{"id":959,"date":"2014-02-19T00:00:00","date_gmt":"2014-02-19T03:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/clam.org.br\/es\/2014\/02\/19\/las-apariencias-enganan\/"},"modified":"2014-02-19T00:00:00","modified_gmt":"2014-02-19T03:00:00","slug":"las-apariencias-enganan","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/clam.org.br\/es\/noticias-clam\/las-apariencias-enganan\/959\/","title":{"rendered":"Las apariencias enga\u00f1an"},"content":{"rendered":"<p>Quando foi aprovado na C&acirc;mara dos Deputados em 2006, o PL 6655\/2006 guardava um significado importante no campo dos direitos humanos. Naqueles anos, a mudan&ccedil;a de nome e sexo nos registros civis geralmente era rejeitada pela justi&ccedil;a. No Senado, o projeto mudou de identifica&ccedil;&atilde;o, tornando-se o&nbsp;<a href=\"http:\/\/www.senado.gov.br\/atividade\/materia\/getPDF.asp?t=51002&amp;tp=1\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">PL 72\/2007<\/a>. Foi aprovado em 2010 na Comiss&atilde;o de Direitos Humanos. No final do ano passado, o senador Eduardo Suplicy (PT-SP) resgatou o projeto e, como relator, obteve aprova&ccedil;&atilde;o na Comiss&atilde;o de Constitui&ccedil;&atilde;o e Justi&ccedil;a. No entanto, na conjuntura atual, o projeto amea&ccedil;a conquistas j&aacute; obtidas, conforme ativistas ouvidos pelo CLAM, que vem&nbsp;<a href=\"http:\/\/www.clam.org.br\/destaque\/conteudo.asp?cod=11380\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">acompanhando as discuss&otilde;es sobre o projeto<\/a>.<\/p>\n<p>No cen&aacute;rio atual, a mudan&ccedil;a de nome e sexo depende de processo judicial, j&aacute; que o pa&iacute;s n&atilde;o possui legisla&ccedil;&atilde;o que faculte a altera&ccedil;&atilde;o. O PL\/2007 mant&eacute;m o &acirc;mbito da justi&ccedil;a como garantidor do direito, dispensando a necessidade de a pessoa ter passado pela redesigna&ccedil;&atilde;o genital, o que &eacute; uma das demandas dos movimentos trans. Na pr&aacute;tica, no entanto, muitos ju&iacute;zes autorizam a mudan&ccedil;a nos documentos sem a realiza&ccedil;&atilde;o da cirurgia. &ldquo;O projeto tal como est&aacute; n&atilde;o avan&ccedil;a em nada, pois preserva o processo judicial para a troca do nome. Assim, preserva a no&ccedil;&atilde;o de que o direito das pessoas precisa de alguma tutela&rdquo;, afirma a advogada Lu&iacute;sa Stern, integrante da Comiss&atilde;o Especial da Diversidade Sexual da OAB-RS.<\/p>\n<p>Pa&iacute;ses como a Argentina e o Uruguai possuem legisla&ccedil;&otilde;es mais avan&ccedil;adas. Ambas as na&ccedil;&otilde;es permitem por lei que seus cidad&atilde;os modifiquem o nome e o g&ecirc;nero em suas identidades independentemente da condi&ccedil;&atilde;o biol&oacute;gica e das mudan&ccedil;as corporais. A viv&ecirc;ncia pessoal e a auto-identifica&ccedil;&atilde;o de cada pessoa &eacute; o suficiente para a altera&ccedil;&atilde;o no registro civil. No Brasil, pela lei que corre no Senado, n&atilde;o apenas a tutela da justi&ccedil;a permanece. Apesar de eximir a necessidade da mudan&ccedil;a genital, a lei condiciona a altera&ccedil;&atilde;o nos documentos a um laudo m&eacute;dico. &ldquo;A obrigatoriedade do laudo m&eacute;dico &eacute; um retrocesso enorme, pois mant&eacute;m a no&ccedil;&atilde;o patol&oacute;gica da transexualidade em um momento em que as discuss&otilde;es internacionais demandam a despatologiza&ccedil;&atilde;o das identidades trans&rdquo;, critica Lu&iacute;sa Stern.<\/p>\n<p>A advogada, que integra o grupo G-8 Generalizando do Servi&ccedil;o de Assessoria Jur&iacute;dica Universit&aacute;ria da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFGRS), destaca que o grupo realiza mutir&otilde;es de a&ccedil;&otilde;es judiciais voltados para os direitos das pessoas trans. Nessas a&ccedil;&otilde;es, laudos psicol&oacute;gicos t&ecirc;m sido utilizados e aceitos para demandar as altera&ccedil;&otilde;es nos documentos. Assim, os mutir&otilde;es, uma iniciativa pioneira, dispensam a l&oacute;gica m&eacute;dica. &ldquo;O PL 72\/2007 coloca em perigo os mutir&otilde;es ao atrelar a mudan&ccedil;a a um laudo m&eacute;dico. Ou seja, na verdade, representa um retrocesso at&eacute; mesmo para as conquistas jur&iacute;dicas que temos alcan&ccedil;ados com pareceres de psic&oacute;logos. Muitos ju&iacute;zes apresentam senten&ccedil;as favor&aacute;veis &agrave;s altera&ccedil;&otilde;es nos documentos com tais pareceres. Essa din&acirc;mica ser&aacute; inviabilizada com o projeto de lei&rdquo;, ressalta Lu&iacute;sa Stern.<\/p>\n<p>Mesma opini&atilde;o tem Leonardo Ten&oacute;rio, presidente da Associa&ccedil;&atilde;o Brasileira de Homens Trans (ABHT). A entidade tem se mobilizado para evitar que o PL 72 seja aprovado em definitivo. &ldquo;Essa iniciativa constitui um passo atr&aacute;s para os direitos das pessoas trans. Refor&ccedil;a o car&aacute;ter patol&oacute;gico quando o laudo m&eacute;dico tem sido desnecess&aacute;rio para muitos ju&iacute;zes. A Defensoria de S&atilde;o Paulo, por exemplo, possui um modelo de peti&ccedil;&atilde;o, apenas com laudo de psic&oacute;logos, que &eacute; encaminhado ao juiz. Temos conseguido garantir a mudan&ccedil;a nos registros das pessoas dessa forma&rdquo;, afirma Leonardo Ten&oacute;rio.<\/p>\n<p>Um dado preocupante, de acordo com Lu&iacute;sa Stern, &eacute; a previs&atilde;o de que a retifica&ccedil;&atilde;o do registro de nascimento ser&aacute; feita com a men&ccedil;&atilde;o de que a pessoa &eacute; transexual. &ldquo;Na certid&atilde;o de nascimento, ir&aacute; constar que a pessoa &eacute; transexual. Isso &eacute; um absurdo. Atualmente, a maior parte das decis&otilde;es judiciais mant&eacute;m o sigilo do motivo da mudan&ccedil;a. Da forma como o PL 72 prop&otilde;e, a condi&ccedil;&atilde;o transexual ganha um peso estigmatizador. Por que registrar textualmente? A pessoa n&atilde;o tem direito a definir sua identidade conforme sua viv&ecirc;ncia?&rdquo;, questiona a advogada Lu&iacute;sa Stern.<\/p>\n<p>A aprova&ccedil;&atilde;o do projeto de lei no Senado tem um impacto mundial, de acordo com Leonardo Ten&oacute;rio, da ABHT. Desde 2009, a<a href=\"http:\/\/www.stp2012.info\/old\/pt\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Campanha Internacional Stop Trans Pathologization<\/a>&nbsp;mobiliza a&ccedil;&otilde;es pelo mundo em nome da elimina&ccedil;&atilde;o de categorias patol&oacute;gicas sobre o tr&acirc;nsito entre os g&ecirc;neros dos manuais m&eacute;dicos. No plano global, tamb&eacute;m a Organiza&ccedil;&atilde;o Mundial de Sa&uacute;de revisa periodicamente as estrat&eacute;gias de sa&uacute;de e o panorama legal dos pa&iacute;ses-membros. &ldquo;&Eacute; importante, para o cen&aacute;rio mundial, que os pa&iacute;ses avancem na despatologiza&ccedil;&atilde;o da transexualidade. Isso representa um ganho pol&iacute;tico. Por isso, o PL 72 torna-se uma barreira aos esfor&ccedil;os globais de retirar a transexualidade dos livros de doen&ccedil;a&rdquo;, afirma Leonardo Ten&oacute;rio.<\/p>\n<p>O PL 72 implica ainda em riscos para a popula&ccedil;&atilde;o trans como um todo, pelo seu car&aacute;ter excludente. O texto prev&ecirc; a troca nos registros apenas para indiv&iacute;duos transexuais. &ldquo;Como ficam as travestis? Existem decis&otilde;es judiciais que permitem a retifica&ccedil;&atilde;o dos registros para pessoas que se identificam como travestis. O texto do PL 72 ir&aacute; criar uma situa&ccedil;&atilde;o de restri&ccedil;&atilde;o, pois ju&iacute;zes podem negar a mudan&ccedil;a alegando aus&ecirc;ncia de previs&atilde;o legal&rdquo;, afirma Lu&iacute;sa Stern.<\/p>\n<p>Diante do panorama, tanto Lu&iacute;sa Stern quanto Leonardo Ten&oacute;rio apontam como solu&ccedil;&atilde;o o PL Jo&atilde;o Nery, proposto pelo deputado Jean Wyllys (PSOL-RJ) e que prev&ecirc; faculta ao indiv&iacute;duo trans o direito de alterar seus documentos de acordo com sua viv&ecirc;ncia, sem a tutela m&eacute;dica ou judicial. Batizado de PL Jo&atilde;o Nery, escritor brasileiro nascido anatomicamente mulher e posteriormente assumindo-se como homem, o texto assemelha-se ao modelo argentino. &ldquo;O Estado brasileiro deve optar por esse caminho. O PL 72 &eacute; uma amea&ccedil;a aos direitos trans. Por isso, &eacute; preciso discuss&atilde;o e mobiliza&ccedil;&atilde;o para mostrar aos legisladores os perigos que est&atilde;o contidos no texto&rdquo;, finaliza Leonardo Ten&oacute;rio.<\/p>\n<p>Leia abaixo manifestos lan&ccedil;ados por movimentos sociais e entidades civis contra o projeto.<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/homenstrans.blogspot.com.br\/2013\/12\/abht-tambem-se-posiciona-contra-o-pl.html\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Carta da Associa&ccedil;&atilde;o Brasileira de Homens Trans (ABHT)<\/a><\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/luisastern.wordpress.com\/2013\/12\/09\/nota-da-antra-sobre-o-plc-722007\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Nota da Associa&ccedil;&atilde;o Nacional de Travestis e Transexuais (ANTRA)<\/a><\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/homenstrans.blogspot.com.br\/2013\/12\/conselho-federal-da-oab-de-manifesta.html\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Nota Comiss&atilde;o de Diversidade Sexual da OAB<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Proyecto de ley brasile\u00f1o que permite cambiar nombre y sexo en documentos civiles de personas trans es un retroceso, en la coyuntura actual. 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