Nem polícia, nem clientes violentos. O que mais assusta os travestis adolescentes aliciados pelo mercado do sexo é «tomar um doce» ao voltar de mãos vazias da jornada de programas. Na gíria deles, levar um «doce» ou «grude» é sofrer uma punição severa da cafetina pela falta de pagamento. Pode ser uma surra com pedaço de tábua, afogamento ou o corte forçado de suas cabeleiras – humilhação que eles mais temem por afugentar automaticamente a clientela. Leia a seguir a matéria assinada por Chico Otavio e Tatiana Farah.