{"id":967,"date":"2014-04-03T00:00:00","date_gmt":"2014-04-03T03:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/clam.org.br\/es\/2014\/04\/03\/desafios-del-feminismo\/"},"modified":"2014-04-03T00:00:00","modified_gmt":"2014-04-03T03:00:00","slug":"desafios-del-feminismo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/clam.org.br\/es\/noticias-clam\/desafios-del-feminismo\/967\/","title":{"rendered":"Desaf\u00edos del feminismo"},"content":{"rendered":"<p>Um movimento com vit&oacute;rias no curr&iacute;culo e desafios de diversas ordens  pela frente. Essa &eacute; a opini&atilde;o de feministas brasileiras ouvidas pelo  CLAM para analisar os rumos que o movimento de mulheres brasileiro tomou  nos &uacute;ltimos anos e os caminhos a perseguir no futuro.<\/p>\n<p>Do ponto de vista mais amplo, afirmam feministas, a pauta do  movimento de mulheres no Brasil tem se diversificado, girando em torno  de 4 dimens&otilde;es da vida cotidiana. &ldquo;O tema da viol&ecirc;ncia, seja a viol&ecirc;ncia  que se d&aacute; pela aus&ecirc;ncia de pol&iacute;ticas p&uacute;blicas, seja a viol&ecirc;ncia que se  observa em termos culturais e ideol&oacute;gicos, seja ainda a viol&ecirc;ncia f&iacute;sica  propriamente. O tema da autonomia reprodutiva e autodetermina&ccedil;&atilde;o das  mulheres sobre o seu corpo, que diz respeito aos direitos sexuais e  reprodutivos. A quest&atilde;o do mundo do trabalho, cuja inser&ccedil;&atilde;o feminina tem  sofrido impactos do modelo desenvolvimentista que o pa&iacute;s tem praticado,  que inclui a constru&ccedil;&atilde;o de hidrel&eacute;tricas e a expans&atilde;o do agroneg&oacute;cio e  afeta, assim, a autonomia econ&ocirc;mica de mulheres rurais, ribeirinhas e  pescadoras, assim como das mulheres ind&iacute;genas e quilombolas. E, por fim,  a participa&ccedil;&atilde;o das mulheres nas inst&acirc;ncias de poder&rdquo;, destaca Silvia  Camur&ccedil;a, integrante do &ldquo;SOS Corpo &ndash; Instituto Feminista para a  Democracia&rdquo; e militante da Articula&ccedil;&atilde;o de Mulheres Brasileiras (AMB).<\/p>\n<p><b>As viol&ecirc;ncias de cada dia<\/b><\/p>\n<p>A condi&ccedil;&atilde;o da mulher na sociedade brasileira tem passado por  mudan&ccedil;as. Avan&ccedil;os t&ecirc;m sido registrados, especialmente naquilo que a  soci&oacute;loga Maria Bet&acirc;nia &Aacute;vila denomina como a pauta mais vis&iacute;vel. Em  mat&eacute;ria de viol&ecirc;ncia contra a mulher, o Estado brasileiro discutiu e  definiu uma legisla&ccedil;&atilde;o espec&iacute;fica, a Lei Maria da Penha, de 2006, que  endurece as penas ao agressor e garante prote&ccedil;&atilde;o &agrave;s mulheres v&iacute;timas de  viol&ecirc;ncia dom&eacute;stica. Nesse contexto, o espa&ccedil;o ganho na m&iacute;dia e a  constru&ccedil;&atilde;o de pol&iacute;ticas p&uacute;blicas indicam que o enfrentamento cotidiano &eacute;  uma preocupa&ccedil;&atilde;o, apesar dos problemas que os servi&ccedil;os e a aplica&ccedil;&atilde;o da  justi&ccedil;a possam enfrentar.<\/p>\n<p>Para al&eacute;m da viol&ecirc;ncia dom&eacute;stica, outras quest&otilde;es t&ecirc;m obtido  visibilidade, como a viol&ecirc;ncia sexual sofrida fora de casa. H&aacute; algumas  semanas, os termos &ldquo;encoxar&rdquo; e &ldquo;encoxadores&rdquo; tornaram-se mais conhecidos  dos brasileiros, depois que a imprensa revelou a exist&ecirc;ncia de p&aacute;ginas  na internet que re&uacute;nem homens que assumidamente abusam de mulheres em  transportes p&uacute;blicos. O desprendimento em tornar p&uacute;blico o que &eacute; uma  grave viola&ccedil;&atilde;o de direitos humanos chama a aten&ccedil;&atilde;o. De acordo com Maria  Bet&acirc;nia &Aacute;vila, tais atos ilustram o grau de machismo e patriarcalismo da  sociedade brasileira.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" width=\"100\" vspace=\"5\" hspace=\"5\" align=\"left\" height=\"100\" src=\"\/uploads\/imagem\/Maria_Betania.jpg\" alt=\"\" \/>&ldquo;&Eacute;  uma cultura arraigada, fundada em uma ideia de poder e superioridade  dos homens, como se eles tivessem o direito a fazer o que bem entendem e  sentem. &Eacute; uma quest&atilde;o muito grave, pois remete a uma express&atilde;o de  subjetividade, de ordem simb&oacute;lica, que acaba valendo como regra da vida.  &Eacute; o que est&aacute; na base de todas as viol&ecirc;ncias, f&iacute;sicas ou n&atilde;o, que  vitimam as mulheres: a ideia de que isso &eacute; natural. Vivemos em um pa&iacute;s  com uma hist&oacute;ria patriarcal, racista e homof&oacute;bica. Isso precisa ser  combatido permanentemente. &Eacute;, nesse sentido, uma pauta cont&iacute;nua do  feminismo e que precisa ser tratada pelas pol&iacute;ticas educacionais&rdquo;,  considera a coordenadora do SOS Corpo.<br \/> <b><br \/> Rela&ccedil;&otilde;es desiguais de g&ecirc;nero no espa&ccedil;o dom&eacute;stico<\/b><\/p>\n<p>Assim como a mobilidade e seguran&ccedil;a diferenciadas nos espa&ccedil;os  p&uacute;blicos para homens e mulheres, persiste ainda uma s&eacute;rie de outras  pr&aacute;ticas que demarcam fronteiras desiguais para elas. A divis&atilde;o sexual  do trabalho no ambiente dom&eacute;stico, por exemplo, ainda &eacute; largamente  desigual. Pesquisa do Instituto Data Popular em parceria com o SOS Corpo  mostra que a divis&atilde;o do trabalho em casa continua injusta, apesar da  maior participa&ccedil;&atilde;o das mulheres no mercado de trabalho. Dentre as 800  mulheres entrevistas no estudo, 7 em cada 10 afirmaram que sentem falta  de tempo no dia a dia, n&uacute;meros condizentes com os 71% de mulheres que,  tendo empregos, tamb&eacute;m s&atilde;o respons&aacute;veis pelas tarefas de cuidado da casa  e da fam&iacute;lia.<\/p>\n<p>&ldquo;Em casa, n&atilde;o h&aacute; divis&atilde;o de trabalho. A responsabilidade permanece  sendo uma atribui&ccedil;&atilde;o majoritariamente feminina. Uma situa&ccedil;&atilde;o que n&atilde;o diz  respeito apenas &agrave;s rela&ccedil;&otilde;es de g&ecirc;nero no espa&ccedil;o dom&eacute;stico. Diz respeito  tamb&eacute;m &agrave; precariedade da pol&iacute;tica de creches no pa&iacute;s. Apesar de o  governo federal estar movimentando-se na quest&atilde;o das creches, h&aacute;  problemas administrativos na rela&ccedil;&atilde;o entre as esferas federal e  municipais que dificultam a execu&ccedil;&atilde;o da pol&iacute;tica de creches. Assim, h&aacute;  uma s&eacute;rie de fatores que contribuem para que a quest&atilde;o das rela&ccedil;&otilde;es de  g&ecirc;nero n&atilde;o seja combatida efetivamente&rdquo;, argumenta Maria Bet&acirc;nia &Aacute;vila.<\/p>\n<p><b>Sub-representa&ccedil;&atilde;o feminina nos espa&ccedil;os pol&iacute;ticos<\/b><\/p>\n<p>A matem&aacute;tica do g&ecirc;nero tamb&eacute;m &eacute; desigual quanto se fala da  participa&ccedil;&atilde;o pol&iacute;tica das mulheres nos poderes e nos partidos pol&iacute;ticos.  Elas representam 51,3% dos 196 milh&otilde;es que comp&otilde;em a popula&ccedil;&atilde;o  brasileira, segundo o Censo do IBGE de 2010. Isso significa que h&aacute; 5  milh&otilde;es de mulheres a mais que homens. Apesar de serem maioria da  popula&ccedil;&atilde;o, na pol&iacute;tica, no entanto, elas est&atilde;o sub-representadas,  especialmente quando se olha para o Congresso Nacional: no Senado, das  81 vagas, apenas 13 s&atilde;o de senadoras; na C&acirc;mara, das 513 vagas, 44 s&atilde;o  ocupadas por mulheres. Tal panorama existe apesar de haver pol&iacute;ticas de  promo&ccedil;&atilde;o da equidade de representa&ccedil;&atilde;o da mulher na pol&iacute;tica. De acordo  com a legisla&ccedil;&atilde;o eleitoral, os partidos devem reservar 30% das  candidaturas &agrave;s mulheres, uma previs&atilde;o fruto dos esfor&ccedil;os feministas,  mas que tampouco tem dado conta das disparidades.<\/p>\n<p>Nesse contexto, de acordo com Maria Bet&acirc;nia &Aacute;vila, a reforma pol&iacute;tica  brasileira &eacute; uma demanda importante na pauta feminista. &ldquo;Sem a  participa&ccedil;&atilde;o das mulheres nos processos de discuss&atilde;o e defini&ccedil;&atilde;o de leis  e pol&iacute;ticas p&uacute;blicas, os direitos femininos ficam amea&ccedil;ados. Ali&aacute;s, a  baixa representa&ccedil;&atilde;o das mulheres j&aacute; &eacute; um sinal claro dos obst&aacute;culos que  enfrentamos. Por isso, a reforma pol&iacute;tica com &ecirc;nfase na paridade de  g&ecirc;nero &eacute; fundamental para que as mulheres estejam presentes nos  processos decis&oacute;rios&rdquo;, destaca a coordenadora do SOS Corpo, que ressalta  ainda a desigualdade que impera nos partidos pol&iacute;ticos. &ldquo;A  democratiza&ccedil;&atilde;o da esfera pol&iacute;tica demanda muito esfor&ccedil;o. Nossos partidos  pol&iacute;ticos s&atilde;o organiza&ccedil;&otilde;es muito hier&aacute;rquicas, marcadamente  patriarcais. Como podemos falar em igualdade de g&ecirc;nero se nem os  partidos pol&iacute;ticos operam nesse sentido? As disparidades se d&atilde;o nas  diversas esferas pol&iacute;ticas, o que refor&ccedil;a a import&acirc;ncia de uma reforma  pol&iacute;tica. N&atilde;o &eacute; um tema que tenha tanta repercuss&atilde;o midi&aacute;tica, mas &eacute;  muito caro para os direitos femininos&rdquo;, completa Maria Bet&acirc;nia.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" width=\"100\" vspace=\"5\" hspace=\"5\" align=\"left\" height=\"100\" src=\"\/uploads\/imagem\/silvia_camurca.jpg\" alt=\"\" \/><\/p>\n<p>Na opini&atilde;o de Silvia Camur&ccedil;a, o sistema pol&iacute;tico brasileiro  representa um entrave &agrave; mulher. &ldquo;Nossos sistema pol&iacute;tico, em termos  eleitorais, funciona atrav&eacute;s do voto nominal, no qual o eleitor vota no  candidato. As experi&ecirc;ncias hist&oacute;ricas de outros pa&iacute;ses, como Argentina,  Uruguai e Costa Rica, demonstra que o voto em lista &eacute; um modelo  inclusivo: vota-se em uma lista de candidatos escolhidos pelo partido e,  nesse sentido, cria-se, atrav&eacute;s de um respaldo legal, a possibilidade  de que a indica&ccedil;&atilde;o dos candidatos seja feita em bases mais equitativas  de g&ecirc;nero. Como est&aacute;, nosso sistema pol&iacute;tico n&atilde;o favorece &agrave; inser&ccedil;&atilde;o da  mulher nos espa&ccedil;os de poder. Mais do que um problema eleitoral, a  desigualdade de g&ecirc;nero afeta o poder p&uacute;blico como um todo, Omo o  Judici&aacute;rio e o Executivo. Logo, a reforma pol&iacute;tica &eacute; uma quest&atilde;o  importante para a pauta do feminismo no Brasil&rdquo;, argumenta Silvia  Camur&ccedil;a.<\/p>\n<p>A presen&ccedil;a de uma mulher na Presid&ecirc;ncia do pa&iacute;s &eacute; vista por Maria  Bet&acirc;nia &Aacute;vila como um marco importante na hist&oacute;ria de luta feminista. Em  2010, a elei&ccedil;&atilde;o de Dilma Rousseff significou que pela primeira vez o  Brasil, um pa&iacute;s cuja forma&ccedil;&atilde;o social est&aacute; marcada pelas assimetrias de  g&ecirc;nero, seria governado por uma mulher. Desde ent&atilde;o, as demandas de  mulheres t&ecirc;m sido pautadas na agenda p&uacute;blica, muitas vezes pelo vi&eacute;s  negativo, tendo em vista a linguagem conservadora que tem avan&ccedil;ado em  diversos espa&ccedil;os da sociedade brasileira. H&aacute;, contudo, o reconhecimento  de certos avan&ccedil;os conquistados nos &uacute;ltimos anos. &ldquo;A presen&ccedil;a de uma  mulher no posto mais alto do pa&iacute;s tem muito a ver com a luta do  movimento feminista. Acredito que h&aacute; um processo de identifica&ccedil;&atilde;o. N&atilde;o  significa que isso corresponda &agrave; igualdade de g&ecirc;nero no pa&iacute;s. Muito pelo  contr&aacute;rio, sabemos a situa&ccedil;&atilde;o que vivemos, mas indica que &eacute; poss&iacute;vel  continuar na luta e esperar por resultados positivos ao longo do  processo&rdquo;, afirma Maria Bet&acirc;nia &Aacute;vila.<\/p>\n<p><b>Os direitos sexuais e reprodutivos das mulheres na mira fundamentalista<\/b><\/p>\n<p>Na lista de desafios do feminismo, Maria Bet&acirc;nia aponta as for&ccedil;as  conservadoras que dificultam e impedem os avan&ccedil;os dos direitos das  mulheres. Nos &uacute;ltimos anos, o Brasil tem assistido a uma <a href=\"http:\/\/www.clam.org.br\/destaque\/conteudo.asp?cod=10499\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">ocupa&ccedil;&atilde;o crescente de setores religiosos conservadores e dogm&aacute;ticos nos espa&ccedil;os pol&iacute;ticos<\/a>.  Assim, um ambiente que j&aacute; &eacute; tradicionalmente pouco habituado &agrave; figura  feminina, torna-se terreno f&eacute;rtil para discursos contr&aacute;rios aos direitos  sexuais e reprodutivos das mulheres. Nesse contexto, projetos como o  Estatuto do Nascituro, que busca atribuir ao embri&atilde;o a mesma prote&ccedil;&atilde;o  jur&iacute;dica e civil de pessoas nascidas, e a n&atilde;o amplia&ccedil;&atilde;o das  possibilidades de aborto para al&eacute;m dos permissivos legais (gravidez por  estupro ou com risco de morte &agrave; gestante) na reforma do C&oacute;digo Penal &ndash;  datado de 1940 &ndash; integram o rol de a&ccedil;&otilde;es influenciadas por press&otilde;es  religiosas.   Tamb&eacute;m no Congresso, tramitam dois projetos de lei que  procuram alterar o Estatuto da Crian&ccedil;a e do Adolescente (ECA) no sentido  de ampliar o conceito de &ldquo;primeira inf&acirc;ncia&rdquo; desde o momento da  concep&ccedil;&atilde;o, o que teria impactos diretos sobre a quest&atilde;o do aborto, uma  vez que fortalece o argumento da defesa da vida desde a concep&ccedil;&atilde;o,  defendido pelos opositores ao direito da interrup&ccedil;&atilde;o de uma gravidez. Na  mesma linha, a san&ccedil;&atilde;o do PL 03\/2013 pela presidenta Dilma Rousseff, ano  passado, foi atacada por tais setores. O projeto regulamenta o  atendimento emergencial e multidisciplinar das v&iacute;timas de viol&ecirc;ncia  sexual no sistema de sa&uacute;de p&uacute;blico, garantindo &agrave;s mulheres contracep&ccedil;&atilde;o  de emerg&ecirc;ncia.<\/p>\n<p>&ldquo;Vivemos um per&iacute;odo de amea&ccedil;as aos direitos sexuais e reprodutivos  das mulheres. Felizmente, a presidente Dilma n&atilde;o cedeu &agrave;s press&otilde;es e  reconheceu a demanda. No entanto, tais setores t&ecirc;m refor&ccedil;ado uma  moralidade que &eacute; ofensiva e prejudicial &agrave;s mulheres. Estamos lidando com  discursos que atuam tanto no campo ideol&oacute;gico, reiterando vis&otilde;es de  mundo autorit&aacute;rias e desiguais, como no campo pr&aacute;tico e pol&iacute;tico,  patrocinando ataques aos direitos das mulheres atrav&eacute;s de leis. Tais  movimenta&ccedil;&otilde;es religiosas s&atilde;o muito articuladas. Na verdade, s&atilde;o a&ccedil;&otilde;es de  alcance mundial. Do meu ponto de vista, s&atilde;o setores que n&atilde;o respeitam a  democracia, por isso, n&atilde;o podemos legitim&aacute;-los como sujeito de  di&aacute;logo&rdquo;, afirma Maria Bet&acirc;nia &Aacute;vila.<\/p>\n<p>De acordo com Silvia Camur&ccedil;a, o fen&ocirc;meno do conservadorismo religioso  nos espa&ccedil;os pol&iacute;ticos n&atilde;o &eacute; novo. A maior express&atilde;o de tais setores nos  dias atuais refor&ccedil;a a necessidade de um pacto entre os movimentos  sociais em benef&iacute;cio de uma alian&ccedil;a eleitoral para combater o fen&ocirc;meno.  &ldquo;S&atilde;o setores que atrasam os direitos das mulheres e, de uma forma mais  ampla, os direitos de movimentos rurais, de negros, ind&iacute;genas. Eles se  articulam com outros setores conservadores e barram a agenda  democr&aacute;tica. Por isso, a atua&ccedil;&atilde;o do feminismo deve levar em conta outros  movimentos para fazer frente ao fen&ocirc;meno&rdquo;, afirma Silvia Camur&ccedil;a.<\/p>\n<p>Nas d&eacute;cadas de 1980 e 1990, destaca Maria Bet&acirc;nia &Aacute;vila, o movimento  feminista tinha uma configura&ccedil;&atilde;o diferente da atual: era menos diverso,  enquanto que nos dias de hoje est&aacute; presente em diversos espa&ccedil;os e est&aacute;  capilarizado em meio aos distintos movimentos sociais. Nesse contexto, o  feminismo aparece articulado na bandeira de luta de movimentos rurais,  sindicais, negros, entre outros. &ldquo;Isso representa um avan&ccedil;o importante,  uma maior extens&atilde;o que representa n&atilde;o apenas uma auto-afirma&ccedil;&atilde;o do  feminismo como movimento, mas tamb&eacute;m a pluralidade de demandas e  desafios que a situa&ccedil;&atilde;o das mulheres imp&otilde;e no contexto brasileiro. Sem  essa transforma&ccedil;&atilde;o, o movimento feminista n&atilde;o teria condi&ccedil;&otilde;es de  continuar na luta por mudan&ccedil;as&rdquo;, observa Maria Bet&acirc;nia &Aacute;vila.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>En el mundo del trabajo y de la pol\u00edtica, en el ambiente dom\u00e9stico, en el transporte p\u00fablico y en el \u00e1mbito de los derechos sexuales y reproductivos, persisten desigualdades contra las mujeres brasile\u00f1as, que cotidianamente se enfrentan a violencias, acoso y decisiones reproductivas negadas, en un escenario conservador contrario a la pauta de los derechos de las mujeres. <i>(Texto en portugu\u00e9s)<\/i\n<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"default","ast-global-header-display":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","theme-transparent-header-meta":"","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":"","_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":""},"categories":[7],"tags":[],"class_list":["post-967","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-noticias-clam"],"acf":[],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v26.1.1 - https:\/\/yoast.com\/wordpress\/plugins\/seo\/ -->\n<title>Desaf\u00edos del feminismo - CLAM - ES<\/title>\n<meta name=\"robots\" content=\"index, follow, max-snippet:-1, max-image-preview:large, max-video-preview:-1\" \/>\n<link rel=\"canonical\" href=\"https:\/\/clam.org.br\/es\/noticias-clam\/desafios-del-feminismo\/967\/\" \/>\n<meta property=\"og:locale\" content=\"es_ES\" \/>\n<meta property=\"og:type\" content=\"article\" \/>\n<meta property=\"og:title\" content=\"Desaf\u00edos del feminismo - CLAM - ES\" \/>\n<meta property=\"og:description\" content=\"En el mundo del trabajo y de la pol\u00edtica, en el ambiente dom\u00e9stico, en el transporte p\u00fablico y en el \u00e1mbito de los derechos sexuales y reproductivos, persisten desigualdades contra las mujeres brasile\u00f1as, que cotidianamente se enfrentan a violencias, acoso y decisiones reproductivas negadas, en un escenario conservador contrario a la pauta de los derechos de las mujeres. 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