{"id":929,"date":"2013-10-02T00:00:00","date_gmt":"2013-10-02T03:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/clam.org.br\/es\/2013\/10\/02\/camp-arte-y-politica\/"},"modified":"2013-10-02T00:00:00","modified_gmt":"2013-10-02T03:00:00","slug":"camp-arte-y-politica","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/clam.org.br\/es\/noticias-clam\/camp-arte-y-politica\/929\/","title":{"rendered":"\u00a1Camp! Arte y pol\u00edtica"},"content":{"rendered":"<p>Uma montagem de vigas de madeira em diferentes varia&ccedil;&otilde;es de vermelho, azul e amarelo. Uma porta, simetricamente dividida com as cores rosa e azul, com dois olhos, dois narizes, uma boca e duas ma&ccedil;anetas que insinuam l&uacute;bricos orif&iacute;cios. Brilho. Galerias fotogr&aacute;ficas de transformistas e travestis. Luxo. Viris bonecos guerreiros enfeitados com arranjos de flores. Drama.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" src=\"\/uploads\/imagem\/DSC01810.JPG\" width=\"90\" height=\"120\" vspace=\"5\" hspace=\"5\" align=\"left\" alt=\"\" \/>A exposi&ccedil;&atilde;o &ldquo;Camp! Arte e Diferen&ccedil;a&rdquo; evidenciou a atualidade de um movimento est&eacute;tico que tamb&eacute;m &eacute; pol&iacute;tico. Um estilo que destaca o lugar da desigualdade nas rela&ccedil;&otilde;es sociais, com particular foco nas rela&ccedil;&otilde;es de g&ecirc;nero, no er&oacute;tico e na diferen&ccedil;a sexual. A pot&ecirc;ncia do vulgar, de est&eacute;ticas e g&ecirc;neros &lsquo;menores&rsquo;, como o pastiche e o folhetim.<\/p>\n<p>A escritora norte-americana Susan Sontag , no seu c&eacute;lebre texto &ldquo;<a href=\"http:\/\/www.math.utah.edu\/~lars\/Sontag::Notes%20on%20camp.pdf\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Notes on camp<\/a>&rdquo;, de 1964, o definiu como uma sensibilidade onde prevalece a artificialidade, o exagero, a manifesta&ccedil;&atilde;o perform&aacute;tica, a afeta&ccedil;&atilde;o, o esoterismo: uma s&eacute;rie de pr&aacute;ticas e representa&ccedil;&otilde;es que t&ecirc;m no espa&ccedil;o urbano um terreno f&eacute;rtil para a estiliza&ccedil;&atilde;o.<\/p>\n<p>De acordo com Den&iacute;lson Lopes, professor da Escola de Comunica&ccedil;&atilde;o da UFRJ, o camp constituiria um dom&iacute;nio que se manifesta de duas maneiras: ora atrav&eacute;s do comportamento, articulando afeta&ccedil;&atilde;o, teatralidade e performance na constitui&ccedil;&atilde;o de personagens e pr&aacute;ticas &ndash; como no caso das drag queens que t&ecirc;m na pose o trunfo para se destacar na noite; ora de um tipo de sensibilidade, que afeta as percep&ccedil;&otilde;es e sensa&ccedil;&otilde;es.<\/p>\n<p>Para Sontag, roupas, filmes, mob&iacute;lia, m&uacute;sicas e edif&iacute;cios s&atilde;o exemplos dessa est&eacute;tica. A linguagem camp trabalha com a<img decoding=\"async\" src=\"\/uploads\/imagem\/DSC01808.JPG\" width=\"90\" height=\"120\" vspace=\"5\" hspace=\"5\" align=\"right\" alt=\"\" \/>textura, com a superf&iacute;cie. Explora conte&uacute;dos contradit&oacute;rios, entre os quais as rela&ccedil;&otilde;es de g&ecirc;nero s&atilde;o uma tem&aacute;tica privilegiada. &ldquo;As drag queens, as travestis ou pessoas que transitam entre o masculino e o feminino nos passam uma ideia de indefini&ccedil;&atilde;o justamente por n&atilde;o se encaixarem dentro dos padr&otilde;es sociais tradicionais&rdquo;, afirmou o professor Marcelo Campos (Instituto de Artes da UERJ), curador da exposi&ccedil;&atilde;o.<\/p>\n<p>A est&eacute;tica camp produz uma vers&atilde;o estilizada, muitas vezes c&ocirc;mica, das rela&ccedil;&otilde;es sociais. Por isso, a ideia de fluidez entre categorias sociais como masculino e feminino, pr&oacute;pria das express&otilde;es englobadas em ingl&ecirc;s pelo termo queer, adotado como rubrica te&oacute;rica, guarda um parentesco pr&oacute;ximo com o camp. Mas Sontag destaca que nem sempre o exagero &eacute; um marcador do camp. As atenua&ccedil;&otilde;es s&atilde;o tamb&eacute;m importantes. Afinal, o camp &eacute; um regime de grada&ccedil;&otilde;es, matizes. N&atilde;o &agrave; toa, a figura do andr&oacute;gino aparece como elemento not&aacute;vel: &ldquo;O mais belo em homens viris &eacute; algo feminino; o mais belo em mulheres femininas &eacute; algo masculino&rdquo;, afirma Sontag.<\/p>\n<p>O cinema tem sido um espa&ccedil;o marcante para recep&ccedil;&otilde;es e representa&ccedil;&otilde;es camp, tanto atrav&eacute;s da com&eacute;dia como do melodrama. O filme australiano &ldquo;Priscila, a rainha do deserto&rdquo; (Stephan Elliot, 1994), que narra a saga de um grupo transformistas a caminho de um show, recria e homenageia uma longa tradi&ccedil;&atilde;o de investimento neste estilo a cargo de artistas de cabar&eacute; amadores e profissionais. A performance das personagens demonstra a natureza sedutora do camp, isto &eacute;, aquilo que evoca a ambiguidade, que desestabiliza marcas hegem&ocirc;nicas (<a href=\"\/uploads\/arquivo\/Um%20passeio%20de%20%C3%B4nibus.pdf\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Veja aqui artigo na revista Sexualidade, Sa&uacute;de e Sociedade sobre o filme e sua interlocu&ccedil;&atilde;o com a est&eacute;tica camp<\/a>). De acordo com Sontag: &ldquo;&Eacute; um modo de sedu&ccedil;&atilde;o que emprega maneirismos suscet&iacute;veis de dupla interpreta&ccedil;&atilde;o, gestos repletos de duplicidade&rdquo;.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" src=\"\/uploads\/imagem\/DSC01815.JPG\" width=\"150\" height=\"113\" vspace=\"5\" hspace=\"5\" align=\"left\" alt=\"\" \/>O repert&oacute;rio camp, no entanto, apesar de sua marca teatral, n&atilde;o se caracteriza pelo c&aacute;lculo meticuloso das pr&aacute;ticas. A espontaneidade deve pautar nas manifesta&ccedil;&otilde;es. As travestis retratadas na exposi&ccedil;&atilde;o se deixaram capturar em poses e, nem por isso, prejudicam a espontaneidade. S&atilde;o indiv&iacute;duos que desafiam normas sociais, invertendo ou misturando pap&eacute;is. Definem personagens que n&atilde;o se estabilizam, pois trazem a marca da transgress&atilde;o. Est&atilde;o presos mais &agrave;s formas que aos conte&uacute;dos. N&atilde;o atuam pretensiosamente. O s&eacute;rio e o &ldquo;normal&rdquo; s&atilde;o desafiados pela sua frivolidade. S&atilde;o artificiais, mas integram o duplo registro que sustenta o camp: a inoc&ecirc;ncia e a corrup&ccedil;&atilde;o.<\/p>\n<p>&ldquo;O Camp revela inoc&ecirc;ncia, mas tamb&eacute;m, quando pode, a corrompe&rdquo;, diz Sontag, que acrescenta: &ldquo;No camp, o elemento essencial &eacute; a falta de seriedade, uma seriedade que falha. Evidentemente, nem toda a seriedade que falha pode ser associada ao camp. Apenas aquela que apresenta a mistura adequada entre o exagero, o fantasioso, o passional e o ing&ecirc;nuo&rdquo;.<\/p>\n<p>O repert&oacute;rio camp n&atilde;o est&aacute; definido apenas pela ordem do extraordin&aacute;rio, do glamour e do humor. O tempo &eacute; tamb&eacute;m um instaurador do estilo. Sontag argumenta que muitos objetos camp s&atilde;o anacr&ocirc;nicos, d&eacute;mod&eacute;. &ldquo;N&atilde;o &eacute; um amor pelo velho como tal. &Eacute; que o processo de envelhecimento ou deteriora&ccedil;&atilde;o promove o destacamento. [&#8230;] O tempo libera o trabalho de arte de sua relev&acirc;ncia moral, entregando-o ao camp&rdquo;, afirma Sontag.<\/p>\n<p>Antigas tamb&eacute;m s&atilde;o as primeiras manifesta&ccedil;&otilde;es not&aacute;veis de camp, que residem no s&eacute;culo XIX, quando produ&ccedil;&otilde;es liter&aacute;rias, art&iacute;sticas e arquitet&ocirc;nicas (como a obra de Oscar Wilde e o estilo Art Nouveau) passaram a privilegiar o artif&iacute;cio, a superf&iacute;cie e a simetria, conforme aponta Sontag. O camp tem se notabilizado atrav&eacute;s de produ&ccedil;&otilde;es culturais contempor&acirc;neas. Apesar de estar profundamente atrelado ao que o escritor Jack Babuscio define como sensibilidade gay, como na atua&ccedil;&atilde;o dos &ldquo;female impersonators&rdquo; etnografados por Esther Newton nos anos 60 (Mother Camp, publicado em 1979), o camp est&aacute; tamb&eacute;m presente, por exemplo, no mundo das celebridades.&nbsp;<img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"\/uploads\/imagem\/DSC01822.JPG\" width=\"110\" height=\"83\" vspace=\"5\" hspace=\"5\" align=\"right\" alt=\"\" \/><\/p>\n<p>Nos Estados Unidos, o movimento camp tornou-se tamb&eacute;m not&aacute;vel pelo seu papel pol&iacute;tico. De acordo com Den&iacute;lson Lopes, o camp saiu do gueto para ganhar os espa&ccedil;os culturais mais amplos. E essa passagem se deu com a participa&ccedil;&atilde;o decisiva da m&iacute;dia. Nesse pa&iacute;s, assim como no Brasil, o camp est&aacute; relacionado com as divas, as cantoras, os atores de novela. &ldquo;A rela&ccedil;&atilde;o entre f&atilde; e estrela &eacute; importante no camp, pois &eacute; mediada pelo glamour, pela performance, pelas representa&ccedil;&otilde;es que a figura p&uacute;blica provoca, afetando as sensa&ccedil;&otilde;es do f&atilde;. &Eacute; uma tradi&ccedil;&atilde;o antiga no Brasil, desde as cantoras de r&aacute;dio em meados do s&eacute;culo passado. Nos dias atuais, as estrelas de novela servem de refer&ecirc;ncia, pois possuem uma singularidade imposta pela sociedade. Os meios de comunica&ccedil;&atilde;o, portanto, desempenham um papel importante nessa din&acirc;mica&rdquo;, observa Den&iacute;lson Lopes.<\/p>\n<p>No universo LGBT, as paradas gays, eventos de cunho pol&iacute;tico, constituem espa&ccedil;os conhecidos pelas manifesta&ccedil;&otilde;es camp. Espa&ccedil;os que despertam opini&otilde;es contradit&oacute;rias. De acordo com Den&iacute;lson Lopes, a performance e o exagero s&atilde;o comumente vistos como exemplos de estere&oacute;tipos &ndash; do tipo homem gay efeminado e afetado. &ldquo;O camp, de fato, pode abrir tal tipo de interpreta&ccedil;&atilde;o. Pode ser encarado como um refor&ccedil;o de clich&ecirc;s. Mas pode tamb&eacute;m suscitar uma olhar alternativo, distante dos padr&otilde;es hegem&ocirc;nicos, chamando a aten&ccedil;&atilde;o para identidades que n&atilde;o s&atilde;o fixas, que deslizam entre os g&ecirc;neros sem se prender &agrave; estabilidade que certas categorias sociais expressam&rdquo;, argumenta Den&iacute;lson Lopes, para quem a m&iacute;dia tamb&eacute;m est&aacute; implicada politicamente.&nbsp;<img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"\/uploads\/imagem\/DSC01814.JPG\" width=\"150\" height=\"113\" vspace=\"5\" hspace=\"5\" align=\"left\" alt=\"\" \/><\/p>\n<p>&ldquo;Os meios de comunica&ccedil;&atilde;o, especialmente nos tempos atuais, s&atilde;o elementos centrais na vida cotidiana. Eles constroem pontes, articulam desejos, normatividades e transgress&otilde;es. Portanto, em meio &agrave; pluralidade de possibilidades de experi&ecirc;ncias, a est&eacute;tica camp representa um espa&ccedil;o de di&aacute;logo&rdquo;, destacou Lopes. Segundo relatou o professor de Comunica&ccedil;&atilde;o, a atua&ccedil;&atilde;o das travestis foi primordial na revolta de Stonewall, em 1969, que ficou registrada como marco do movimento conhecido como Gay Liberation. Elas passaram a constituir uma identidade importante politicamente, fazendo frente ao contexto de constante viol&ecirc;ncia que sofrem no cotidiano. &ldquo;A performance nos moldes camp, nesse sentido, pode representar um forma de afirma&ccedil;&atilde;o e reivindica&ccedil;&atilde;o por respeito na sociedade&rdquo;, completa.<\/p>\n<p>Opini&atilde;o semelhante tem o professor Marcelo Campos (Instituto de Artes\/UERJ), especialmente em um momento hist&oacute;rico de luta pela amplia&ccedil;&atilde;o dos direitos de categorias discriminadas pela sua performace sexual e de g&ecirc;nero. Para o curador da exposi&ccedil;&atilde;o que a UERJ abrigou, com o camp &ldquo;poder&iacute;amos aprender a respeitar as diferen&ccedil;as, sabendo que n&atilde;o h&aacute; um &uacute;nico modelo a ser seguido. A m&aacute;scara, o travestismo, a cultura do excesso, o amor entre iguais, s&atilde;o recorrentes na vincula&ccedil;&atilde;o camp&rdquo;, explicou. &ldquo;Vamos aprender com o afeto, antes de tudo. Vamos aprender com o &lsquo;com-sentir&rsquo;, vibrando juntos, pulsando juntos, sem pedir explica&ccedil;&otilde;es&rdquo;, concluiu.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Variaciones de tono e intensidad y una particular sensibilidad pueden transformar lo banal en arte e intervenci\u00f3n pol\u00edtica. Canonizada por Susan Sontag, la est\u00e9tica camp explora el valor transgresor de la exageraci\u00f3n, del glamour y del melodrama, desafiando convenciones de g\u00e9nero. 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