CLAM – Centro Latino-Americano em Sexualidade e Direitos Humanos

Boletim Mensal do CLAM – Fevereiro 2026 

Evento:

Reunião de Antropologia da Saúde (RAS), de 22 a 24/04/26, na Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), em Porto Alegre. O professor Rogerio Azize (CLAM/IMS/UERJ) coordenará, juntamente à professora Isabel de Rose (UFSC), o GT04 “Drogas, fármacos, psicoativos e psicodélicos: perspectivas, controvérsias e debates contemporâneos”. Resumos serão aceitos até dia 01/02/2026. Saiba mais em: https://www.ufrgs.br/ras/.

Publicações: 

Acaba de ser lançado o dossiê “ISTs, HIV/Aids, gênero e sexualidades: vivências, assujeitamentos e politizações”, organizado por Mónica Franch (UFPB), Claudia Mora (CLAM/IMS/UERJ), Ivia Maksud (Fiocruz), Luís Felipe Rios (UFPE) e Lírio Ferreira do Nascimento (UFRN), publicado na Revista Ártemis, v.40, nº1 (2025).

O dossiê reúne pesquisas, relatos de experiência e produções artísticas que analisam o HIV/Aids como um fenômeno social, capaz de produzir discursos e práticas que permeiam questões relacionadas ao gênero e às sexualidades. 

Saiba mais em: https://clam.org.br/noticias-clam/lancamento-de-dossie-sobre-hiv-aids-genero-e-sexualidades/31015/

Foi publicado o número 73 da Revista Horizontes Antropológicos, com dossiê sobre parentalidades, cuidado e políticas públicas. O dossiê conta com artigos de pesquisadoras/es vinculados ao CLAM. 

O artigo “Maternidade e pandemia nas classes populares: a relação entre o ordinário e o extraordinário nas experiências de cuidado de crianças durante o fechamento das creches públicas no Rio de Janeiro”, de autoria da pesquisadora Leticia Hastenreiter e da professora Laura Lowenkron (CLAM/IMS/UERJ), analisa os impactos dos fechamentos prolongados das creches públicas durante a pandemia de Covid-19 para mães das classes populares, principalmente para mulheres negras moradoras de favelas. 

O artigo “Corpos partilhados, afetos controlados: constituição do parentesco e da parentalidade na experiência da gestação de substituição no Brasil”, de autoria de Aureliano Lopes da Silva Junior (UFRRJ), Mônica Fortuna Pontes (UERJ) e Anna Paula Uziel (CLAM/IP/UERJ), analisa como se constroem a parentalidade e o parentesco em contextos de gestação de substituição no Brasil, prática ainda em processo de regulamentação no país, e mediada por vínculos familiares e sociais.

Saiba mais em: https://clam.org.br/noticias-clam/conheca-os-artigos-publicados-por-pesquisadoras-e-pesquisadores-do-clam-no-numero-73-da-revista-horizontes-antropologicos/31025/ 

Luis Phillipe Nagem Lopes (CLAM/IMS/UERJ), Elaine Reis Brandão (IESC/UFRJ) e Júlia Freire de Alencastro (IESC/UFRJ) publicaram o artigo “Materialidade feminina em disputa: usos da ciência e o estatuto da verdade na reivindicação da imutabilidade do sexo e do gênero em campanhas digitais”, que tematiza os ativismos digitais da pauta anti-trans no Brasil, na Revista Aceno de Antropologia. 

Resumo do artigo: 

Neste trabalho, destacamos perfis digitais vinculados ao Movimento Infância Plena, tecendo reflexões etnográficas sobre a materialidade feminina em disputa, os usos da ciência e o estatuto da verdade a partir dos quais os ativismos antitrans e antigênero têm se mobilizado para fortalecer argumentos que reiteram a imutabilidade do sexo. O objetivo proposto é problematizar o recurso à ciência na consolidação de discursos negacionistas sobre o gênero e suas transições em espaços digitais, reafirmando a norma binária de sexo/gênero e concepções essencialistas do que seja uma “mulher”. 

Palavras-chave: 

ativismos antigênero; ciência; redes sociais; negacionismos de gênero. 

Acesse aqui o artigo na íntegra. 

Referência: 

LOPES, Luis Phillipe Nagem; ALENCASTRO, Júlia Freire de; BRANDÃO, Elaine Reis. Materialidade feminina em disputa: usos da ciência e o estatuto da verdade na reivindicação da imutabilidade do sexo e do gênero em campanhas digitais. Aceno, ago. 2025. ISSN: 2358-5587. 

Publicação do artigo de autoria da pesquisadora Viviane Mattar (CLAM/IMS/UERJ) “Hunger as an intersectional experience of gender, race, class and territory: an ethnographic analysis of politics of existence in a favela in Rio de Janeiro” na revista (Con)textos: revista d’antropologia investigació social. 

Resumo do artigo: 

This article offers an anthropological analysis of hunger, grounded in the lived experience of Luiza, a resident of the Tripé Favela in Rio de Janeiro. Drawing on a long-term ethnography spanning seven years of fieldwork following the lives of women living in this favela, the article examines the political production of hunger, taking as a starting point women’s experiences and the ways in which hunger can shape and (re)organize social relations across different contexts. The narrative centers on Luiza – a Black woman, mother of nine, and favela resident – whose life is marked by a daily struggle against hunger and a continuous search for better days. Hunger is a multidimensional phenomenon, understood not merely as a biological condition, but as a phenomenon deeply embedded in structures of social, political, cultural, and environmental hierarchies. The analysis also explores the role of social programs, non-governmental organizations, and of donations in mitigating hunger, as well as the complex dynamics of power, solidarity, and surveillance that arise in this process. 

Palavras-chave: 

hunger, favela, gender, social vulnerability, intersectionalities 

Acesse aqui o artigo na íntegra. 

Referência: Mattar, Viviane. 2026. “Hunger as an intersectional experience of gender, race, class and territory: an ethnographic analysis of politics of existence in a favela in Rio de Janeiro.”(Con)textos: revista d’antropologia i investigaciósocial, no.15, (January): 161-187. https://doi.org/10.1344/contxt.2026.15.161-187 

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