{"id":996,"date":"2014-10-01T00:00:00","date_gmt":"2014-10-01T03:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/clam.org.br\/es\/2014\/10\/01\/genero-y-elecciones\/"},"modified":"2014-10-01T00:00:00","modified_gmt":"2014-10-01T03:00:00","slug":"genero-y-elecciones","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/clam.org.br\/es\/noticias-clam\/genero-y-elecciones\/996\/","title":{"rendered":"G\u00e9nero y elecciones"},"content":{"rendered":"<p>A ilegalidade e a clandestinidade do aborto no Brasil fizeram mais duas v&iacute;timas nas &uacute;ltimas semanas. No Rio de Janeiro, Jandira Magdalena dos Santos Cruz, 25 anos, m&atilde;e de dois filhos, foi levada a uma cl&iacute;nica de aborto clandestina e &ldquo;desapareceu&rdquo;. Seu corpo carbonizado foi encontrado dias depois dentro de um carro. Eliz&acirc;ngela Barbosa, 32 anos, saiu de casa para realizar o procedimento e n&atilde;o voltou mais. Seu corpo foi encontrado numa estrada de Niter&oacute;i, na regi&atilde;o metropolitana do Rio de Janeiro. As trag&eacute;dias de Jandira e Eliz&acirc;ngela aconteceram justamente enquanto duas mulheres disputavam o primeiro lugar na inten&ccedil;&atilde;o de votos do primeiro turno das elei&ccedil;&otilde;es para a presid&ecirc;ncia da Rep&uacute;blica. E, embora a bancada feminina no Congresso Nacional tenha aumentado de 45 para 51 deputadas e uma das candidatas &agrave; presid&ecirc;ncia permane&ccedil;a na disputa do segundo turno, seria de se esperar que quest&otilde;es que dizem respeito &agrave;s mulheres estivessem na agenda do debate eleitoral. Mas n&atilde;o est&atilde;o.<\/p>\n<p>Houve um tempo em que se achava que isso se devia &agrave; baixa representatividade e participa&ccedil;&atilde;o de mulheres na pol&iacute;tica. Mas apesar de o Brasil ainda ter representa&ccedil;&atilde;o feminina de apenas 9% na C&acirc;mara dos deputados e de 13% no Senado federal (no mundo, a presen&ccedil;a de mulheres ocupando tais cargos chega a 20%), o acesso de mulheres aos mais importantes cargos eletivos n&atilde;o deixa de ser um avan&ccedil;o, e poderia sinalizar uma mudan&ccedil;a de pauta no debate eleitoral. Mas o que se verifica nestas elei&ccedil;&otilde;es &eacute; uma grande cautela na abordagem de demandas feministas.<\/p>\n<p>O debate &ldquo;O g&ecirc;nero das campanhas: mulheres nas elei&ccedil;&otilde;es de 2014 no Brasil&rdquo;, realizado na UERJ no dia 24 de setembro, abordou esse paradoxo.<\/p>\n<p><em><strong>Apesar de mais escolarizadas que os homens, elas recebem menos<\/strong><\/em><\/p>\n<p>N&atilde;o &eacute; s&oacute; a quest&atilde;o do aborto, de cunho moral, que est&aacute; sendo silenciada. Outras demandas feministas, como o combate &agrave; desigualdade salarial entre homens e mulheres, tamb&eacute;m n&atilde;o s&atilde;o defendidas pelas candidatas em suas campanhas. Os n&uacute;meros da Pesquisa Nacional por Amostra de Domic&iacute;lios (PNAD) de 2013, divulgada na semana passada (j&aacute; com os dados corrigidos pelo IBGE), mostram que, entre a popula&ccedil;&atilde;o feminina adulta, 15% completaram o n&iacute;vel superior. Entre homens, a propor&ccedil;&atilde;o &eacute; de 11%. O avan&ccedil;o na escolariza&ccedil;&atilde;o feminina, no entanto, n&atilde;o foi o suficiente para diminuir as diferen&ccedil;as salariais. Estudo da UFRJ tendo como base os registros do Minist&eacute;rio do Trabalho revela que, de 2001 a 2012, a remunera&ccedil;&atilde;o m&eacute;dia das mulheres no mercado formal cresceu de R$ 1.465 para R$ 1.805, ao passo que entre homens esse aumento foi de R$ 1.814 para 2.184.<\/p>\n<p>N&atilde;o bastasse a desigualdade enfrentada no mercado de trabalho, elas ainda se deparam com a dupla jornada e t&ecirc;m que enfrentar a distribui&ccedil;&atilde;o desigual dos afazeres dom&eacute;sticos. A PNAD mostra que o n&uacute;mero de horas dedicadas a fun&ccedil;&otilde;es como cuidar dos filhos ou da casa praticamente n&atilde;o varia entre homens. Independentemente do grau de escolaridade, a m&eacute;dia entre a popula&ccedil;&atilde;o masculina fica entre 5 ou 7 horas semanais de trabalho n&atilde;o remunerado em casa.<\/p>\n<p>Na popula&ccedil;&atilde;o feminina, esse n&uacute;mero muda bastante de acordo com o grau de instru&ccedil;&atilde;o. As que n&atilde;o completaram o ensino fundamental trabalham em m&eacute;dia 28 semanais horas em casa, enquanto aquelas que chegaram ao mais alto grau acad&ecirc;mico, mestrado ou doutorado, dedicam 12 horas a essa fun&ccedil;&atilde;o. Ou seja, mesmo tendo p&oacute;s-gradua&ccedil;&atilde;o, uma brasileira, em m&eacute;dia, dedica mais horas a cuidar dos filhos e da casa do que um homem de qualquer n&iacute;vel de instru&ccedil;&atilde;o.<\/p>\n<p>Ou seja, as mulheres que trabalham fora ainda t&ecirc;m um &ocirc;nus dentro de casa. E, segundo as participantes no debate &ldquo;O g&ecirc;nero das campanhas: mulheres nas elei&ccedil;&otilde;es de 2014 no Brasil&rdquo;, as que se dedicam &agrave; pol&iacute;tica n&atilde;o fogem &agrave; regra.<\/p>\n<p>&ldquo;Quantas podem conciliar a vida de dona-de-casa com a vida pol&iacute;tica? E se cruzarmos os dados de escolaridade, vamos ver que as mulheres na pol&iacute;tica s&atilde;o, em m&eacute;dia, menos escolarizadas que os seus colegas pol&iacute;ticos, o oposto do que acontece na sociedade brasileira&rdquo;, afirmou Maria Aparecida Abreu, do Programa de P&oacute;s-Gradua&ccedil;&atilde;o em Sociologia e Antropologia da Universidade Federal do Rio de Janeiro (IFCS\/UFRJ), no debate.<\/p>\n<p><em><strong>Existem candidatas mulheres e candidatas feministas<\/strong><\/em><\/p>\n<p>Segundo a Organiza&ccedil;&atilde;o Mundial da Sa&uacute;de (OMS), uma mulher morre a cada dois dias no Brasil por complica&ccedil;&otilde;es decorrentes do aborto. De acordo com o estudo&nbsp;Magnitude do abortamento induzido por faixa et&aacute;ria e grandes regi&otilde;es, realizado pelos pesquisadores Leila Adesse e Mario Giani, com base no DATASUS, em 2013 houve no pa&iacute;s 205.855 interna&ccedil;&otilde;es de mulheres resultantes dessas complica&ccedil;&otilde;es. Ainda segundo o estudo, nesse mesmo ano o n&uacute;mero de abortos induzidos no Brasil variou de 685.334 a 856.668.<\/p>\n<p>Realizada em 2010 e coordenada pela antrop&oacute;loga D&eacute;bora Diniz, professora da Universidade de Bras&iacute;lia (UnB), a&nbsp;Pesquisa Nacional do Aborto&nbsp;(PNA), primeira pesquisa nacional domiciliar sobre o tema, mostra que 15% das brasileiras entre 18 e 39 anos j&aacute; fizeram aborto &ndash; o que significa uma em cada sete ou cerca de 5,3 milh&otilde;es de mulheres. A criminaliza&ccedil;&atilde;o do aborto vitima principalmente as mulheres mais pobres. As mais ricas viajam para o exterior ou abortam aqui em cl&iacute;nicas com melhores condi&ccedil;&otilde;es sanit&aacute;rias.<\/p>\n<p>Frente ao quadro descrito, era de se esperar que a descriminaliza&ccedil;&atilde;o do aborto fosse defendida com veem&ecirc;ncia pelas candidatas. Mas n&atilde;o &eacute;. Por que isso acontece?<\/p>\n<p>&ldquo;Em primeiro lugar, &eacute; preciso lembrar que existem candidatas mulheres e candidatas feministas. Nem todas as mulheres s&atilde;o feministas, assim como nem todos os homens s&atilde;o machistas. E h&aacute; uma diferen&ccedil;a entre representa&ccedil;&atilde;o das mulheres e representa&ccedil;&atilde;o das ideias feministas&rdquo;, avaliou Maria Aparecida Abreu no debate &ldquo;O g&ecirc;nero das campanhas: mulheres nas elei&ccedil;&otilde;es de 2014 no Brasil&rdquo;.<\/p>\n<p>Outras hip&oacute;teses, segundo ela, para o n&atilde;o comprometimento das candidaturas mulheres com a agenda feminista s&atilde;o: a heran&ccedil;a familiarista &ndash; muitas entram na pol&iacute;tica para seguir a tradi&ccedil;&atilde;o de pais e\/ou maridos &ndash; e tamb&eacute;m a entrada de mulheres somente para preencher as cotas partid&aacute;rias.<\/p>\n<p>De acordo com Maria Aparecida, outra poss&iacute;vel raz&atilde;o para o sil&ecirc;ncio das candidatas em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; quest&atilde;o do aborto &eacute; a exposi&ccedil;&atilde;o que gera estar entre os favoritos e a consequente cautela de todo candidato com reais possibilidades de vencer uma elei&ccedil;&atilde;o para n&atilde;o abordar quest&otilde;es altamente pol&ecirc;micas, que poderiam afetar o apoio de um importante caudal de votantes. &ldquo;Estar na frente das elei&ccedil;&otilde;es constrange&rdquo;, disse ela, citando como exemplo, na atual disputa, uma candidata de um partido de esquerda &ndash; com cerca de 1% das inten&ccedil;&otilde;es de voto nas pesquisas &ndash; que se declara publicamente a favor da legaliza&ccedil;&atilde;o do aborto, da criminaliza&ccedil;&atilde;o da homofobia e do casamento entre pessoas do mesmo sexo.<\/p>\n<p>&ldquo;Resta saber se, caso estivesse ocupando o primeiro lugar nas pesquisas, ela manteria tal posi&ccedil;&atilde;o. Parece que, na pol&iacute;tica, ganha-se muito pouco com argumentos feministas&rdquo;, observou Maria Aparecida.<\/p>\n<p>Seja por medo de perder o apoio de eleitores e parceiros pol&iacute;ticos mais conservadores, ou por ideologias pessoais ligadas &agrave; religi&atilde;o, os candidatos com mais express&atilde;o nas pesquisas &ndash; n&atilde;o somente elas &ndash; preferem calar-se quando o assunto &eacute; aborto e outras quest&otilde;es feministas.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por miedo a perder el apoyo de electores y de aliados m\u00e1s conservadores, o por ideolog\u00edas personales ligadas a la religi\u00f3n, las dos candidatas com m\u00e1s expresi\u00f3n em los sondeos de intenci\u00f3n de voto para la presidencia de Brasil silencian los asuntos de la agenda feminista, como o aborto. Fue debatido en la UERJ el papel de las mujeres em las elecciones de 2014. <i>(Texto em portugu\u00eas)<\/i><\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"default","ast-global-header-display":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","theme-transparent-header-meta":"","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":"","_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":""},"categories":[7],"tags":[],"class_list":["post-996","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-noticias-clam"],"acf":[],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v26.1.1 - https:\/\/yoast.com\/wordpress\/plugins\/seo\/ -->\n<title>G\u00e9nero y elecciones - CLAM - ES<\/title>\n<meta name=\"robots\" content=\"index, follow, max-snippet:-1, max-image-preview:large, max-video-preview:-1\" \/>\n<link rel=\"canonical\" href=\"https:\/\/clam.org.br\/es\/noticias-clam\/genero-y-elecciones\/996\/\" \/>\n<meta property=\"og:locale\" content=\"es_ES\" \/>\n<meta property=\"og:type\" content=\"article\" \/>\n<meta property=\"og:title\" content=\"G\u00e9nero y elecciones - CLAM - ES\" \/>\n<meta property=\"og:description\" content=\"Por miedo a perder el apoyo de electores y de aliados m\u00e1s conservadores, o por ideolog\u00edas personales ligadas a la religi\u00f3n, las dos candidatas com m\u00e1s expresi\u00f3n em los sondeos de intenci\u00f3n de voto para la presidencia de Brasil silencian los asuntos de la agenda feminista, como o aborto. 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