{"id":949,"date":"2013-12-12T00:00:00","date_gmt":"2013-12-12T02:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/clam.org.br\/es\/2013\/12\/12\/la-criminalizacion-del-sida\/"},"modified":"2013-12-12T00:00:00","modified_gmt":"2013-12-12T02:00:00","slug":"la-criminalizacion-del-sida","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/clam.org.br\/es\/noticias-clam\/la-criminalizacion-del-sida\/949\/","title":{"rendered":"La criminalizaci\u00f3n del Sida"},"content":{"rendered":"<p>Traduzido ao portugu&ecirc;s no marco do Dia Internacional de Combate &agrave; Aids (1&ordm; de dezembro), o&nbsp;<a href=\"http:\/\/www.hivlawcommission.org\/resources\/report\/FinalReport-Risks,Rights&amp;Health-PT.pdf\">Relat&oacute;rio da Comiss&atilde;o Global sobre HIV e Direito<\/a>&nbsp;&ndash;  oficialmente lan&ccedil;ado em julho de 2012 &ndash; constitui um importante e  necess&aacute;rio est&iacute;mulo para que se possa renovar o prest&iacute;gio internacional  da resposta do Estado brasileiro &agrave; epidemia.<\/p>\n<p>A Comiss&atilde;o Global foi presidida pelo ex-presidente brasileiro  Fernando Henrique Cardoso, sendo composta por outras 13 personalidades  internacionais. A atua&ccedil;&atilde;o do grupo buscou descrever a realidade jur&iacute;dica  sobre a epidemia do HIV pelo mundo. Isto &eacute;, como normas legais impactam  nos processos de combate e\/ou alastramento da epidemia. Durante 18  meses, a Comiss&atilde;o realizou investiga&ccedil;&otilde;es e an&aacute;lises a partir de  testemunhos de mais de 700 pessoas, em mais de 140 pa&iacute;ses, afetadas pelo  contexto jur&iacute;dico relativo ao HIV.<\/p>\n<p>De acordo com o documento, um aspecto que dificulta o enfrentamento  ao HIV\/Aids &eacute; a criminaliza&ccedil;&atilde;o da transmiss&atilde;o do v&iacute;rus. V&aacute;rios pa&iacute;ses  possuem formas de puni&ccedil;&atilde;o da transmiss&atilde;o do HIV. Uma decis&atilde;o da Suprema  Corte do Canad&aacute;, em 2012, decidiu que portadores\/as do HIV possuem dever  legal de esclarecer a seus\/suas parceiros\/as sexuais sua condi&ccedil;&atilde;o  soropositiva,&nbsp;<a href=\"http:\/\/www.hemophilia.ca\/en\/hcv-hiv\/criminalization-of-hiv-non-disclosure\/\">sob pena de serem acusados\/as de ataque sexual agravado em caso de n&atilde;o revela&ccedil;&atilde;o<\/a>. Nos EUA,&nbsp;<a href=\"http:\/\/hivlawcommission.org\/index.php\/follow-up-stories\/161-united-states-national-dialogue-on-the-criminalization-of-hiv-transmission-exposure-non-disclosure-the-role-of-states-the-federal-government\">32 estados possuem leis que criminalizam a transmiss&atilde;o do v&iacute;rus HIV<\/a>.<\/p>\n<p>No Brasil existe o crime de perigo de cont&aacute;gio ven&eacute;reo, previsto no  artigo 130 do C&oacute;digo Penal vigente desde 1940. Todavia, segundo  especialistas, a AIDS n&atilde;o &eacute; propriamente uma &ldquo;mol&eacute;stia ven&eacute;rea&rdquo; &ndash; isto  &eacute;, que se contrai somente pelo ato sexual &ndash;, mas sim uma doen&ccedil;a  infecciosa, que pode ser contra&iacute;da de diversas formas al&eacute;m das condutas  de cunho sexual. Assim, o crime de transmiss&atilde;o da AIDS n&atilde;o est&aacute;  esculpido em nenhum dispositivo penal do C&oacute;digo Penal Brasileiro. Desde  2001 tramita no Congresso Nacional o projeto de lei 4887, do deputado  Feu Rocha (PSDB-ES), cujo objetivo &eacute;&nbsp;<i>&ldquo;considerar crime contra a sa&uacute;de  p&uacute;blica a contamina&ccedil;&atilde;o de terceiros com doen&ccedil;a incur&aacute;vel de que sabe-se  portador, incluindo o cont&aacute;gio pelo v&iacute;rus HIV&rdquo;<\/i>.<\/p>\n<p>Mas embora n&atilde;o haja um dispositivo penal espec&iacute;fico, uma pessoa  soropositiva que mantenha rela&ccedil;&atilde;o sexual sem o uso de preservativo e sem  que o parceiro saiba sobre o HIV est&aacute; cada vez mais correndo o risco de  ser enquadrada pela lei penal, sobretudo a partir dos anos 2000. A  pol&iacute;cia e o poder judici&aacute;rio t&ecirc;m proposto interpreta&ccedil;&otilde;es que definem  esses casos como &ldquo;agravantes de tentativas de assassinatos&rdquo;. Relat&oacute;rio  da Associa&ccedil;&atilde;o Brasileira Interdisciplinar de Aids apresentado &agrave; Revis&atilde;o  Peri&oacute;dica Universal (RPU) da ONU, em 2012, compilou 10 casos de  condena&ccedil;&atilde;o da transmiss&atilde;o do HIV. Diante desses casos, v&aacute;rias perguntas  se colocam: at&eacute; que ponto &eacute; poss&iacute;vel saber que a pessoa infectada ap&oacute;s a  rela&ccedil;&atilde;o, de fato, j&aacute; n&atilde;o era portadora do v&iacute;rus? Como provar  tecnicamente que a transmiss&atilde;o se deu na rela&ccedil;&atilde;o alegada no processo? De  que forma &eacute; poss&iacute;vel provar a intencionalidade na transmiss&atilde;o? Que tipo  de testemunho &eacute; utilizado?<\/p>\n<p>Al&eacute;m dessas perguntas t&eacute;cnicas, existem outras quest&otilde;es a serem  ponderadas, como a negocia&ccedil;&atilde;o em torno do uso do preservativo &ndash;  especialmente nas rela&ccedil;&otilde;es conjugais, que muitas vezes envolvem rela&ccedil;&otilde;es  de poder &ndash; e o consentimento, isto &eacute;, o fato de que em certas  circunst&acirc;ncias a n&atilde;o utiliza&ccedil;&atilde;o da preven&ccedil;&atilde;o &eacute; algo acordado entre as  partes, seja de forma verbal ou n&atilde;o. Ou seja, a transmiss&atilde;o pode ser  interpretada como algo que pressup&otilde;e uma co-responsabilidade, uma vez  que a &ldquo;responsabilidade&rdquo; pelo uso da preven&ccedil;&atilde;o n&atilde;o pode ser atribu&iacute;da  somente a uma pessoa.<\/p>\n<p>De acordo com Veriano Terto Jr, professor de Estudos em Sa&uacute;de  Coletiva da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), a  criminaliza&ccedil;&atilde;o da transmiss&atilde;o do v&iacute;rus representa um grave dano &agrave;s  respostas ao HIV. &ldquo;Ainda n&atilde;o h&aacute; uma lei espec&iacute;fica que puna a  transmiss&atilde;o do v&iacute;rus. Mas as decis&otilde;es judiciais nesse sentido constituem  um claro refor&ccedil;o do estigma que envolve o v&iacute;rus e seus portadores.  Falta ao Poder Judici&aacute;rio uma atualiza&ccedil;&atilde;o mais consistente em rela&ccedil;&atilde;o &agrave;s  pesquisas cient&iacute;ficas. Assim, &eacute; comum vermos decis&otilde;es que n&atilde;o s&atilde;o  baseadas em conhecimentos cient&iacute;ficos sobre a transmiss&atilde;o do HIV e que  acabam refor&ccedil;ando a ideia do portador do v&iacute;rus como algu&eacute;m perigoso,  algo que j&aacute; conhecemos muito bem desde o in&iacute;cio da epidemia 30 anos  atr&aacute;s. S&atilde;o condena&ccedil;&otilde;es que se baseiam apenas em relatos e testemunhos&rdquo;,  afirma Veriano Terto, para quem qualquer projeto de lei de cunho penal,  na conjuntura pol&iacute;tica atual, &eacute; um perigoso precedente, tendo em vista o  ambiente de retrocesso em termos de combate &agrave; epidemia no Brasil.<\/p>\n<p>O relator especial da ONU para a sa&uacute;de, Anand Grover,&nbsp;<a href=\"\/uploads\/arquivo\/relatorio_Anand%20Grover.pdf\">recomenda aos pa&iacute;ses n&atilde;o lidar com a epidemia pela via da criminaliza&ccedil;&atilde;o, pois representa uma viola&ccedil;&atilde;o dos direitos humanos<\/a>.  De acordo com o relator, penalizar significa prejudicar as respostas de  direitos humanos ao HIV e, portanto, favorecer o alastramento da  epidemia. Para Anand Grover, a criminaliza&ccedil;&atilde;o da transmiss&atilde;o se d&aacute; em  duas formas: atrav&eacute;s de leis espec&iacute;ficas e atrav&eacute;s da aplica&ccedil;&atilde;o de leis  existentes que possam ser justificadas para tanto. Grover destaca ainda  que h&aacute; casos em que a transmiss&atilde;o do v&iacute;rus constitui agravante em casos  de viol&ecirc;ncia sexual. Uma possibilidade que j&aacute; existe no Brasil: reforma  de 2009 do C&oacute;digo Penal prev&ecirc; a transmiss&atilde;o do HIV como agravante em  casos de estupro &ndash; uma maneira obscura de criminalizar a transmiss&atilde;o.<\/p>\n<p>&ldquo;Essa associa&ccedil;&atilde;o da criminaliza&ccedil;&atilde;o da infec&ccedil;&atilde;o pelo HIV com a  viol&ecirc;ncia sexual, caso n&atilde;o seja ponderada, pode contribuir para o  refor&ccedil;o do estigma que afeta de forma t&atilde;o contundente as pessoas vivendo  com HIV\/AIDS, impactando, sobretudo no modo como elas lidam com a  doen&ccedil;a e o tratamento, al&eacute;m de abrir precedentes para a l&oacute;gica que visa  criminalizar a transmiss&atilde;o. Desconsiderar que o HIV perpassa as  dimens&otilde;es da sexualidade e da reprodu&ccedil;&atilde;o, e os modos como cada sociedade  e grupos sociais as percebem, representam e vivem, acaba por restringir  a AIDS &agrave; transmiss&atilde;o de um agente viral, o que constitui um retrocesso.  Considerar que algumas pessoas desejam se infectar em rela&ccedil;&otilde;es afetivas  e sexuais, ou mesmo percebam a presen&ccedil;a do v&iacute;rus como parte de jogos  sexuais e er&oacute;ticos, &eacute; levar a s&eacute;rio as dimens&otilde;es culturais e simb&oacute;licas  que perpassam e constituem as rela&ccedil;&otilde;es sociais, incluindo as sexuais e  afetivas&rdquo;, avalia Claudia Cunha, p&oacute;s-doutoranda do Instituto de Medicina  Social (IMS\/UERJ) que estuda a constru&ccedil;&atilde;o pol&iacute;tica da Rede Nacional de  Adolescentes e Jovens Vivendo com HIV\/AIDS (RNAJVHA).<\/p>\n<p>Uma das maiores cr&iacute;ticas dos movimentos sociais de luta contra a Aids  &eacute; o afastamento cont&iacute;nuo das respostas governamentais da dimens&atilde;o  social da epidemia. Para Claudia Cunha, &ldquo;a perda da perspectiva que  ilumina os determinantes sociais da doen&ccedil;a &ndash; conforme representa o  conceito de &lsquo;vulnerabilidade&rsquo;, que substitui o conceito de &lsquo;risco&rsquo;  (grupo e comportamento) j&aacute; na d&eacute;cada de 1990 &ndash; acaba por empobrecer a  an&aacute;lise dos aspectos que fazem com que determinados grupos, em fun&ccedil;&atilde;o  das desigualdades sociais, sejam mais ou menos atingidos pela infec&ccedil;&atilde;o  do HIV e pela doen&ccedil;a, a AIDS. A restri&ccedil;&atilde;o do fen&ocirc;meno a aspectos  individuais, descolados das condi&ccedil;&otilde;es de vida, contribui para a  despolitiza&ccedil;&atilde;o da luta contra a AIDS, somada ao esvaziamento dos espa&ccedil;os  de reivindica&ccedil;&atilde;o e controle social&rdquo;, analisa a pesquisadora.<\/p>\n<p>Para os especialistas, o Brasil est&aacute; longe de cumprir e assegurar  &ldquo;leis e regulamenta&ccedil;&otilde;es anti-discrimina&ccedil;&atilde;o, divulga&ccedil;&atilde;o de informa&ccedil;&otilde;es e  presta&ccedil;&atilde;o de servi&ccedil;os de sa&uacute;de que protegem as pessoas que vivem com HIV  e outras popula&ccedil;&otilde;es-chave&rdquo;. A administra&ccedil;&atilde;o federal tem recuado, em  nome da governabilidade, em campanhas de preven&ccedil;&atilde;o para popula&ccedil;&otilde;es  espec&iacute;ficas e vulner&aacute;veis ao HIV (<a href=\"http:\/\/www.clam.org.br\/publique\/cgi\/cgilua.exe\/sys\/start.htm?infoid=9212&amp;sid=4\">como gays<\/a>), em um momento em que&nbsp;<a href=\"http:\/\/www.clam.org.br\/na-midia\/conteudo.asp?cod=11298\">o v&iacute;rus tem avan&ccedil;ando entre homens que fazem sexo com homens e jovens<\/a>. Em junho deste ano, o Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de,&nbsp;<a href=\"http:\/\/www.clam.org.br\/noticias-clam\/conteudo.asp?cod=10499\">por press&atilde;o de setores religiosos conservadores<\/a>,&nbsp;<a href=\"http:\/\/www.clam.org.br\/destaque\/conteudo.asp?cod=10594\">recuou de campanha de preven&ccedil;&atilde;o para prostitutas<\/a>.  No Brasil, a prostitui&ccedil;&atilde;o em si n&atilde;o &eacute; crime, embora os bordeis n&atilde;o  sejam permitidos. Projeto de Lei do deputado Jean Wyllys (PSOL-RJ)  procura regulamentar a prostitui&ccedil;&atilde;o, promovendo n&atilde;o apenas a legaliza&ccedil;&atilde;o  das casas, como tamb&eacute;m definindo diretrizes que diferenciam o servi&ccedil;o  sexual aut&ocirc;nomo de explora&ccedil;&atilde;o. Tanto o relat&oacute;rio da Comiss&atilde;o Global de  HIV e Direito quanto relat&oacute;rio do Banco Mundial&nbsp;<a href=\"http:\/\/www.worldbank.org\/content\/dam\/Worldbank\/document\/GlobalHIVEpidemicsAmongSexWorkers.pdf\">&ldquo;A Epidemia de HIV entre Trabalhadores Sexuais&rdquo;<\/a>&nbsp;apontam que a legaliza&ccedil;&atilde;o e regulamenta&ccedil;&atilde;o da prostitui&ccedil;&atilde;o abrem caminho para um combate eficaz da doen&ccedil;a.<\/p>\n<p>O relat&oacute;rio da Comiss&atilde;o Global sobre HIV e Direito destaca que o  reconhecimento de tais popula&ccedil;&otilde;es, bem como o combate &agrave; discrimina&ccedil;&atilde;o e  ao preconceito, est&aacute; na base das respostas eficazes contra a epidemia. A  rigor, as respostas baseadas numa compreens&atilde;o dos direitos humanos da  sa&uacute;de, que acolhem e orientam os segmentos populacionais marginalizados  ao inv&eacute;s de envolv&ecirc;-los em medidas penais, configuram as mais eficazes,  pois contribuem para os esfor&ccedil;os de preven&ccedil;&atilde;o e tratamento na medida em  que h&aacute; reconhecimento e solidariedade.<\/p>\n<p><i><b>Desinvestimento<\/b><\/i><\/p>\n<p>Na semana do Dia Mundial de Combate &agrave; Aids (1&ordm; de dezembro), o  Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de anunciou que todos os infectados com o HIV passar&atilde;o a  ter acesso &agrave; medica&ccedil;&atilde;o antirretroviral, independente do est&aacute;gio da  doen&ccedil;a e da contagem de c&eacute;lulas de defesa, que influenciam as  possibilidades de transmiss&atilde;o. Surgiram cr&iacute;ticas entre movimentos  sociais acerca da &ecirc;nfase na medicaliza&ccedil;&atilde;o ao inv&eacute;s de uma abordagem mais  integral, que articule as condi&ccedil;&otilde;es sociais de transmiss&atilde;o e as  popula&ccedil;&otilde;es-chave, como gays, profissionais do sexo, migrantes,  prisioneiros e usu&aacute;rios de droga. Para Veriano Terto Jr, no entanto, a  oferta de medica&ccedil;&atilde;o n&atilde;o deve ser desconsiderada. Mas &eacute; pouco; na  verdade, acaba ocultando a situa&ccedil;&atilde;o lastim&aacute;vel da rede p&uacute;blica de  atendimento aos portadores.<\/p>\n<p>&ldquo;A situa&ccedil;&atilde;o &eacute; cr&iacute;tica. A despeito de o Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de anunciar a  distribui&ccedil;&atilde;o da medica&ccedil;&atilde;o para todos, o que notamos &eacute; um  desinvestimento no campo do HIV\/Aids. A rede p&uacute;blica de sa&uacute;de n&atilde;o tem  tido sucesso em incluir as pessoas no tratamento. &Eacute; um desastre, estamos  pr&oacute;ximos de uma crise humanit&aacute;ria. A rede p&uacute;blica n&atilde;o consegue prover  assist&ecirc;ncia nem b&aacute;sica, nem de m&eacute;dia e alta complexidade. O tratamento &eacute;  de longo prazo, as pessoas precisam de um acompanhamento de qualidade.  Infelizmente, o governo federal n&atilde;o tem cumprido sua obriga&ccedil;&atilde;o. Cada vez  mais estamos longe de um enfrentamento ao HIV\/Aids baseado em uma  perspectiva de direitos humanos em sa&uacute;de&rdquo;, aponta Veriano Terto, que no  site &ldquo;Aids no Brasil hoje: o que nos tira o sono&rdquo; relata a&nbsp;<a href=\"http:\/\/oquenostiraosono.tumblr.com\/post\/69288765118\/aids-no-rio-de-janeiro-a-maratona-macabra\">incapacidade da rede p&uacute;blica de sa&uacute;de de atender e acolher pacientes com HIV<\/a>.<\/p>\n<p>As respostas iniciais do Brasil &agrave; epidemia tornaram-se refer&ecirc;ncia  mundial, em especial pela parceria com a sociedade civil. No entanto,  nos &uacute;ltimos anos, os recuos e fragilidades institucionais t&ecirc;m abalado o  enfrentamento &agrave; doen&ccedil;a, situa&ccedil;&atilde;o que come&ccedil;a a ganhar visibilidade em  espa&ccedil;os internacionais,&nbsp;<a href=\"http:\/\/www.sxpolitics.org\/wp-content\/uploads\/2013\/11\/jias-mm-beyrer.pdf\">conforme artigo publicado no Journal of the International AIDS Society<\/a>.  No relat&oacute;rio da Comiss&atilde;o Global sobre HIV e Direito, recomenda-se que  os pa&iacute;ses abandonem a legisla&ccedil;&atilde;o penal como forma de lidar com a  epidemia. O Brasil, no entanto, tem trilhado uma rota perigosa, na qual  as popula&ccedil;&otilde;es-chave ficam cada vez mais desencorajadas a manter rela&ccedil;&otilde;es  sexuais protegidas e a realizar a testagem e o tratamento. A puni&ccedil;&atilde;o  tem sido a desumaniza&ccedil;&atilde;o de popula&ccedil;&otilde;es-chave, bem como a perda de  refer&ecirc;ncia da dimens&atilde;o social da epidemia. Tudo em contraposi&ccedil;&atilde;o ao que  documentos internacionais t&ecirc;m recomendado.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Antes reconocido mundialmente por su respuesta a la epidemia del Sida, Brasil convive actualmente con obst\u00e1culos crecientes frente al combate de la enfermedad, como la criminalizaci\u00f3n de personas seropositivas debido a la acusaci\u00f3n de transmisi\u00f3n del VIH durante sus relaciones sexuales. <i>(Texto en portugu\u00e9s)<\/i><\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"default","ast-global-header-display":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","theme-transparent-header-meta":"","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":"","_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":""},"categories":[7],"tags":[],"class_list":["post-949","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-noticias-clam"],"acf":[],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v27.5 - https:\/\/yoast.com\/product\/yoast-seo-wordpress\/ -->\n<title>La criminalizaci\u00f3n del Sida - CLAM - ES<\/title>\n<meta name=\"robots\" content=\"index, follow, max-snippet:-1, max-image-preview:large, max-video-preview:-1\" \/>\n<link rel=\"canonical\" href=\"https:\/\/clam.org.br\/es\/noticias-clam\/la-criminalizacion-del-sida\/949\/\" \/>\n<meta property=\"og:locale\" content=\"es_ES\" \/>\n<meta property=\"og:type\" content=\"article\" \/>\n<meta property=\"og:title\" content=\"La criminalizaci\u00f3n del Sida - CLAM - ES\" \/>\n<meta property=\"og:description\" content=\"Antes reconocido mundialmente por su respuesta a la epidemia del Sida, Brasil convive actualmente con obst\u00e1culos crecientes frente al combate de la enfermedad, como la criminalizaci\u00f3n de personas seropositivas debido a la acusaci\u00f3n de transmisi\u00f3n del VIH durante sus relaciones sexuales. 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