atilde;o &eacute; pr&eacute;-discursivo&rdquo;, enfatizou Dowsset.<\/p>\n<p>Para o pesquisador australiano, a eclos&atilde;o da epidemia do HIV\/Aids, nos anos 1980, teve um papel estimulante para a produ&ccedil;&atilde;o de conhecimento em sexualidade. No entanto, observou, isso n&atilde;o significou a consolida&ccedil;&atilde;o de um olhar oriundo das Ci&ecirc;ncias Humanas e Sociais. Pelo contr&aacute;rio, o grau de vigil&acirc;ncia se intensificou em rela&ccedil;&atilde;o ao corpo e aos comportamentos, ainda que a tem&aacute;tica tenha ganho aten&ccedil;&atilde;o dos Estados. &ldquo;A sexualidade passou por um processo de inclus&atilde;o. Direitos foram sendo discutidos e possibilitados mais pela via do &ldquo;sex researcher&rdquo; do que pela contribui&ccedil;&atilde;o das Ci&ecirc;ncias Humanas e Sociais. Temos muita informa&ccedil;&atilde;o, mas quanto conhecimento?&rdquo;, argumentou.&rdquo;<\/p>\n<p>Al&eacute;m da Aids, outro fator que influenciou os rumos da pesquisa em sexualidade, ao longo dos &uacute;ltimos anos, foi a consolida&ccedil;&atilde;o de uma sociedade fortemente ancorada na comunica&ccedil;&atilde;o e seus meios de interface. A pornografia surge como um dos eixos intensamente mobilizado. &ldquo;A publiciza&ccedil;&atilde;o do sexo est&aacute; ligada ao processo de commodifica&ccedil;&atilde;o, isto &eacute;, a ao processo de inser&ccedil;&atilde;o da experi&ecirc;ncia sexual na crescente din&acirc;mica de mercado. As imagens sempre existiram, mas a fotografia, no s&eacute;culo XIX, inaugurou essa tend&ecirc;ncia, que se fortalece com tantas tecnologias que surgem&rdquo;, observou Gary Dowset.<\/p>\n<p>Tal processo cria uma nova econ&ocirc;mica do sexo, na qual s&atilde;o definidas novas taxonomias de desejos. Nesse sentido, um novo mercado e novas pr&aacute;ticas v&atilde;o sendo forjadas, em especial com a gama de recursos tecnol&oacute;gicos que permitem que a experi&ecirc;ncia sexual se d&ecirc; por meio de performances digitais, de acordo com Dowsset. Com mudan&ccedil;as nas rela&ccedil;&otilde;es sociais, a explos&atilde;o de imagens, de representa&ccedil;&otilde;es e pr&aacute;ticas, o pesquisador australiano destacou que as identidades t&ecirc;m se dissolvido. &ldquo;A balan&ccedil;a entre heterossexualidade e homossexualidade tem sido esvaziada em fun&ccedil;&atilde;o dessa commodifica&ccedil;&atilde;o do sexo&rdquo;, afirmou.<\/p>\n<p>As novas e sofisticadas possibilidades tecnol&oacute;gicas significam, para Mauro Cabral, um &ldquo;retorno do corpo&rdquo;. &ldquo;As biotecnologias s&atilde;o uma matriz constitutiva do corpo, de novas representa&ccedil;&otilde;es, novos usos e performances. &Eacute; importante pensar qual a rela&ccedil;&atilde;o que o corpo articula com os novos aparatos t&eacute;cnicos. Nesse sentido, o corpo biol&oacute;gico se imp&otilde;e nas agendas pol&iacute;ticas e te&oacute;ricas&rdquo;, afirmou o fil&oacute;sofo argentino.<\/p>\n<p>&ldquo;N&atilde;o vivemos, no entanto, bons tempos para a sexualidade. O lugar que o corpo ocupa atualmente tem sido acompanhado pela intensifica&ccedil;&atilde;o de p&acirc;nicos morais e pelo recrudescimento de discrimina&ccedil;&otilde;es&rdquo;, afirmou Mauro Cabral, para quem a ressignifica&ccedil;&atilde;o do corpo est&aacute; imbricada tamb&eacute;m nas rela&ccedil;&otilde;es internacionais. &ldquo;H&aacute; pa&iacute;ses amea&ccedil;ados de invas&atilde;o por causa de libera&ccedil;&otilde;es sexuais&rdquo;, destacou.<\/p>\n<p>Assim como Dowsset, Mauro Cabral tra&ccedil;ou algumas considera&ccedil;&otilde;es sobre a produ&ccedil;&atilde;o de conhecimento no campo da sexualidade. De acordo com o fil&oacute;sofo, h&aacute; uma desarticula&ccedil;&atilde;o entre a academia e o ativismo trans e intersex, do qual faz parte. &ldquo;A tematiza&ccedil;&atilde;o e as reflex&otilde;es devem caminhar mais pr&oacute;ximas, articuladamente&rdquo;, enfatizou Mauro Cabral.<\/p>\n<p>Thomaz Guadamuz (Mahidol University) apresentou algumas pondera&ccedil;&otilde;es sobre as teses defendidas por Dowsset. Para Guadamuz, as linhas te&oacute;ricas e epistemol&oacute;gicas t&ecirc;m limita&ccedil;&otilde;es e est&atilde;o imbricadas em rela&ccedil;&otilde;es de poder. &ldquo;Por que pensar os tr&ecirc;s discursos te&oacute;ricos de maneira excludente? Em minha tese de doutorado, pesquisando sobre HIV, pude observar, tanto atrav&eacute;s da epidemologia quanto atrav&eacute;s de uma vis&atilde;o das Ci&ecirc;ncias Sociais, como pr&aacute;ticas e representa&ccedil;&otilde;es podem ser pensadas de maneira articulada&rdquo;, observou, completando que as Ci&ecirc;ncias Sociais n&atilde;o est&atilde;o imune a problemas. &ldquo;A vis&atilde;o cr&iacute;tica da sexualidade, que procura pens&aacute;-la partir de referenciais n&atilde;o deterministas ou estat&iacute;sticos, est&aacute; presa a algumas din&acirc;micas de for&ccedil;a: as teorias geralmente s&atilde;o feitas no hemisf&eacute;rio norte e servidas no sul. Mesmo com tais quest&otilde;es, acredito que seja relevante trabalharmos com diversas perspectivas&rdquo;, afirmou Thomaz Guadamuz.<\/p>\n<p>Tamb&eacute;m com uma vis&atilde;o cr&iacute;tica sobre a produ&ccedil;&atilde;o cient&iacute;fica no campo da sexualidade, Lawrence La Fountain-Stokes (Universidade de Michigan) enfatizou a necessidade de se olhar para as culturas como dom&iacute;nios produtivos. &ldquo;Vejo a cultura como um arquivo vivo para se entender as sociedades e a contemporaneidade. &Eacute; um reposit&oacute;rio de informa&ccedil;&atilde;o para a academia. E um caminho para se pensar a experi&ecirc;ncia de maneira mais ampla, diferente dos padr&otilde;es normativos hegem&ocirc;nicos, democratizando, por exemplo, as possibilidades de representa&ccedil;&atilde;o e pr&aacute;ticas com o corpo para al&eacute;m do padr&atilde;o branco, europeu e do norte&rdquo;, criticou.<\/p>\n<p>Finalizando a plen&aacute;ria, Dowsset retomou suas reflex&otilde;es sobre o campo da sexualidade. Afirmou que h&aacute; problemas na constitui&ccedil;&atilde;o do campo (&ldquo;incomensur&aacute;vel&rdquo;), sendo dif&iacute;cil chegar a um consenso te&oacute;rico. No entanto, lembrou que &eacute; importante se buscar formas cr&iacute;ticas de pensar a sexualidade. &ldquo;N&atilde;o digo que haja uma rela&ccedil;&atilde;o meramente de domina&ccedil;&atilde;o entre Sul e Norte ou mesmo entre as correntes te&oacute;ricas. As rela&ccedil;&otilde;es s&atilde;o mutuamente constitutivas, e &eacute; importante que se tenha isso em mente. Sem esquecer das tens&otilde;es que existem em tais rela&ccedil;&otilde;es&rdquo;, finalizou Dowsset.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Plenaria llevada a cabo en la IX Conferencia IASSCS (Buenos Aires) discuti\u00f3 el lugar del sexo en el contexto contempor\u00e1neo y su l\u00f3gica mercantil. 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