{"id":981,"date":"2014-07-15T00:00:00","date_gmt":"2014-07-15T03:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/clam.org.br\/es\/2014\/07\/15\/cuando-iniciar-el-tratamiento\/"},"modified":"2014-07-15T00:00:00","modified_gmt":"2014-07-15T03:00:00","slug":"cuando-iniciar-el-tratamiento","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/clam.org.br\/es\/noticias-clam\/cuando-iniciar-el-tratamiento\/981\/","title":{"rendered":"Cu\u00e1ndo iniciar el tratamiento"},"content":{"rendered":"<p>O Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais (Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de) atualizou, no final de 2013, o protocolo cl&iacute;nico e de diretrizes terap&ecirc;uticas para o manejo da infec&ccedil;&atilde;o HIV\/Aids em adultos. A medida, que j&aacute; est&aacute; em andamento na rede p&uacute;blica brasileira, trouxe como novidade a&nbsp;<a href=\"http:\/\/www.aids.gov.br\/sites\/default\/files\/anexos\/publicacao\/2013\/55308\/protocolo_13_3_2014_pdf_28003.pdf\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">antecipa&ccedil;&atilde;o do tratamento com terapia antirretroviral (TARV)<\/a>&nbsp;para todos os pacientes diagnosticados com o v&iacute;rus, independente da manifesta&ccedil;&atilde;o da Aids e de marcadores cl&iacute;nicos. At&eacute; ent&atilde;o, a abordagem do Minist&eacute;rio levava em considera&ccedil;&atilde;o a contagem de c&eacute;lulas de defesa CD4 (alvo do HIV no organismo) em n&iacute;veis aceit&aacute;veis (acima de 500\/mm3) e o monitoramento da carga viral (quantidade do v&iacute;rus presente no corpo) como crit&eacute;rios para o in&iacute;cio do tratamento. A altera&ccedil;&atilde;o no protocolo de tratamento baseia-se em pesquisas que apontam que a expectativa de vida de pessoas que fazem uso precoce da TARV &eacute; a mesma da popula&ccedil;&atilde;o geral. Al&eacute;m disso, o novo protocolo destaca que essa abordagem reduz a morbimortalidade e que, mesmo em indiv&iacute;duos assintom&aacute;ticos e com contagem de CD4 considerada normal, a replica&ccedil;&atilde;o do v&iacute;rus e seus efeitos cr&ocirc;nicos causam problemas cardiovasculares. V&aacute;rios benef&iacute;cios s&atilde;o citados para justificar a medida, entre os quais est&aacute; a redu&ccedil;&atilde;o da transmiss&atilde;o do HIV, &agrave; qual o Departamento recorre como benef&iacute;cio central para estimular a nova abordagem.<\/p>\n<p>Apresentada por seus m&eacute;ritos quantitativos e por sua finalidade compreens&iacute;vel e l&oacute;gica, a medida tem repercuss&otilde;es significativas, especialmente quando se leva em conta a dimens&atilde;o pessoal e subjetiva da soropositividade. Ter HIV n&atilde;o &eacute; apenas uma quest&atilde;o biol&oacute;gica, &eacute; tamb&eacute;m uma experi&ecirc;ncia &iacute;ntima e coletiva, que envolve sensibilidades, medos, inseguran&ccedil;as, rela&ccedil;&otilde;es interpessoais, estigmas e um contexto social atravessado por desigualdades de diversos tipos.<\/p>\n<p>Dentre os desafios da doen&ccedil;a, a medicaliza&ccedil;&atilde;o &eacute; uma etapa que envolve cuidados. Atualmente, os tr&ecirc;s principais antirretrovirais (chamados de primeira linha) distribu&iacute;dos pelo Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de s&atilde;o o tenofovir, a lamivudina e o efavirenz. Comp&otilde;em o esquema terap&ecirc;utico com posologia de mais f&aacute;cil aplica&ccedil;&atilde;o (4 comprimidos atualmente; sendo que o Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de j&aacute; come&ccedil;ou a distribuir a medica&ccedil;&atilde;o combinada em apenas 1 comprimido) e com efeitos adversos mais contorn&aacute;veis. No entanto, os efeitos colaterais existem. Antirretrovirais de segunda linha podem causar a lipodistrofia, que altera a distribui&ccedil;&atilde;o de gordura pelo corpo, concentrando-a em regi&otilde;es como barriga e pesco&ccedil;o e fazendo-a faltar em locais como rosto, bra&ccedil;os e pernas. A medica&ccedil;&atilde;o ARV tamb&eacute;m desregula o metabolismo lip&iacute;dico no longo prazo, levando ao aumento do triglic&eacute;rides e do colesterol e, consequentemente, potencializando o risco de doen&ccedil;as cardiovasculares. Os rins e os ossos tamb&eacute;m podem ser afetados (efeito do tenofovir), assim como a sa&uacute;de mental (o paciente pode ter ansiedade, ins&ocirc;nia e agita&ccedil;&atilde;o, entre outros problemas).<\/p>\n<p>A m&eacute;dica D&eacute;bora Fontenelle, doutora em sa&uacute;de coletiva pelo Instituto de Medicina Social da UERJ, h&aacute; anos trata de pacientes vivendo com HIV\/Aids. Para ela, medicalizar uma pessoa diagnosticada com o v&iacute;rus n&atilde;o &eacute; uma tarefa simples como pode parecer. Ela destaca, por exemplo, o que chama de marca da Aids, isto &eacute;, a manifesta&ccedil;&atilde;o no corpo que o tratamento pode provocar.<\/p>\n<p>&ldquo;A vis&atilde;o do Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de &eacute; interessante: traz uma perspectiva de sa&uacute;de p&uacute;blica baseada na ideia de testar e tratar. Assim, busca-se evitar novas infec&ccedil;&otilde;es. A l&oacute;gica &eacute; reduzir a carga viral coletiva de modo que n&atilde;o haja transmiss&atilde;o. No entanto, n&atilde;o podemos perder de vista que tais pol&iacute;ticas est&atilde;o pensando em termos macro. Na ponta, s&atilde;o pessoas que tomam essas medica&ccedil;&otilde;es, com implica&ccedil;&otilde;es variadas. Nem todo o paciente sob tratamento com ARVs apresenta efeitos colaterais significativos. Mas muitos apresentam. E &eacute; uma quest&atilde;o que n&atilde;o se pode ignorar. Como as pessoas lidam com isso? Que impactos isso ter&aacute; na vida cotidiana?&rdquo;, observa D&eacute;bora Fontenelle, que coordena o grupo Parceiras da Vida (Hospital Universit&aacute;rio Pedro Ernesto\/UERJ), voltado para mulheres infectadas e afetadas pelo HIV\/Aids .<\/p>\n<p>O efeito subjetivo da Aids &eacute; um tema pesquisado pela antrop&oacute;loga Cl&aacute;udia Cunha (IMS\/UERJ) h&aacute; anos. Em pesquisa com mulheres soropositivas gr&aacute;vidas e de camadas pobres na Baixada Fluminense, ela identificou que a Aids adquire diversos significados individuais: no dia a dia, as pessoas forjam arranjos criativos e estrat&eacute;gias quando o tratamento &eacute; iniciado. O diagn&oacute;stico em si, aponta Cl&aacute;udia, j&aacute; &eacute; um momento espec&iacute;fico, pois desperta uma s&eacute;rie de sentimentos: ideia de culpa, de medo, de ang&uacute;stia, entre outros efeitos. O tratamento inaugura novas experi&ecirc;ncias, diante do aparecimento de efeitos colaterais e tamb&eacute;m dos efeitos na rotina das pessoas. Quando se fala de Aids, fala-se tamb&eacute;m de moral, o que situa as pessoas com o v&iacute;rus e a doen&ccedil;a em um lugar simb&oacute;lico espec&iacute;fico. Desde o in&iacute;cio da epidemia nos anos 1980, a doen&ccedil;a est&aacute; marcada pela ideia de desvio. Por isso, a Aids e seus efeitos s&atilde;o experi&ecirc;ncias que designam determinados lugares para os sujeitos.<\/p>\n<p>&ldquo;As pessoas precisam lidar com a imagem de si e com o meio social em que vivem. A medica&ccedil;&atilde;o pode trazer uma s&eacute;rie de sintomas desagrad&aacute;veis, o que, sobretudo para aquelas pessoas assintom&aacute;ticas, pode fazer uma grande diferen&ccedil;a. H&aacute; pessoas que t&ecirc;m o v&iacute;rus mas n&atilde;o t&ecirc;m a Aids manifestada. N&atilde;o se sentem, nesse sentido, doentes. E isso &eacute; uma qualidade, do ponto de vista subjetivo. Estamos falando da dimens&atilde;o identit&aacute;ria, da defini&ccedil;&atilde;o e da auto-imagem do indiv&iacute;duo A medicaliza&ccedil;&atilde;o pode ter o efeito de iniciar a experi&ecirc;ncia de estar doente. &Eacute; uma quest&atilde;o muito importante. N&atilde;o se trata de negar a medicaliza&ccedil;&atilde;o. Ela tamb&eacute;m possibilita novas experi&ecirc;ncias positivas, pois permite maior tempo de vida e melhorias cl&iacute;nicas. No in&iacute;cio da epidemia, o diagn&oacute;stico era um atestado de &oacute;bito. Atualmente, h&aacute; avan&ccedil;os biom&eacute;dicos importantes. Mas n&atilde;o podemos ignorar que a l&oacute;gica da biomedicina n&atilde;o contempla outras dimens&otilde;es da vida das pessoas&rdquo;, argumenta Cl&aacute;udia Cunha.<\/p>\n<p>De fato, o enfrentamento ao HIV\/Aids tem obtido avan&ccedil;os valiosos nos &uacute;ltimos anos. A mudan&ccedil;a no protocolo do Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de acompanha a conjuntura, baseando-se em trabalhos cient&iacute;ficos reconhecidos.&nbsp;<em><a href=\"\/uploads\/arquivo\/HTPN052%20phase%203%20(clincial%20outcomes).pdf\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Effects of early versus delayed initiation of antiretroviral treatment on clinical outcomes of HIV-1 infection: results from the phase 3 HPTN 052 randomised controlled trial<\/a><\/em>, publicado este ano na prestigiada revista cient&iacute;fica&nbsp;<i>The Lancet<\/i>, &eacute; um estudo feito em v&aacute;rios pa&iacute;ses que demonstra a capacidade da terapia ARV em reduzir a mortalidade e a morbidade e em prevenir a transmiss&atilde;o. O tratamento precoce previne em at&eacute; 96% os &iacute;ndices de transmissibilidade. O estudo, no entanto, admite que o momento exato e ideal para o in&iacute;cio da TARV &eacute; desconhecido.<\/p>\n<p>O que Cl&aacute;udia Cunha pondera &eacute; que tais avan&ccedil;os t&ecirc;m efeitos pessoais, ainda mais em um contexto social atravessado por rela&ccedil;&otilde;es de poder e desigualdade. Por exemplo, ela destaca que as pessoas precisam readequar suas rotinas em casa, no trabalho e no ambiente de estudo com o in&iacute;cio do tratamento. &ldquo;H&aacute; rupturas do cotidiano. A medicaliza&ccedil;&atilde;o gera efeitos colaterais e visuais\/est&eacute;ticos que recriam a imagem da pessoa: como ela vai explicar a situa&ccedil;&atilde;o? Como os parentes, parceiros\/companheiros sexuais e amigos de trabalho ir&atilde;o reagir? O que ela vai explicar? Contar&aacute; sobre a doen&ccedil;a? Ir&aacute; desconversar? Sabemos que a Aids &eacute; uma doen&ccedil;a marcada pelo estigma. Meu ponto de vista &eacute; refletir sobre as negocia&ccedil;&otilde;es e tens&otilde;es criadas a partir do tratamento. Afinal, a doen&ccedil;a, que tamb&eacute;m come&ccedil;a a ser vivida e sentida a partir do tratamento, produz efeitos subjetivos, levando as pessoas a administrar uma economia de controle sobre o corpo, a sa&uacute;de e a identidade no seu dia a dia&rdquo;, afirma Cl&aacute;udia Cunha.<\/p>\n<p>Dados do Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de indicam que h&aacute; cerca de 630 mil pessoas vivendo com HIV no Brasil, ressaltando-se as subnotifica&ccedil;&otilde;es que n&atilde;o permitem um retrato fiel da realidade. S&atilde;o pessoas que t&ecirc;m acesso gratuito ao tratamento atrav&eacute;s da rede p&uacute;blica de sa&uacute;de. A mudan&ccedil;a no protocolo de tratamento, assim, representa um impacto significativo na administra&ccedil;&atilde;o das quest&otilde;es ligadas &agrave; epidemia. Ser&atilde;o mais rem&eacute;dios a distribuir, mais pessoas a serem monitoradas pela rede de sa&uacute;de, mais demanda de profissionais de sa&uacute;de. Sem levar em conta a variedade de contextos sociais, culturais e econ&ocirc;micos que existem no Brasil. Esse &eacute; um dos aspectos que a m&eacute;dica D&eacute;bora Fontenelle salienta.<\/p>\n<p>&ldquo;Cada caso tem suas particularidades, a ades&atilde;o e as resist&ecirc;ncias ao tratamento est&atilde;o condicionadas a muitos fatores: a condi&ccedil;&otilde;es de mis&eacute;ria, pois h&aacute; pessoas que vivem em condi&ccedil;&otilde;es p&eacute;ssimas, em ambientes desestruturados; a matrizes religiosas, que pro&iacute;bem o tratamento por apostarem apenas na f&eacute; como cura; &agrave;s rela&ccedil;&otilde;es com pessoas pr&oacute;ximas diante dos efeitos que a medica&ccedil;&atilde;o traz. Por outro lado, h&aacute; pessoas que aceitam o tratamento de maneira f&aacute;cil, convencidas dos benef&iacute;cios que este lhe traz. N&atilde;o estamos lidando com m&aacute;quinas programadas a obedecer, estamos lidando com pessoas. &Eacute; importante ter em vista que essa mudan&ccedil;a de protocolo tem custos pessoais&rdquo;, ressalta D&eacute;bora Fontenelle.<\/p>\n<p>O&nbsp;<a href=\"http:\/\/www.aids.gov.br\/sites\/default\/files\/Manual_de_adesao_web.pdf\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Manual de Ades&atilde;o ao Tratamento das Pessoas Vivendo com HIV e Aids<\/a>, publicado em 2008 e do qual D&eacute;bora Fontenelle foi uma das autoras, preconiza uma abordagem integral ao processo de medicaliza&ccedil;&atilde;o. A ades&atilde;o ao tratamento &eacute; fundamental, pois quando &eacute; insatisfat&oacute;ria, pode gerar resist&ecirc;ncia viral e limitar as op&ccedil;&otilde;es terap&ecirc;uticas. Nesse sentido, a ades&atilde;o envolve muitos fatores, como quest&otilde;es f&iacute;sicas, psicol&oacute;gicas, sociais, comportamentais. Isso significa que est&atilde;o em jogo o contexto em que a pessoa vive, mora, trabalha, estuda, suas rela&ccedil;&otilde;es interpessoais, suas limita&ccedil;&otilde;es, fragilidades, h&aacute;bitos, necessidades. S&atilde;o aspectos que demandam cuidado integral, aten&ccedil;&atilde;o a vulnerabilidades espec&iacute;ficas. O apoio &eacute; essencial nesse processo. &ldquo;&Eacute; esse contexto que o novo protocolo n&atilde;o pode ignorar. A ades&atilde;o &eacute; um processo desafiador, cont&iacute;nuo e particular. Em contextos de pobreza e mis&eacute;ria, com cen&aacute;rios culturais e econ&ocirc;micos diferenciados, com rela&ccedil;&otilde;es sociais marcadas por desigualdades de g&ecirc;nero, ra&ccedil;a, idade, poder aquisitivo, a doen&ccedil;a exprime significados diferenciados. Portanto, os protocolos de sa&uacute;de devem estar atentos para todas as tens&otilde;es que envolvem os pacientes&rdquo;, afirma Cl&aacute;udia Cunha.<\/p>\n<p>Para D&eacute;bora Fontenelle, a quest&atilde;o da ades&atilde;o &eacute; apenas um dos desafios do novo protocolo. &ldquo;Estamos falando de milhares de pessoas que passar&atilde;o a tomar a medica&ccedil;&atilde;o antirretroviral. Preocupa-me tamb&eacute;m o poss&iacute;vel efeito de culpabiliza&ccedil;&atilde;o. A indica&ccedil;&atilde;o para administra&ccedil;&atilde;o de ARV em toda pessoa com o v&iacute;rus pode jogar sobre o paciente a responsabilidade pelo tratamento. Afinal, estando dispon&iacute;vel na rede p&uacute;blica e sendo uma norma do governo, parece que o tratamento &eacute; uma atribui&ccedil;&atilde;o apenas da pessoa&rdquo;, observa D&eacute;bora Fontenelle, que projeta uma s&eacute;rie de desafios com a mudan&ccedil;a no protocolo. &ldquo;&Eacute; preciso reconhecer que o tratamento &eacute; um recurso importante. No entanto, a doen&ccedil;a &eacute; uma experi&ecirc;ncia muito particular. Como ser&aacute; o acompanhamento desse contingente de pessoas? Quem vai monitor&aacute;-las? Que tipo de aten&ccedil;&atilde;o ser&aacute; oferecido? Como ser&aacute; o processo de ades&atilde;o? Como a rede p&uacute;blica vai absorver tantas pessoas? H&aacute; infraestrutura que suporte? Acredito que temos muitos desafios pela frente&rdquo;, finaliza.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Nuevo protocolo del Ministerio de Salud brasile\u00f1o prescribe el inicio de la terapia antirretroviral inmediatamente despu\u00e9s del diagn\u00f3stico de VIH. Investigadores reconocen la finalidad de la medida de reducir la transmisibilidad del virus, pero ponderan las tensiones subjetivas e interpersonales y las rupturas en la vida cotidiana inauguradas por el tratamiento. <\/i>Texto en portugu\u00e9s<\/i><\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"default","ast-global-header-display":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","theme-transparent-header-meta":"","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":"","_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":""},"categories":[7],"tags":[],"class_list":["post-981","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-noticias-clam"],"acf":[],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v26.1.1 - https:\/\/yoast.com\/wordpress\/plugins\/seo\/ -->\n<title>Cu\u00e1ndo iniciar el tratamiento - CLAM - ES<\/title>\n<meta name=\"robots\" content=\"index, follow, max-snippet:-1, max-image-preview:large, max-video-preview:-1\" \/>\n<link rel=\"canonical\" href=\"https:\/\/clam.org.br\/es\/noticias-clam\/cuando-iniciar-el-tratamiento\/981\/\" \/>\n<meta property=\"og:locale\" content=\"es_ES\" \/>\n<meta property=\"og:type\" content=\"article\" \/>\n<meta property=\"og:title\" content=\"Cu\u00e1ndo iniciar el tratamiento - CLAM - ES\" \/>\n<meta property=\"og:description\" content=\"Nuevo protocolo del Ministerio de Salud brasile\u00f1o prescribe el inicio de la terapia antirretroviral inmediatamente despu\u00e9s del diagn\u00f3stico de VIH. Investigadores reconocen la finalidad de la medida de reducir la transmisibilidad del virus, pero ponderan las tensiones subjetivas e interpersonales y las rupturas en la vida cotidiana inauguradas por el tratamiento. Texto en portugu\u00e9s\" \/>\n<meta property=\"og:url\" content=\"https:\/\/clam.org.br\/es\/noticias-clam\/cuando-iniciar-el-tratamiento\/981\/\" \/>\n<meta property=\"og:site_name\" content=\"CLAM - ES\" \/>\n<meta property=\"article:published_time\" content=\"2014-07-15T03:00:00+00:00\" \/>\n<meta name=\"author\" content=\"fw2\" \/>\n<meta name=\"twitter:card\" content=\"summary_large_image\" \/>\n<meta name=\"twitter:label1\" content=\"Escrito por\" \/>\n\t<meta name=\"twitter:data1\" content=\"fw2\" \/>\n\t<meta name=\"twitter:label2\" content=\"Tiempo de lectura\" \/>\n\t<meta name=\"twitter:data2\" content=\"12 minutos\" \/>\n<script type=\"application\/ld+json\" class=\"yoast-schema-graph\">{\"@context\":\"https:\/\/schema.org\",\"@graph\":[{\"@type\":\"WebPage\",\"@id\":\"https:\/\/clam.org.br\/es\/noticias-clam\/cuando-iniciar-el-tratamiento\/981\/\",\"url\":\"https:\/\/clam.org.br\/es\/noticias-clam\/cuando-iniciar-el-tratamiento\/981\/\",\"name\":\"Cu\u00e1ndo iniciar el tratamiento - CLAM - ES\",\"isPartOf\":{\"@id\":\"https:\/\/clam.org.br\/es\/#website\"},\"datePublished\":\"2014-07-15T03:00:00+00:00\",\"author\":{\"@id\":\"https:\/\/clam.org.br\/es\/#\/schema\/person\/fbd9a86032bf7479f94b0ded196f1010\"},\"breadcrumb\":{\"@id\":\"https:\/\/clam.org.br\/es\/noticias-clam\/cuando-iniciar-el-tratamiento\/981\/#breadcrumb\"},\"inLanguage\":\"es\",\"potentialAction\":[{\"@type\":\"ReadAction\",\"target\":[\"https:\/\/clam.org.br\/es\/noticias-clam\/cuando-iniciar-el-tratamiento\/981\/\"]}]},{\"@type\":\"BreadcrumbList\",\"@id\":\"https:\/\/clam.org.br\/es\/noticias-clam\/cuando-iniciar-el-tratamiento\/981\/#breadcrumb\",\"itemListElement\":[{\"@type\":\"ListItem\",\"position\":1,\"name\":\"In\u00edcio\",\"item\":\"https:\/\/clam.org.br\/es\/\"},{\"@type\":\"ListItem\",\"position\":2,\"name\":\"Cu\u00e1ndo iniciar el tratamiento\"}]},{\"@type\":\"WebSite\",\"@id\":\"https:\/\/clam.org.br\/es\/#website\",\"url\":\"https:\/\/clam.org.br\/es\/\",\"name\":\"CLAM - ES\",\"description\":\"S\u00f3 mais um site CLAM - Centro Latino-Americano em Sexualidade e Direitos Humanos sites\",\"potentialAction\":[{\"@type\":\"SearchAction\",\"target\":{\"@type\":\"EntryPoint\",\"urlTemplate\":\"https:\/\/clam.org.br\/es\/?s={search_term_string}\"},\"query-input\":{\"@type\":\"PropertyValueSpecification\",\"valueRequired\":true,\"valueName\":\"search_term_string\"}}],\"inLanguage\":\"es\"},{\"@type\":\"Person\",\"@id\":\"https:\/\/clam.org.br\/es\/#\/schema\/person\/fbd9a86032bf7479f94b0ded196f1010\",\"name\":\"fw2\",\"image\":{\"@type\":\"ImageObject\",\"inLanguage\":\"es\",\"@id\":\"https:\/\/clam.org.br\/es\/#\/schema\/person\/image\/\",\"url\":\"https:\/\/secure.gravatar.com\/avatar\/c38472c0cdbde82d9b6fcc26adb3779d?s=96&d=mm&r=g\",\"contentUrl\":\"https:\/\/secure.gravatar.com\/avatar\/c38472c0cdbde82d9b6fcc26adb3779d?s=96&d=mm&r=g\",\"caption\":\"fw2\"},\"sameAs\":[\"https:\/\/clam.fw2web.com.br\"],\"url\":\"https:\/\/clam.org.br\/es\/author\/fw2\/\"}]}<\/script>\n<!-- \/ Yoast SEO plugin. -->","yoast_head_json":{"title":"Cu\u00e1ndo iniciar el tratamiento - CLAM - ES","robots":{"index":"index","follow":"follow","max-snippet":"max-snippet:-1","max-image-preview":"max-image-preview:large","max-video-preview":"max-video-preview:-1"},"canonical":"https:\/\/clam.org.br\/es\/noticias-clam\/cuando-iniciar-el-tratamiento\/981\/","og_locale":"es_ES","og_type":"article","og_title":"Cu\u00e1ndo iniciar el tratamiento - CLAM - ES","og_description":"Nuevo protocolo del Ministerio de Salud brasile\u00f1o prescribe el inicio de la terapia antirretroviral inmediatamente despu\u00e9s del diagn\u00f3stico de VIH. Investigadores reconocen la finalidad de la medida de reducir la transmisibilidad del virus, pero ponderan las tensiones subjetivas e interpersonales y las rupturas en la vida cotidiana inauguradas por el tratamiento. Texto en portugu\u00e9s","og_url":"https:\/\/clam.org.br\/es\/noticias-clam\/cuando-iniciar-el-tratamiento\/981\/","og_site_name":"CLAM - ES","article_published_time":"2014-07-15T03:00:00+00:00","author":"fw2","twitter_card":"summary_large_image","twitter_misc":{"Escrito por":"fw2","Tiempo de lectura":"12 minutos"},"schema":{"@context":"https:\/\/schema.org","@graph":[{"@type":"WebPage","@id":"https:\/\/clam.org.br\/es\/noticias-clam\/cuando-iniciar-el-tratamiento\/981\/","url":"https:\/\/clam.org.br\/es\/noticias-clam\/cuando-iniciar-el-tratamiento\/981\/","name":"Cu\u00e1ndo iniciar el tratamiento - CLAM - ES","isPartOf":{"@id":"https:\/\/clam.org.br\/es\/#website"},"datePublished":"2014-07-15T03:00:00+00:00","author":{"@id":"https:\/\/clam.org.br\/es\/#\/schema\/person\/fbd9a86032bf7479f94b0ded196f1010"},"breadcrumb":{"@id":"https:\/\/clam.org.br\/es\/noticias-clam\/cuando-iniciar-el-tratamiento\/981\/#breadcrumb"},"inLanguage":"es","potentialAction":[{"@type":"ReadAction","target":["https:\/\/clam.org.br\/es\/noticias-clam\/cuando-iniciar-el-tratamiento\/981\/"]}]},{"@type":"BreadcrumbList","@id":"https:\/\/clam.org.br\/es\/noticias-clam\/cuando-iniciar-el-tratamiento\/981\/#breadcrumb","itemListElement":[{"@type":"ListItem","position":1,"name":"In\u00edcio","item":"https:\/\/clam.org.br\/es\/"},{"@type":"ListItem","position":2,"name":"Cu\u00e1ndo iniciar el tratamiento"}]},{"@type":"WebSite","@id":"https:\/\/clam.org.br\/es\/#website","url":"https:\/\/clam.org.br\/es\/","name":"CLAM - ES","description":"S\u00f3 mais um site CLAM - Centro Latino-Americano em Sexualidade e Direitos Humanos sites","potentialAction":[{"@type":"SearchAction","target":{"@type":"EntryPoint","urlTemplate":"https:\/\/clam.org.br\/es\/?s={search_term_string}"},"query-input":{"@type":"PropertyValueSpecification","valueRequired":true,"valueName":"search_term_string"}}],"inLanguage":"es"},{"@type":"Person","@id":"https:\/\/clam.org.br\/es\/#\/schema\/person\/fbd9a86032bf7479f94b0ded196f1010","name":"fw2","image":{"@type":"ImageObject","inLanguage":"es","@id":"https:\/\/clam.org.br\/es\/#\/schema\/person\/image\/","url":"https:\/\/secure.gravatar.com\/avatar\/c38472c0cdbde82d9b6fcc26adb3779d?s=96&d=mm&r=g","contentUrl":"https:\/\/secure.gravatar.com\/avatar\/c38472c0cdbde82d9b6fcc26adb3779d?s=96&d=mm&r=g","caption":"fw2"},"sameAs":["https:\/\/clam.fw2web.com.br"],"url":"https:\/\/clam.org.br\/es\/author\/fw2\/"}]}},"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/clam.org.br\/es\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/981","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/clam.org.br\/es\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/clam.org.br\/es\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/clam.org.br\/es\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/clam.org.br\/es\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=981"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/clam.org.br\/es\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/981\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/clam.org.br\/es\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=981"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/clam.org.br\/es\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=981"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/clam.org.br\/es\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=981"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}