Em matéria publicada na Agência de Notícias da Aids, Luciana Kamel, doutoranda em Saúde Coletiva pelo Instituto de Medicina Social, sob a orientação da professora Claudia Mora (CLAM/IMS/UERJ) e co-orientação da professora Rosana Castro (UNB), apresentou um relato de campo sobre o evento que participou, a Conference on Retroviruses and Opportunistic Infections (CROI),
edição de 2026. Trata-se de um evento científico internacional muito importante na área de HIV/aids e infecções relacionadas. A organização do evento é feita em parceria com a International Antiviral Society – USA (IAS- USA), uma instituição voltada à educação médica e à produção de recomendações clínicas sobrE HIV e outras infecções virais.
Kamel afirma que o CROI 2026 foi um dos encontros mais marcantes, não apenas por resultados técnicos, mas pelo clima de sinceridade coletiva com disposição para revisar caminhos, reconhecer limites e ajustar rumos. Um dos argumentos centrais da matéria foi a necessidade de aproximar, de forma consistente, pesquisadores e comunidades. Para a pesquisadora, a presença de representantes comunitários em grandes conferências é importante, mas ainda insuficiente quando a participação se restringe a espaços pontuais ou as hierarquias entre ativistas e cientistas são muito fortes. A doutoranda enfatiza a necessidade do compartilhamento de responsabilidades entre as comunidades, entre os quais ativistas, pessoas vivendo com HIV/ aids, e cientistas. Kamel também levanta questões fundamentais sobre o acesso a tratamentos, entrecruzados por desigualdades sociais, por exemplo.
Para saber mais, acesse a matéria de Luciana Kamel na íntegra.