{"id":940,"date":"2013-11-13T00:00:00","date_gmt":"2013-11-13T02:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/clam.org.br\/es\/2013\/11\/13\/el-caso-argentino-como-ejemplo\/"},"modified":"2013-11-13T00:00:00","modified_gmt":"2013-11-13T02:00:00","slug":"el-caso-argentino-como-ejemplo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/clam.org.br\/es\/noticias-clam\/el-caso-argentino-como-ejemplo\/940\/","title":{"rendered":"El caso argentino como ejemplo"},"content":{"rendered":"<p>Ap&oacute;s as senten&ccedil;as do Supremo Tribunal Federal (STF) brasileiro &mdash; que reconheceu que casais homoafetivos t&ecirc;m direito &agrave; uni&atilde;o est&aacute;vel com os mesmos efeitos que as uni&otilde;es est&aacute;veis de homem e mulher &mdash; e do Superior Tribunal de Justi&ccedil;a (STJ) &mdash; que reconheceu o direito ao casamento civil de um casal de l&eacute;sbicas do Rio Grande do Sul &mdash;, casais do mesmo sexo come&ccedil;aram a inscrever suas uni&otilde;es est&aacute;veis e pedir &agrave; justi&ccedil;a a convers&atilde;o em casamento. No Rio de janeiro, entre 2011 e 2012 foram feitas tr&ecirc;s cerim&ocirc;nias comunit&aacute;rias para celebrar 200 uni&otilde;es est&aacute;veis, e agora, os casais poder&atilde;o oficializar o casamento na primeira cerim&ocirc;nia coletiva do casamento comunit&aacute;rio gay do Rio, marcada para 8 de dezembro no Tribunal de Justi&ccedil;a do estado. As inscri&ccedil;&otilde;es est&atilde;o sendo feitas atrav&eacute;s do Programa Rio sem Homofobia.<\/p>\n<p>Gra&ccedil;as &agrave; senten&ccedil;a do STF, muitos ju&iacute;zes brasileiros come&ccedil;aram a admitir que, se os casais do mesmo sexo podem registrar a uni&atilde;o est&aacute;vel e convert&ecirc;-la em casamento, n&atilde;o h&aacute; raz&atilde;o para que eles n&atilde;o possam se casar de forma direta. As corregedorias de justi&ccedil;a de v&aacute;rios estados convalidaram esse crit&eacute;rio e, aos poucos, mais estados passaram a regulamentar por essa via o casamento civil igualit&aacute;rio. Em maio de 2013, uma resolu&ccedil;&atilde;o do Conselho Nacional da Justi&ccedil;a (CNJ) regulamentou o casamento civil entre pessoas do mesmo sexo em todo o pa&iacute;s. Na pr&aacute;tica, qualquer casal j&aacute; pode se casar normalmente em qualquer cart&oacute;rio brasileiro.<\/p>\n<p>Falta, por&eacute;m, que o poder Legislativo se alinhe ao poder Judici&aacute;rio nesta mat&eacute;ria e que a conquista do CNJ se traduza numa legisla&ccedil;&atilde;o do Congresso Nacional, onde tramita um projeto de lei de casamento civil igualit&aacute;rio (<a href=\"http:\/\/casamentociviligualitario.com.br\/wp-content\/uploads\/2011\/09\/Projeto-de-lei-de-casamento-civil-igualit%C3%A1rio.pdf\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">leia &iacute;ntegra do texto<\/a>), de autoria dos deputados federais Jean Wyllys (PSOL-RJ) e &Eacute;rika Kokay (PT-DF), que est&atilde;o recolhendo assinaturas (<a href=\"http:\/\/casamentociviligualitario.com.br\/casamento-igualitario\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Clique aqui para assinar<\/a>) para uma proposta de emenda constitucional (PEC).<\/p>\n<p>A PEC altera os par&aacute;grafos 1, 2 e 3 do artigo 226&ordm; da Constitui&ccedil;&atilde;o Federal, cuja reda&ccedil;&atilde;o atual estabelece que&nbsp;<i>&rdquo;A fam&iacute;lia, base da sociedade, tem especial prote&ccedil;&atilde;o do Estado. Para efeito da prote&ccedil;&atilde;o do Estado, &eacute; reconhecida a uni&atilde;o est&aacute;vel entre o homem e a mulher como entidade familiar, devendo a lei facilitar sua convers&atilde;o em casamento&rdquo;<\/i>. Se a PEC for aprovada, o novo texto do artigo 226&ordm; (par&aacute;grafos 1, 2 e 3) passa a estabelecer que&nbsp;<i>&rdquo;A fam&iacute;lia, base da sociedade, tem especial prote&ccedil;&atilde;o do Estado&rdquo;<\/i>, mas que, por&eacute;m,&nbsp;<i>&ldquo;o casamento &eacute; civil e &eacute; gratuita sua celebra&ccedil;&atilde;o, e ser&aacute; realizado entre duas pessoas e, em qualquer caso, ter&aacute; os mesmos requisitos e efeitos sejam os c&ocirc;njuges do mesmo ou de diferente sexo. O casamento religioso tem efeito civil, nos termos da lei. Para efeito da prote&ccedil;&atilde;o do Estado, &eacute; reconhecida a uni&atilde;o est&aacute;vel entre duas pessoas, sejam do mesmo ou de diferente sexo, como entidade familiar, devendo a lei facilitar sua convers&atilde;o em casamento&rdquo;<\/i>.<\/p>\n<p>A campanha brasileira &eacute; inspirada na experi&ecirc;ncia argentina, que tem hoje uma das legisla&ccedil;&otilde;es mais avan&ccedil;adas em direitos LGBT do mundo: al&eacute;m do casamento igualit&aacute;rio, o pa&iacute;s tem tamb&eacute;m uma lei que define identidade de g&ecirc;nero como a &quot;viv&ecirc;ncia interna e individual tal como cada pessoa a sente, que pode corresponder ou n&atilde;o ao sexo determinado no momento do nascimento, incluindo a viv&ecirc;ncia pessoal do corpo&quot;.&nbsp;A norma estabelece que qualquer pessoa possa solicitar a retifica&ccedil;&atilde;o de seu sexo no registro civil, incluindo o nome e a foto de identidade, e faz com que a mudan&ccedil;a de sexo n&atilde;o necessite mais do aval da justi&ccedil;a ou de laudo m&eacute;dico ou psicol&oacute;gico para reconhecimento, e que o sistema de sa&uacute;de deva incluir opera&ccedil;&otilde;es e tratamentos para a adequa&ccedil;&atilde;o ao g&ecirc;nero escolhido, s&oacute; quando solicitado e n&atilde;o como passo obrigat&oacute;rio para a mudan&ccedil;a de identidade civil.<\/p>\n<p><b>A pauta do casamento igualit&aacute;rio na Argentina e no Brasil<\/b><\/p>\n<p><img decoding=\"async\" src=\"\/uploads\/imagem\/Livro-Casamento-Igualit%C3%A1rio.jpg\" width=\"150\" height=\"68\" vspace=\"5\" hspace=\"5\" align=\"left\" alt=\"\" \/><\/p>\n<p>Publicado na Argentina em novembro de 2010, poucos meses depois da aprova&ccedil;&atilde;o da lei de matrim&ocirc;nio&nbsp;igualit&aacute;rio por l&aacute;, o livro&nbsp;<i>Casamento Igualit&aacute;rio<\/i>&nbsp;est&aacute; sendo lan&ccedil;ado no Brasil traduzido ao portugu&ecirc;s pela Editora Garamond. Escrito pelo jornalista Bruno Bimbi, assessor do deputado Jean Wyllys e coordenador da campanha pelo casamento civil igualit&aacute;rio no Brasil, o livro retrata os bastidores do processo &ndash; que, em pouco mais de tr&ecirc;s anos, mudou uma lei que parecia intoc&aacute;vel &ndash;, relata como foram criadas as condi&ccedil;&otilde;es para o debate, e como um movimento social &ndash; do qual o autor fazia parte &ndash; conseguiu ganhar o apoio de pol&iacute;ticos que antes n&atilde;o falavam no assunto e provocar uma mudan&ccedil;a cultural. Para Bruno Bimbi, a resposta &agrave; pergunta&nbsp;<i>&rdquo;Como foi poss&iacute;vel?&rdquo;<\/i>pode ser &uacute;til para que outros pa&iacute;ses onde o tema est&aacute; sendo discutido de diferentes modos &ndash; como Equador, M&eacute;xico e Brasil &ndash; possam avan&ccedil;ar na mat&eacute;ria. (<a href=\"http:\/\/www.garamond.com.br\/produtos_descricao.asp?lang=pt_BR&amp;codigo_produto=539\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Clique aqui e ganhe 40% de desconto na compra do livro<\/a>)&nbsp;<\/p>\n<p>Segundo o autor, a compara&ccedil;&atilde;o entre o Brasil e a Argentina &eacute; paradoxal. Em 2007, quando a Federa&ccedil;&atilde;o Argentina LGBT lan&ccedil;ou a campanha pelo casamento igualit&aacute;rio no pa&iacute;s, a percep&ccedil;&atilde;o que se tinha era que o Brasil estava muito mais avan&ccedil;ado do que a Argentina, onde governava o peronismo &mdash; nas palavras de Bimbi, &ldquo;uma vers&atilde;o mais progressista do peronismo, talvez a melhor que este movimento pol&iacute;tico j&aacute; produziu, que foi o governo de N&eacute;stor Kirchner e o primeiro da Cristina&rdquo;.<\/p>\n<p>&ldquo;Mas n&atilde;o deixava de ser o peronismo, que nunca foi um partido &lsquo;gay friendly&rsquo;. Tem um romance bel&iacute;ssimo do escritor Osvaldo Baz&aacute;n &ndash;&nbsp;<i>La m&aacute;s maravillosa m&uacute;sica<\/i>&nbsp;&ndash; que conta a hist&oacute;ria de amor entre um militante da Frente de Liberta&ccedil;&atilde;o Homossexual e outro da organiza&ccedil;&atilde;o Montoneros na d&eacute;cada de 1970 e serve para entender o quanto a esquerda peronista (e boa parte da esquerda de modo geral) era homof&oacute;bica &mdash; imagina ent&atilde;o a direita. N&oacute;s t&iacute;nhamos confian&ccedil;a nos Kirchner, ach&aacute;vamos que com eles poderia haver uma mudan&ccedil;a. Mas t&iacute;nhamos muito mais confian&ccedil;a no Partido dos Trabalhadores brasileiro. Imagin&aacute;vamos que poder&iacute;amos convencer os Kirchner, mas um governo do PT nem precisaria ser convencido. Quando Marta Suplicy falava sobre casamento gay em congressos da centro-esquerda argentina, na d&eacute;cada de 1990, as pessoas achavam que aquela mulher era louca. O Brasil fazia uma parada gay que reunia dois milh&otilde;es de pessoas em S&atilde;o Paulo, enquanto na de Buenos Aires n&atilde;o passavam de 20 mil. Mas a pol&iacute;tica seguiu caminhos surpreendentes nos dois pa&iacute;ses&rdquo;, avalia Bruno Bimbi.<\/p>\n<p>O autor relata que, &agrave; &eacute;poca do nascimento da Federa&ccedil;&atilde;o Argentina LGBT, foram escolhidas como programa pol&iacute;tico cinco prioridades nacionais, das quais a primeira era o casamento igualit&aacute;rio, uma vez que era o que mais convinha do ponto de vista estrat&eacute;gico.<\/p>\n<p>&ldquo;N&oacute;s lutamos pelo casamento n&atilde;o apenas pelo casamento em si, mas pelo impacto cultural, social e pol&iacute;tico que essa pauta podia trazer. A quest&atilde;o n&atilde;o era apenas a aprova&ccedil;&atilde;o da lei e suas consequ&ecirc;ncias imediatas, mas o debate que essa pauta geraria na opini&atilde;o p&uacute;blica. De novembro de 2009 a julho de 2010, que foi o per&iacute;odo mais intenso de debate sobre o casamento igualit&aacute;rio, todos os dias o tema estava nos jornais, nos notici&aacute;rios, no r&aacute;dio e, portanto, nas discuss&otilde;es de bar, no jantar familiar, na fila do &ocirc;nibus e dos bancos, no trabalho das pessoas, na universidade. Todo mundo estava falando nisso. E milhares de pessoas &lsquo;sa&iacute;ram do arm&aacute;rio&rsquo; para poder falar em primeira pessoa. Foi um processo in&eacute;dito que gerou uma mudan&ccedil;a cultural enorme, muito mais importante do que a lei em si. Dois anos depois, a lei de identidade de g&ecirc;nero foi aprovada por unanimidade no Senado, porque at&eacute; os que eram contra votaram a favor. Votar contra era politicamente incorreto&rdquo;, conta.<\/p>\n<p>Segundo ele, a diferen&ccedil;a estrat&eacute;gica entre o movimento LGBT brasileiro e o argentino &eacute; que o primeiro insiste em colocar como prioridade a criminaliza&ccedil;&atilde;o da homofobia. &ldquo;&Eacute; uma pauta negativa, que n&atilde;o ter&aacute; consequ&ecirc;ncias pr&aacute;ticas importantes e que vem com uma s&eacute;rie de problemas, porque aumenta o estado penal e refor&ccedil;a o discurso de que tudo se resolve com puni&ccedil;&otilde;es&rdquo;, diz.<\/p>\n<p>E a&iacute; surge outra diferen&ccedil;a com a Argentina. &ldquo;L&aacute; o debate sobre o casamento igualit&aacute;rio nasceu como iniciativa da sociedade civil, da Federa&ccedil;&atilde;o Argentina LGBT, na qual convivem militantes sociais que fazem parte de diferentes partidos pol&iacute;ticos, mas entendem que a camiseta partid&aacute;ria n&atilde;o pode estar por cima da luta social. Militantes da base governista e da oposi&ccedil;&atilde;o trabalharam juntos para aprovar as leis. No Brasil, boa parte do movimento est&aacute; muito partidarizado&rdquo;.<\/p>\n<p>Prefaciado na edi&ccedil;&atilde;o brasileira por Jean Wyllys, o livro relata as conversas dos militantes com o governo &ndash; incluindo uma longa discuss&atilde;o com o ex-ministro-chefe da Casa Civil do governo de Cristina Kirchner, na qual ele assumiu uma s&eacute;rie de compromissos antes das elei&ccedil;&otilde;es de 2009 &ndash; e tamb&eacute;m os di&aacute;logos com a oposi&ccedil;&atilde;o; as brigas internas no Judici&aacute;rio entre ju&iacute;zes favor&aacute;veis e contr&aacute;rios; a estrat&eacute;gia judicial e legislativa usada; as press&otilde;es da Igreja, e em particular, o papel do ent&atilde;o cardeal Jorge Bergoglio, atual papa Francisco. No cap&iacute;tulo intitulado &quot;Realpolitik&quot;, o autor explica como foi a &quot;contagem de votos&quot; no Senado.<\/p>\n<p>Se por l&aacute; os maiores opositores ao casamento entre pessoas do mesmo sexo foram os grupos de ultra-direita e a Igreja &ndash; capitaneada por Jorge Bergoglio, que, segundo relatos do autor, declarou a &ldquo;guerra santa&rdquo; em p&uacute;blico, mas sustentava outra posi&ccedil;&atilde;o em privado &ndash;, no Brasil os maiores obst&aacute;culos, segundo o ativista, s&atilde;o a chamada bancada religiosa do Congresso Nacional e a coaliz&atilde;o do governo com a base aliada, formada em sua maior parte por partidos de direita, ligados a setores conservadores. &ldquo;Muito da experi&ecirc;ncia argentina pode ser usado no contexto brasileiro, mas h&aacute; tamb&eacute;m muita coisa nova, porque o Brasil tem suas particularidades e &eacute; diferente da Argentina em muitos aspectos&rdquo;, finaliza Bruno Bimbi.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\">**********<\/p>\n<p>A Editora Garamond est&aacute; oferecendo um desconto de 40% na compra do livro aos leitores do site CLAM.&nbsp;<a href=\"http:\/\/www.garamond.com.br\/produtos_descricao.asp?lang=pt_BR&amp;codigo_produto=539\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Clique aqui para adquirir<\/a>.&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Publicado en Argentina a pocos meses de ser aprobado el matrimonio igualitario, en 2010, el libro Matrimonio Igualitario cuenta ahora con traducci\u00f3n al portugu\u00e9s. El libro retrata los bastidores del proceso que, en poco m\u00e1s de tres a\u00f1os, transform\u00f3 una ley que parec\u00eda intocable y provoc\u00f3 un cambio cultural. Seg\u00fan el autor, el relato puede ayudar a Brasil a avanzar en la misma direcci\u00f3n. <i>(Texto<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"default","ast-global-header-display":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","theme-transparent-header-meta":"","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":"","_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":""},"categories":[7],"tags":[],"class_list":["post-940","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-noticias-clam"],"acf":[],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v26.1.1 - https:\/\/yoast.com\/wordpress\/plugins\/seo\/ -->\n<title>El caso argentino como ejemplo - CLAM - ES<\/title>\n<meta name=\"robots\" content=\"index, follow, max-snippet:-1, max-image-preview:large, max-video-preview:-1\" \/>\n<link rel=\"canonical\" href=\"https:\/\/clam.org.br\/es\/noticias-clam\/el-caso-argentino-como-ejemplo\/940\/\" \/>\n<meta property=\"og:locale\" content=\"es_ES\" \/>\n<meta property=\"og:type\" content=\"article\" \/>\n<meta property=\"og:title\" content=\"El caso argentino como ejemplo - CLAM - ES\" \/>\n<meta property=\"og:description\" content=\"Publicado en Argentina a pocos meses de ser aprobado el matrimonio igualitario, en 2010, el libro Matrimonio Igualitario cuenta ahora con traducci\u00f3n al portugu\u00e9s. El libro retrata los bastidores del proceso que, en poco m\u00e1s de tres a\u00f1os, transform\u00f3 una ley que parec\u00eda intocable y provoc\u00f3 un cambio cultural. Seg\u00fan el autor, el relato puede ayudar a Brasil a avanzar en la misma direcci\u00f3n. (Texto\" \/>\n<meta property=\"og:url\" content=\"https:\/\/clam.org.br\/es\/noticias-clam\/el-caso-argentino-como-ejemplo\/940\/\" \/>\n<meta property=\"og:site_name\" content=\"CLAM - ES\" \/>\n<meta property=\"article:published_time\" content=\"2013-11-13T02:00:00+00:00\" \/>\n<meta name=\"author\" content=\"fw2\" \/>\n<meta name=\"twitter:card\" content=\"summary_large_image\" \/>\n<meta name=\"twitter:label1\" content=\"Escrito por\" \/>\n\t<meta name=\"twitter:data1\" content=\"fw2\" \/>\n\t<meta name=\"twitter:label2\" content=\"Tiempo de lectura\" \/>\n\t<meta name=\"twitter:data2\" content=\"11 minutos\" \/>\n<script type=\"application\/ld+json\" class=\"yoast-schema-graph\">{\"@context\":\"https:\/\/schema.org\",\"@graph\":[{\"@type\":\"WebPage\",\"@id\":\"https:\/\/clam.org.br\/es\/noticias-clam\/el-caso-argentino-como-ejemplo\/940\/\",\"url\":\"https:\/\/clam.org.br\/es\/noticias-clam\/el-caso-argentino-como-ejemplo\/940\/\",\"name\":\"El caso argentino como ejemplo - CLAM - ES\",\"isPartOf\":{\"@id\":\"https:\/\/clam.org.br\/es\/#website\"},\"datePublished\":\"2013-11-13T02:00:00+00:00\",\"author\":{\"@id\":\"https:\/\/clam.org.br\/es\/#\/schema\/person\/fbd9a86032bf7479f94b0ded196f1010\"},\"breadcrumb\":{\"@id\":\"https:\/\/clam.org.br\/es\/noticias-clam\/el-caso-argentino-como-ejemplo\/940\/#breadcrumb\"},\"inLanguage\":\"es\",\"potentialAction\":[{\"@type\":\"ReadAction\",\"target\":[\"https:\/\/clam.org.br\/es\/noticias-clam\/el-caso-argentino-como-ejemplo\/940\/\"]}]},{\"@type\":\"BreadcrumbList\",\"@id\":\"https:\/\/clam.org.br\/es\/noticias-clam\/el-caso-argentino-como-ejemplo\/940\/#breadcrumb\",\"itemListElement\":[{\"@type\":\"ListItem\",\"position\":1,\"name\":\"In\u00edcio\",\"item\":\"https:\/\/clam.org.br\/es\/\"},{\"@type\":\"ListItem\",\"position\":2,\"name\":\"El caso argentino como ejemplo\"}]},{\"@type\":\"WebSite\",\"@id\":\"https:\/\/clam.org.br\/es\/#website\",\"url\":\"https:\/\/clam.org.br\/es\/\",\"name\":\"CLAM - ES\",\"description\":\"S\u00f3 mais um site CLAM - Centro Latino-Americano em Sexualidade e Direitos Humanos sites\",\"potentialAction\":[{\"@type\":\"SearchAction\",\"target\":{\"@type\":\"EntryPoint\",\"urlTemplate\":\"https:\/\/clam.org.br\/es\/?s={search_term_string}\"},\"query-input\":{\"@type\":\"PropertyValueSpecification\",\"valueRequired\":true,\"valueName\":\"search_term_string\"}}],\"inLanguage\":\"es\"},{\"@type\":\"Person\",\"@id\":\"https:\/\/clam.org.br\/es\/#\/schema\/person\/fbd9a86032bf7479f94b0ded196f1010\",\"name\":\"fw2\",\"image\":{\"@type\":\"ImageObject\",\"inLanguage\":\"es\",\"@id\":\"https:\/\/clam.org.br\/es\/#\/schema\/person\/image\/\",\"url\":\"https:\/\/secure.gravatar.com\/avatar\/c38472c0cdbde82d9b6fcc26adb3779d?s=96&d=mm&r=g\",\"contentUrl\":\"https:\/\/secure.gravatar.com\/avatar\/c38472c0cdbde82d9b6fcc26adb3779d?s=96&d=mm&r=g\",\"caption\":\"fw2\"},\"sameAs\":[\"https:\/\/clam.fw2web.com.br\"],\"url\":\"https:\/\/clam.org.br\/es\/author\/fw2\/\"}]}<\/script>\n<!-- \/ Yoast SEO plugin. -->","yoast_head_json":{"title":"El caso argentino como ejemplo - CLAM - ES","robots":{"index":"index","follow":"follow","max-snippet":"max-snippet:-1","max-image-preview":"max-image-preview:large","max-video-preview":"max-video-preview:-1"},"canonical":"https:\/\/clam.org.br\/es\/noticias-clam\/el-caso-argentino-como-ejemplo\/940\/","og_locale":"es_ES","og_type":"article","og_title":"El caso argentino como ejemplo - CLAM - ES","og_description":"Publicado en Argentina a pocos meses de ser aprobado el matrimonio igualitario, en 2010, el libro Matrimonio Igualitario cuenta ahora con traducci\u00f3n al portugu\u00e9s. El libro retrata los bastidores del proceso que, en poco m\u00e1s de tres a\u00f1os, transform\u00f3 una ley que parec\u00eda intocable y provoc\u00f3 un cambio cultural. Seg\u00fan el autor, el relato puede ayudar a Brasil a avanzar en la misma direcci\u00f3n. (Texto","og_url":"https:\/\/clam.org.br\/es\/noticias-clam\/el-caso-argentino-como-ejemplo\/940\/","og_site_name":"CLAM - ES","article_published_time":"2013-11-13T02:00:00+00:00","author":"fw2","twitter_card":"summary_large_image","twitter_misc":{"Escrito por":"fw2","Tiempo de lectura":"11 minutos"},"schema":{"@context":"https:\/\/schema.org","@graph":[{"@type":"WebPage","@id":"https:\/\/clam.org.br\/es\/noticias-clam\/el-caso-argentino-como-ejemplo\/940\/","url":"https:\/\/clam.org.br\/es\/noticias-clam\/el-caso-argentino-como-ejemplo\/940\/","name":"El caso argentino como ejemplo - CLAM - ES","isPartOf":{"@id":"https:\/\/clam.org.br\/es\/#website"},"datePublished":"2013-11-13T02:00:00+00:00","author":{"@id":"https:\/\/clam.org.br\/es\/#\/schema\/person\/fbd9a86032bf7479f94b0ded196f1010"},"breadcrumb":{"@id":"https:\/\/clam.org.br\/es\/noticias-clam\/el-caso-argentino-como-ejemplo\/940\/#breadcrumb"},"inLanguage":"es","potentialAction":[{"@type":"ReadAction","target":["https:\/\/clam.org.br\/es\/noticias-clam\/el-caso-argentino-como-ejemplo\/940\/"]}]},{"@type":"BreadcrumbList","@id":"https:\/\/clam.org.br\/es\/noticias-clam\/el-caso-argentino-como-ejemplo\/940\/#breadcrumb","itemListElement":[{"@type":"ListItem","position":1,"name":"In\u00edcio","item":"https:\/\/clam.org.br\/es\/"},{"@type":"ListItem","position":2,"name":"El caso argentino como ejemplo"}]},{"@type":"WebSite","@id":"https:\/\/clam.org.br\/es\/#website","url":"https:\/\/clam.org.br\/es\/","name":"CLAM - ES","description":"S\u00f3 mais um site CLAM - Centro Latino-Americano em Sexualidade e Direitos Humanos sites","potentialAction":[{"@type":"SearchAction","target":{"@type":"EntryPoint","urlTemplate":"https:\/\/clam.org.br\/es\/?s={search_term_string}"},"query-input":{"@type":"PropertyValueSpecification","valueRequired":true,"valueName":"search_term_string"}}],"inLanguage":"es"},{"@type":"Person","@id":"https:\/\/clam.org.br\/es\/#\/schema\/person\/fbd9a86032bf7479f94b0ded196f1010","name":"fw2","image":{"@type":"ImageObject","inLanguage":"es","@id":"https:\/\/clam.org.br\/es\/#\/schema\/person\/image\/","url":"https:\/\/secure.gravatar.com\/avatar\/c38472c0cdbde82d9b6fcc26adb3779d?s=96&d=mm&r=g","contentUrl":"https:\/\/secure.gravatar.com\/avatar\/c38472c0cdbde82d9b6fcc26adb3779d?s=96&d=mm&r=g","caption":"fw2"},"sameAs":["https:\/\/clam.fw2web.com.br"],"url":"https:\/\/clam.org.br\/es\/author\/fw2\/"}]}},"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/clam.org.br\/es\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/940","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/clam.org.br\/es\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/clam.org.br\/es\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/clam.org.br\/es\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/clam.org.br\/es\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=940"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/clam.org.br\/es\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/940\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/clam.org.br\/es\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=940"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/clam.org.br\/es\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=940"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/clam.org.br\/es\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=940"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}