{"id":941,"date":"2013-11-21T00:00:00","date_gmt":"2013-11-21T02:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/clam.org.br\/es\/2013\/11\/21\/trabajo-como-potencia\/"},"modified":"2013-11-21T00:00:00","modified_gmt":"2013-11-21T02:00:00","slug":"trabajo-como-potencia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/clam.org.br\/es\/noticias-clam\/trabajo-como-potencia\/941\/","title":{"rendered":"Trabajo como potencia"},"content":{"rendered":"<p>O mercado laboral &eacute; um espa&ccedil;o generificado. H&aacute; profiss&otilde;es que est&atilde;o socialmente vinculadas a determinado g&ecirc;nero, como se fosse algo natural. Nesse sentido, as identidades trans vivem sob o regime dos conflitos. Ao longo de sua trajet&oacute;ria acad&ecirc;mica, as quest&otilde;es que envolvem sa&uacute;de e trabalho t&ecirc;m sido uma preocupa&ccedil;&atilde;o constante para Guilherme de Almeida, professor da Faculdade de Servi&ccedil;o Social da UERJ, em especial, pela dimens&atilde;o m&eacute;dica que a transexualidade traz; afinal, tal identidade &eacute; considerada um transtorno psiqui&aacute;trico pelas diretrizes internacionais de sa&uacute;de (Organiza&ccedil;&atilde;o Mundial da Sa&uacute;de) e pelo Estado brasileiro, que condiciona as modifica&ccedil;&otilde;es corporais ao diagn&oacute;stico e ao percurso de dois anos no processo transexualizador, oferecido pelo Sistema &Uacute;nico de Sa&uacute;de (SUS) e finalizado com a redesigna&ccedil;&atilde;o genital.<\/p>\n<p>&ldquo;O trabalho tem um papel simb&oacute;lico fundamental na vida das pessoas. Ultrapassa a quest&atilde;o de aquisi&ccedil;&atilde;o de renda e manuten&ccedil;&atilde;o de necessidades b&aacute;sicas. Atrav&eacute;s dele, as pessoas se inserem em uma rede de socializa&ccedil;&atilde;o e apoio que tamb&eacute;m ultrapassa a dimens&atilde;o do trabalho e inclui outras quest&otilde;es da vida das pessoas. Nesse sentido, o trabalho indica tamb&eacute;m o posicionamento da pessoa no mundo&rdquo;, observa Guilherme de Almeida, que passou a desenvolver pesquisa a partir de uma s&eacute;rie de quest&otilde;es que o inquietavam, tais como:&nbsp;<i>Como as pessoas trans s&atilde;o aceitas no ambiente de trabalho? De que forma a transi&ccedil;&atilde;o entre os g&ecirc;neros impacta na mobilidade profissional? Que peso a defini&ccedil;&atilde;o patol&oacute;gica da transexualidade adquire? Qual o significado subjetivo do trabalho? Como as identidades s&atilde;o negociadas no cotidiano?<\/i><\/p>\n<p>Segundo ele, o cotidiano das pessoas que passaram ou passam pela transexualiza&ccedil;&atilde;o destaca-se, em muitos momentos, por conflitos dos mais diversos. As rela&ccedil;&otilde;es com a chefia, o uso dos espa&ccedil;os do ambiente de trabalho, como o banheiro, a escolha da roupa, seja em um trabalho uniformizado ou n&atilde;o, s&atilde;o quest&otilde;es que comp&otilde;em um conjunto de momentos em que a identidade &eacute; negociada. Nesse contexto de &ldquo;micro-conflitos&rdquo;, Guilherme de Almeida ressalta que o setor p&uacute;blico e o privado apresentam diferen&ccedil;as. &ldquo;No setor p&uacute;blico, a quest&atilde;o &eacute; encarada de uma maneira melhor. A condi&ccedil;&atilde;o de estabilidade traz certa sensa&ccedil;&atilde;o de seguran&ccedil;a. No entanto, no meio privado, geralmente tais conflitos t&ecirc;m como desfecho a demiss&atilde;o ou a auto-demiss&atilde;o&rdquo;, aponta o professor de Servi&ccedil;o Social.<\/p>\n<p>A rela&ccedil;&atilde;o p&uacute;blico-privado, argumenta, tamb&eacute;m est&aacute; na origem do trabalho informal que ronda os indiv&iacute;duos trans. No Brasil, a modifica&ccedil;&atilde;o do nome civil s&oacute; &eacute; poss&iacute;vel ap&oacute;s a finaliza&ccedil;&atilde;o do processo transexualizador. Passado os dois anos, o indiv&iacute;duo tem que entrar na justi&ccedil;a para demandar a altera&ccedil;&atilde;o no registro, na medida em que ainda n&atilde;o h&aacute; legisla&ccedil;&atilde;o que regulamente e facilite o tr&acirc;mite, apesar de o Congresso estar&nbsp;<a href=\"http:\/\/www12.senado.gov.br\/noticias\/materias\/2013\/11\/20\/passa-na-ccj-e-segue-a-plenario-projeto-que-garante-aos-transexuais-o-direito-de-mudar-nome\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">atualmente tratando do tema<\/a>. O projeto de lei 72\/2007, apesar de pensado para &quot;evitar constrangimentos e equ&iacute;vocos sobre a verdadeira situa&ccedil;&atilde;o do identificado&quot;, conforme argumentou o relator do projeto senador Eduardo Suplicy (PT-SP), divide opini&otilde;es: pesquisadores e ativistas criticam o fato de a mudan&ccedil;a ainda depender de laudo m&eacute;dico, confirgurando, portanto, uma tutela que desconsidera a autonomia do indiv&iacute;duo em definir sua pr&oacute;pria identidade.Tem sido comum que as pessoas que passam pelo setor de sa&uacute;de privado para realizar as modifica&ccedil;&otilde;es n&atilde;o tenham reconhecido o direito a mudar o nome. O processo oferecido no Sistema &Uacute;nico de Sa&uacute;de brasileiro (SUS) parece gozar de maior credibilidade no sistema judici&aacute;rio. &ldquo;&Eacute; como se para a justi&ccedil;a, quem n&atilde;o tiver a chancela do servi&ccedil;o p&uacute;blico possa n&atilde;o ser um transexual&rdquo;, afirma Guilherme de Almeida.<\/p>\n<p>Surge, assim, um complicador na trajet&oacute;ria profissional da pessoa. &ldquo;O reconhecimento da identidade &eacute; um divisor de &aacute;guas. Nos casos em que o reconhecimento &eacute; negado, &eacute; como se a pessoa fosse ilegal, como se ela n&atilde;o estivesse dentro de uma ordem legal. Assim, ela vai para a informalidade&rdquo;, observa Guilherme de Almeida. Tal fato gera mais efeitos prejudiciais. &ldquo;Ao entrar na informalidade, a pessoa fica desprotegida, do ponto de vista trabalhista. Assim, caso ela realize outras modifica&ccedil;&otilde;es e cirurgias, n&atilde;o tem o direito a aux&iacute;lio doen&ccedil;a, prejudicando sua renda&rdquo;, completa.<\/p>\n<p>A quest&atilde;o do reconhecimento &eacute; um aspecto fundamental na pesquisa do professor da Faculdade de Servi&ccedil;o Social. Mais do que ingressar no mercado de trabalho, importa para ele a perman&ecirc;ncia da pessoa e como ir&aacute; transcorrer. &ldquo;Este &eacute; o maior desafio. Todo mundo espera ser reconhecido, estabelecer rela&ccedil;&otilde;es de igualdade, participar dos ritos de lazer e confraterniza&ccedil;&atilde;o. No caso das pessoas trans, &eacute; o grande conflito. Como ser&aacute; a inser&ccedil;&atilde;o dessa pessoa? N&atilde;o adianta apenas garantir a n&atilde;o discrimina&ccedil;&atilde;o, &eacute; importante trabalhar para fazer a pessoa pertencer &agrave;quele grupo&rdquo;, afirma Guilherme de Almeida. &ldquo;Na pesquisa, tenho refletido sobre os processos que se desenvolvem no interior do grupo. Trabalho com a hip&oacute;tese de que o n&atilde;o reconhecimento est&aacute; na origem da evas&atilde;o dessas pessoas. Ainda que a discrimina&ccedil;&atilde;o n&atilde;o ocorra, as pessoas trans n&atilde;o s&atilde;o aceitas, sendo muitas vezes exotizadas. H&aacute; um empobrecimento da imagem da pessoa, e isso caracteriza uma lenta expuls&atilde;o. Aos poucos, ela vai sendo eliminada&rdquo;, explica Guilherme de Almeida.<\/p>\n<p>Fato que n&atilde;o ocorreu com ele. &ldquo;As minhas modifica&ccedil;&otilde;es corporais vieram em um momento em que minha trajet&oacute;ria profissional j&aacute; gozava de reconhecimento. Estar na academia &eacute; ocupar um lugar privilegiado na divis&atilde;o s&oacute;cio-t&eacute;cnica do trabalho. Assim, isso contribui para construir um lastro de respeitabilidade. Tenho maior liberdade para me exprimir, assim como estou em contato cont&iacute;nuo com recursos te&oacute;ricos e pol&iacute;ticos que ajudam&rdquo;, reconhece.<\/p>\n<p>O pesquisador, entretanto, ressalta: &ldquo;Posso ter escapado de conflitos mais dif&iacute;ceis, mas n&atilde;o me livrei de todos. Meu caso n&atilde;o pode ser generalizado&rdquo;, completa. De fato, o cotidiano das pessoas trans &eacute; permeado por conflitos di&aacute;rios no mercado de trabalho. Isso quando h&aacute; a contrata&ccedil;&atilde;o. Pesquisa da Associa&ccedil;&atilde;o das Travestis e Transexuais do Tri&acirc;ngulo Mineiro (Tri&acirc;ngulo Trans) revelou que apenas 5% dos\/das transexuais e das travestis de Uberl&acirc;ndia est&atilde;o no mercado de trabalho formal. Dados da Associa&ccedil;&atilde;o Nacional de Travestis e Transexuais (ANTRA) mostram que 90% dessa popula&ccedil;&atilde;o est&atilde;o fora do mercado de trabalho formal, recorrendo &agrave; prostitui&ccedil;&atilde;o como meio de vida. Uma das respostas que foram criadas para a situa&ccedil;&atilde;o partiu da ativista trans de S&atilde;o Paulo Daniele Andrade, que criou o site&nbsp;<a href=\"http:\/\/www.transempregos.com.br\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Transempregos<\/a>, destinado a facilitar o contato dos indiv&iacute;duos trans com o mercado formal.<\/p>\n<p>Para al&eacute;m do preconceito social, h&aacute; um dado tamb&eacute;m importante que afeta a realidade trans nas rela&ccedil;&otilde;es de trabalho. A condi&ccedil;&atilde;o patol&oacute;gica da transexualidade ganhou destaque nas &uacute;ltimas semanas no Rio de Janeiro com a&nbsp;<a href=\"http:\/\/oglobo.globo.com\/rio\/bairros\/a-vida-fora-do-armario-10674054\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">not&iacute;cia de que uma funcion&aacute;ria p&uacute;blica sofrer&aacute; aposentadoria compuls&oacute;ria<\/a>. Bruna, 33 anos, tem passado por transforma&ccedil;&otilde;es hormonais para adquirir caracter&iacute;sticas femininas. No entanto, n&atilde;o pretende realizar a mudan&ccedil;a genital. Por isso, pelas diretrizes m&eacute;dicas, &eacute; considera portadora do transtorno de identidade de g&ecirc;nero. Logo, incapaz para desempenhar sua fun&ccedil;&atilde;o como trabalhadora.<\/p>\n<p>Para Guilherme de Almeida, eis um dos efeitos perversos da patologiza&ccedil;&atilde;o da transi&ccedil;&atilde;o entre os g&ecirc;neros. &ldquo;O fato de a transexualidade ser considerada uma doen&ccedil;a tem o lado pr&aacute;tico que &eacute; o de abrir as portas para o SUS. &Eacute; preciso, portanto, um trabalho pol&iacute;tico persistente para garantir o direito &agrave;s modifica&ccedil;&otilde;es sem ser pela via da patologiza&ccedil;&atilde;o, pois isso traz uma conseq&uuml;&ecirc;ncia grave para a dignidade da pessoa. O fato de ser doen&ccedil;a &eacute; usado como uma forma de questionar a compet&ecirc;ncia do sujeito. Isso &eacute; perigoso, pois consiste tamb&eacute;m em uma forma de exclus&atilde;o. A tutela do Estado rotula o indiv&iacute;duo para o resto da vida, como se ele fosse inapto ao trabalho. E sabemos que o trabalho &eacute; um fator de prest&iacute;gio importante no cotidiano. Estar incapacitado para o trabalho tem efeitos simb&oacute;licos fortes em termos sociais&rdquo;, argumenta Guilherme de Almeida.<\/p>\n<p>Al&eacute;m dos efeitos sociais mais evidentes, a pesquisa do professor de Servi&ccedil;o Social procura discutir os significados subjetivos do trabalho na vida das pessoas. O caso de Bruna deixou claro que a cidadania tamb&eacute;m passa pelo lugar que ocupa nas rela&ccedil;&otilde;es de trabalho. A funcion&aacute;ria demonstrou contrariedade com a eminente aposentadoria. Para Guilherme de Almeida, os processos de transi&ccedil;&atilde;o s&atilde;o vividos individualmente. Cada pessoa desenvolve suas estrat&eacute;gias de negocia&ccedil;&atilde;o. Cada pessoa lida com os conflitos de maneiras distintas. &ldquo;O contexto social em que vivemos apresenta uma l&oacute;gica de descarte, isolando os indiv&iacute;duos trans do mercado de trabalho. Minha pesquisa procura refletir justamente sobre o papel do trabalho na vida dessas pessoas. Acredito no trabalho como pot&ecirc;ncia, como um dom&iacute;nio que pode contribuir para a transi&ccedil;&atilde;o. Estar num trabalho em que se sente produtivo, que seja inspirador, que traga comporte reconhecimento, pode tornar a mudan&ccedil;a mais suave. Veja, por exemplo, a luta que os portadores de defici&ecirc;ncia mantiveram para serem inclu&iacute;dos no mercado de trabalho. Por que fizeram isso? Certamente, porque o trabalho &eacute; importante para a vida deles, remete &agrave; dimens&atilde;o criadora, incorpora prest&iacute;gio e valor&rdquo;, conclui Guilherme de Almeida.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u201cLas modificaciones corporales llegaron en un momento en que mi trayectoria profesional ya gozaba de reconocimiento. Trabajar en la academia otorga un lugar privilegiado y contribuye a construir una historia de respetabilidad\u201d, se\u00f1ala Guilherme de Almeida, autor de investigaci\u00f3n sobre los significados de la transici\u00f3n de g\u00e9nero en el mercado de trabajo. <i>(Texto en portugu\u00e9s)<\/i><\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"default","ast-global-header-display":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","theme-transparent-header-meta":"","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":"","_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":""},"categories":[7],"tags":[],"class_list":["post-941","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-noticias-clam"],"acf":[],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v26.1.1 - https:\/\/yoast.com\/wordpress\/plugins\/seo\/ -->\n<title>Trabajo como potencia - CLAM - ES<\/title>\n<meta name=\"robots\" content=\"index, follow, max-snippet:-1, max-image-preview:large, max-video-preview:-1\" \/>\n<link rel=\"canonical\" href=\"https:\/\/clam.org.br\/es\/noticias-clam\/trabajo-como-potencia\/941\/\" \/>\n<meta property=\"og:locale\" content=\"es_ES\" \/>\n<meta property=\"og:type\" content=\"article\" \/>\n<meta property=\"og:title\" content=\"Trabajo como potencia - CLAM - ES\" \/>\n<meta property=\"og:description\" content=\"\u201cLas modificaciones corporales llegaron en un momento en que mi trayectoria profesional ya gozaba de reconocimiento. Trabajar en la academia otorga un lugar privilegiado y contribuye a construir una historia de respetabilidad\u201d, se\u00f1ala Guilherme de Almeida, autor de investigaci\u00f3n sobre los significados de la transici\u00f3n de g\u00e9nero en el mercado de trabajo. (Texto en portugu\u00e9s)\" \/>\n<meta property=\"og:url\" content=\"https:\/\/clam.org.br\/es\/noticias-clam\/trabajo-como-potencia\/941\/\" \/>\n<meta property=\"og:site_name\" content=\"CLAM - ES\" \/>\n<meta property=\"article:published_time\" content=\"2013-11-21T02:00:00+00:00\" \/>\n<meta name=\"author\" content=\"fw2\" \/>\n<meta name=\"twitter:card\" content=\"summary_large_image\" \/>\n<meta name=\"twitter:label1\" content=\"Escrito por\" \/>\n\t<meta name=\"twitter:data1\" content=\"fw2\" \/>\n\t<meta name=\"twitter:label2\" content=\"Tiempo de lectura\" \/>\n\t<meta name=\"twitter:data2\" content=\"10 minutos\" \/>\n<script type=\"application\/ld+json\" class=\"yoast-schema-graph\">{\"@context\":\"https:\/\/schema.org\",\"@graph\":[{\"@type\":\"WebPage\",\"@id\":\"https:\/\/clam.org.br\/es\/noticias-clam\/trabajo-como-potencia\/941\/\",\"url\":\"https:\/\/clam.org.br\/es\/noticias-clam\/trabajo-como-potencia\/941\/\",\"name\":\"Trabajo como potencia - CLAM - ES\",\"isPartOf\":{\"@id\":\"https:\/\/clam.org.br\/es\/#website\"},\"datePublished\":\"2013-11-21T02:00:00+00:00\",\"author\":{\"@id\":\"https:\/\/clam.org.br\/es\/#\/schema\/person\/fbd9a86032bf7479f94b0ded196f1010\"},\"breadcrumb\":{\"@id\":\"https:\/\/clam.org.br\/es\/noticias-clam\/trabajo-como-potencia\/941\/#breadcrumb\"},\"inLanguage\":\"es\",\"potentialAction\":[{\"@type\":\"ReadAction\",\"target\":[\"https:\/\/clam.org.br\/es\/noticias-clam\/trabajo-como-potencia\/941\/\"]}]},{\"@type\":\"BreadcrumbList\",\"@id\":\"https:\/\/clam.org.br\/es\/noticias-clam\/trabajo-como-potencia\/941\/#breadcrumb\",\"itemListElement\":[{\"@type\":\"ListItem\",\"position\":1,\"name\":\"In\u00edcio\",\"item\":\"https:\/\/clam.org.br\/es\/\"},{\"@type\":\"ListItem\",\"position\":2,\"name\":\"Trabajo como potencia\"}]},{\"@type\":\"WebSite\",\"@id\":\"https:\/\/clam.org.br\/es\/#website\",\"url\":\"https:\/\/clam.org.br\/es\/\",\"name\":\"CLAM - ES\",\"description\":\"S\u00f3 mais um site CLAM - Centro Latino-Americano em Sexualidade e Direitos Humanos sites\",\"potentialAction\":[{\"@type\":\"SearchAction\",\"target\":{\"@type\":\"EntryPoint\",\"urlTemplate\":\"https:\/\/clam.org.br\/es\/?s={search_term_string}\"},\"query-input\":{\"@type\":\"PropertyValueSpecification\",\"valueRequired\":true,\"valueName\":\"search_term_string\"}}],\"inLanguage\":\"es\"},{\"@type\":\"Person\",\"@id\":\"https:\/\/clam.org.br\/es\/#\/schema\/person\/fbd9a86032bf7479f94b0ded196f1010\",\"name\":\"fw2\",\"image\":{\"@type\":\"ImageObject\",\"inLanguage\":\"es\",\"@id\":\"https:\/\/clam.org.br\/es\/#\/schema\/person\/image\/\",\"url\":\"https:\/\/secure.gravatar.com\/avatar\/c38472c0cdbde82d9b6fcc26adb3779d?s=96&d=mm&r=g\",\"contentUrl\":\"https:\/\/secure.gravatar.com\/avatar\/c38472c0cdbde82d9b6fcc26adb3779d?s=96&d=mm&r=g\",\"caption\":\"fw2\"},\"sameAs\":[\"https:\/\/clam.fw2web.com.br\"],\"url\":\"https:\/\/clam.org.br\/es\/author\/fw2\/\"}]}<\/script>\n<!-- \/ Yoast SEO plugin. -->","yoast_head_json":{"title":"Trabajo como potencia - CLAM - ES","robots":{"index":"index","follow":"follow","max-snippet":"max-snippet:-1","max-image-preview":"max-image-preview:large","max-video-preview":"max-video-preview:-1"},"canonical":"https:\/\/clam.org.br\/es\/noticias-clam\/trabajo-como-potencia\/941\/","og_locale":"es_ES","og_type":"article","og_title":"Trabajo como potencia - CLAM - ES","og_description":"\u201cLas modificaciones corporales llegaron en un momento en que mi trayectoria profesional ya gozaba de reconocimiento. Trabajar en la academia otorga un lugar privilegiado y contribuye a construir una historia de respetabilidad\u201d, se\u00f1ala Guilherme de Almeida, autor de investigaci\u00f3n sobre los significados de la transici\u00f3n de g\u00e9nero en el mercado de trabajo. (Texto en portugu\u00e9s)","og_url":"https:\/\/clam.org.br\/es\/noticias-clam\/trabajo-como-potencia\/941\/","og_site_name":"CLAM - ES","article_published_time":"2013-11-21T02:00:00+00:00","author":"fw2","twitter_card":"summary_large_image","twitter_misc":{"Escrito por":"fw2","Tiempo de lectura":"10 minutos"},"schema":{"@context":"https:\/\/schema.org","@graph":[{"@type":"WebPage","@id":"https:\/\/clam.org.br\/es\/noticias-clam\/trabajo-como-potencia\/941\/","url":"https:\/\/clam.org.br\/es\/noticias-clam\/trabajo-como-potencia\/941\/","name":"Trabajo como potencia - CLAM - ES","isPartOf":{"@id":"https:\/\/clam.org.br\/es\/#website"},"datePublished":"2013-11-21T02:00:00+00:00","author":{"@id":"https:\/\/clam.org.br\/es\/#\/schema\/person\/fbd9a86032bf7479f94b0ded196f1010"},"breadcrumb":{"@id":"https:\/\/clam.org.br\/es\/noticias-clam\/trabajo-como-potencia\/941\/#breadcrumb"},"inLanguage":"es","potentialAction":[{"@type":"ReadAction","target":["https:\/\/clam.org.br\/es\/noticias-clam\/trabajo-como-potencia\/941\/"]}]},{"@type":"BreadcrumbList","@id":"https:\/\/clam.org.br\/es\/noticias-clam\/trabajo-como-potencia\/941\/#breadcrumb","itemListElement":[{"@type":"ListItem","position":1,"name":"In\u00edcio","item":"https:\/\/clam.org.br\/es\/"},{"@type":"ListItem","position":2,"name":"Trabajo como potencia"}]},{"@type":"WebSite","@id":"https:\/\/clam.org.br\/es\/#website","url":"https:\/\/clam.org.br\/es\/","name":"CLAM - ES","description":"S\u00f3 mais um site CLAM - Centro Latino-Americano em Sexualidade e Direitos Humanos sites","potentialAction":[{"@type":"SearchAction","target":{"@type":"EntryPoint","urlTemplate":"https:\/\/clam.org.br\/es\/?s={search_term_string}"},"query-input":{"@type":"PropertyValueSpecification","valueRequired":true,"valueName":"search_term_string"}}],"inLanguage":"es"},{"@type":"Person","@id":"https:\/\/clam.org.br\/es\/#\/schema\/person\/fbd9a86032bf7479f94b0ded196f1010","name":"fw2","image":{"@type":"ImageObject","inLanguage":"es","@id":"https:\/\/clam.org.br\/es\/#\/schema\/person\/image\/","url":"https:\/\/secure.gravatar.com\/avatar\/c38472c0cdbde82d9b6fcc26adb3779d?s=96&d=mm&r=g","contentUrl":"https:\/\/secure.gravatar.com\/avatar\/c38472c0cdbde82d9b6fcc26adb3779d?s=96&d=mm&r=g","caption":"fw2"},"sameAs":["https:\/\/clam.fw2web.com.br"],"url":"https:\/\/clam.org.br\/es\/author\/fw2\/"}]}},"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/clam.org.br\/es\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/941","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/clam.org.br\/es\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/clam.org.br\/es\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/clam.org.br\/es\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/clam.org.br\/es\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=941"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/clam.org.br\/es\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/941\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/clam.org.br\/es\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=941"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/clam.org.br\/es\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=941"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/clam.org.br\/es\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=941"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}