{"id":932,"date":"2013-10-10T00:00:00","date_gmt":"2013-10-10T03:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/clam.org.br\/es\/2013\/10\/10\/el-amor-en-el-mercado-sexual\/"},"modified":"2013-10-10T00:00:00","modified_gmt":"2013-10-10T03:00:00","slug":"el-amor-en-el-mercado-sexual","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/clam.org.br\/es\/noticias-clam\/el-amor-en-el-mercado-sexual\/932\/","title":{"rendered":"El amor en el mercado sexual"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: right; \"><em>Por Washington Castilhos<\/em><\/p>\n<p>As pessoas s&atilde;o educadas para acreditar que o amor deve ser espont&acirc;neo, transcendental, irracional, desinteressado e n&atilde;o envolver dinheiro. Existe mesmo a cren&ccedil;a de que a comodifica&ccedil;&atilde;o inevitavelmente destr&oacute;i a intimidade, o que pode ser a raz&atilde;o pela qual a interse&ccedil;&atilde;o entre trabalho sexual e o amor gere tanta confus&atilde;o e conflito. Mas quem disse que um exclui o outro?<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" src=\"\/uploads\/imagem\/on_the_move_for_love.jpg\" width=\"134\" height=\"134\" vspace=\"5\" hspace=\"5\" align=\"left\" alt=\"\" \/>No livro&nbsp;<i>On the move for love<\/i>, a antrop&oacute;loga Sealing Cheng, professora associada de Antropologia na Universidade Chinesa de Hong Kong, acompanha a vida de imigrantes Filipinas que trabalham em boates na Coreia do Sul. Abordando suas aspira&ccedil;&otilde;es por amor e por um futuro melhor, a etnografia de Cheng ilumina as complexas rela&ccedil;&otilde;es que estas mulheres constroem com seus empregadores e seus clientes-namorados. A autora nos oferece uma cr&iacute;tica dos discursos anti-tr&aacute;fico que enxergam as mulheres apenas como v&iacute;timas, ignorando sua ag&ecirc;ncia e livres escolhas.&nbsp;<\/p>\n<p> Depois de quase duas d&eacute;cadas de pesquisa e reflex&atilde;o sobre assuntos ligados ao trabalho sexual, uma das li&ccedil;&otilde;es mais importantes que ela &lsquo;aprendeu&rsquo; foi sobre o&nbsp;<i>amor<\/i>. &ldquo;Sim, essas mulheres podem encontrar esperan&ccedil;a e amor, amizade e dignidade entre elas, e com seus clientes e os donos das boates&rdquo;, afirma Sealing Cheng, que abriu a IX Confer&ecirc;ncia da Associa&ccedil;&atilde;o Internacional para o Estudo da Sexualidade, Cultura e Sociedade (IASSCS), realizada em Buenos Aires em agosto.<\/p>\n<p>&ldquo;Com meu trabalho de campo, aprendi que o amor pode surgir da gratid&atilde;o, que se pode &lsquo;aprender a amar&rsquo;. Uma maneira de se acessar o amor pode envolver o dinheiro, ele pode estar relacionado a quanto &eacute; dado a uma pessoa. E o amor n&atilde;o tem a ver somente com os sentimentos de uma pessoa, mas tamb&eacute;m com o bem-estar e a satisfa&ccedil;&atilde;o de sua fam&iacute;lia. Ideias muito diferentes daquelas que aprendi enquanto crescia&rdquo;, diz ela.<\/p>\n<p>Sealing Cheng come&ccedil;ou sua pesquisa sobre prostitui&ccedil;&atilde;o em campos militares da Coreia do Sul em 1998, especificamente nos chamados R&amp;R (rest and recreation), onde trabalham os militares norte-americanos instalados no pa&iacute;s ap&oacute;s a guerra entre as duas Coreias como parte dos esfor&ccedil;os para conter o comunismo. Atra&iacute;da pelas experi&ecirc;ncias das mulheres coreanas que trabalhavam em clubes noturnos nas cidades onde existem campos militares, ao chegar ao pa&iacute;s a pesquisadora se deparou com outra realidade: as nativas estavam sendo substitu&iacute;das pelas filipinas e mulheres oriundas de pa&iacute;ses que faziam parte da antiga Uni&atilde;o Sovi&eacute;tica. O r&aacute;pido crescimento econ&ocirc;mico da Coreia do Sul, combinado com o estigma e os baixos sal&aacute;rios, culminaram numa diminui&ccedil;&atilde;o no n&uacute;mero de mulheres coreanas dispostas a servir os soldados norte-americanos. Para cobrir as vagas deixadas por elas, os donos das boates ent&atilde;o importaram a m&atilde;o-de-obra mais barata das mulheres das Filipinas e da antiga Uni&atilde;o Sovi&eacute;tica.<\/p>\n<p>Na &eacute;poca, mulheres do terceiro mundo que migravam para se engajar na prostitui&ccedil;&atilde;o no exterior tornaram-se um potencial foco de aten&ccedil;&atilde;o da ONU, que no fim daquela d&eacute;cada promulgaria o Protocolo de Palermo.<\/p>\n<p>&ldquo;Para muitas acad&ecirc;micas feministas e ativistas que tinham trabalhado com o tema antes de mim, eu estava pesquisando sobre a viol&ecirc;ncia que o militarismo, o patriarcalismo, o capitalismo e a globaliza&ccedil;&atilde;o trouxeram para as mulheres. Mas em meu trabalho de campo, n&atilde;o houve um dia sequer sem que eu falasse com as filipinas e os militares, assim como com os propriet&aacute;rios dos clubes, sobre relacionamentos, brigas, ci&uacute;mes, desconfian&ccedil;as e&nbsp;<i>amor<\/i>&nbsp;entre as filipinas e os soldados. Eu me perdi por um tempo entre o discurso do tr&aacute;fico humano que os Estados e as ONGs usavam para descrever mulheres como aquelas filipinas, e o que apreendia com a minha intera&ccedil;&atilde;o di&aacute;ria com elas. Sim, elas tinham que lidar com as dificuldades pessoais e as condi&ccedil;&otilde;es de trabalho, mas ainda assim, a sua maneira, a maioria tinha encontrado esperan&ccedil;a e amor, amizade e dignidade entre elas mesmas, com seus clientes e com os donos das boates&rdquo;, relembra a pesquisadora.<\/p>\n<p>Para ela, ainda que em grande medida a vida daquelas mulheres se encaixem na defini&ccedil;&atilde;o de tr&aacute;fico &ndash;&ndash; seus empregadores apreendem seus passaportes e sal&aacute;rios, e arbitrariamente lhes imp&otilde;e castigos &ndash;&ndash; &ldquo;se usarmos a perspectiva do tr&aacute;fico humano para analisar sua presen&ccedil;a nos campos militares, presumindo uma vitimiza&ccedil;&atilde;o sexual, e trabalharmos para resgat&aacute;-las e mand&aacute;-las de volta para casa, talvez estaremos indo contra n&atilde;o apenas suas vontades, mas tamb&eacute;m nunca compreenderemos por que essas mulheres querem permanecer nos clubes, por que desejam encontrar seus namorados soldados, por que muitas vezes elas fazem sexo de gra&ccedil;a, e por que elas at&eacute; mesmo falam sobre o amor&rdquo;.<\/p>\n<p>Cheng decidiu ent&atilde;o nomear o seu livro &ndash;&ndash;<i>On the Move for Love<\/i>(&ldquo;Em busca do amor&rdquo;, numa tradu&ccedil;&atilde;o livre) &ndash;&ndash; a partir das experi&ecirc;ncias das trabalhadoras sexuais Filipinas na Coreia do Sul, al&eacute;m de passar a ministrar uma disciplina sobre&nbsp;<i>Amor e Intimidade<\/i>&nbsp;para ajudar a pensar o &ldquo;amor&rdquo; como uma constru&ccedil;&atilde;o hist&oacute;rica e cultural, e o quanto ele est&aacute; imerso na nossa compreens&atilde;o de g&ecirc;nero, sexualidade, ra&ccedil;a, classe, na&ccedil;&atilde;o e hist&oacute;ria.<\/p>\n<p>&ldquo;N&atilde;o quero dizer que o amor seja o grande equalizador que pode apagar os diferenciais entre as trabalhadoras sexuais filipinas e seus clientes soldados norte-americanos. Eu tento mostrar que o amor &eacute; um aspecto integral das negocia&ccedil;&otilde;es em suas rela&ccedil;&otilde;es estruturalmente assim&eacute;tricas&rdquo;.<\/p>\n<p>Em resposta &agrave; cren&ccedil;a de que a comodifica&ccedil;&atilde;o destr&oacute;i o amor e a intimidade sexual, a antrop&oacute;loga argumenta que uma grande variedade de rela&ccedil;&otilde;es interpessoais combinam a atividade sexual com a atividade econ&ocirc;mica, desde as mais breves rela&ccedil;&otilde;es chamadas de &ldquo;trabalho sexual&rdquo; (Stitchcombe, 1994), at&eacute; as mais duradouras, a que convencionou-se chamar de &ldquo;unidades dom&eacute;sticas&rdquo; (Zelizer, 2006).<\/p>\n<p>&ldquo;Esta cren&ccedil;a reduz a comodifica&ccedil;&atilde;o a uma l&oacute;gica racionalista e idealiza a intimidade sexual como uma mera experi&ecirc;ncia emocional. Como uma ideia moderna, ela refor&ccedil;a a no&ccedil;&atilde;o da fam&iacute;lia como um abrigo seguro de amor e cuidado, livre do frio e rude mundo exterior. Mas sempre esquecemos que nos engajamos em um monte de transa&ccedil;&otilde;es econ&ocirc;micas nas nossas vidas particulares&rdquo;.<\/p>\n<p>Para mostrar como a mercantiliza&ccedil;&atilde;o (o dinheiro) e a intimidade sexual n&atilde;o necessariamente se excluem, seja na comercializa&ccedil;&atilde;o do sexo ou em outras rela&ccedil;&otilde;es interpessoais, Cheng cita a ideia de &ldquo;autenticidade delimitada&rdquo; (&ldquo;bounded authenticity&rdquo; no original) trabalhada pela soci&oacute;loga Elizabeth Bernstein (Barnard College):<\/p>\n<p>&ldquo;Bernstein aponta em seu estudo que, tanto quem vende quanto quem compra sexo por dinheiro percebe a troca como uma conex&atilde;o autenticamente emocional e f&iacute;sica. O que os clientes compram na transa&ccedil;&atilde;o da prostitui&ccedil;&atilde;o &eacute; a fantasia de um encontro sexual desejado e vivenciado como especial ou mesmo rom&acirc;ntico por ambos (trabalhador\/a do sexo e cliente). Bernstein afirma que o que os clientes\/informantes buscavam no que ficou conhecido como&nbsp;<i>&ldquo;Girlfriend Experience&rdquo;<\/i>&nbsp;&ndash; onde o que &eacute; vendido e negociado &eacute; uma autenticidade manufaturada que simula a exist&ecirc;ncia de uma namorada &ndash; n&atilde;o &eacute; um substituto para uma namorada de verdade, mas sim exatamente a rela&ccedil;&atilde;o demarcada. O pagamento feito pelo servi&ccedil;o funciona como seu limite, e se busca exatamente isto,&nbsp;<i>o limite<\/i>. Ou seja, sexo\/afeto como experi&ecirc;ncia &lsquo;livre&rsquo; das obriga&ccedil;&otilde;es costumeiras. As rela&ccedil;&otilde;es que as filipinas constroem com seus clientes-namorados se encaixam neste formato&rdquo;, conclui Sealing Cheng.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Las personas son educadas para creer que el amor debe ser espont\u00e1neo, trascendental, irracional, desinteresado y no involucrar el dinero. Se cree que la mercantilizaci\u00f3n destruye la intimidad, lo que puede ser la raz\u00f3n por la cual la intersecci\u00f3n entre trabajo sexual y amor genere tanta confusi\u00f3n y conflicto. Pero \u00bfqui\u00e9n dice que lo uno excluye lo otro? 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