CLAM – Centro Latino-Americano em Sexualidade e Direitos Humanos

Realidade perturbadora

Um estudo inédito sobre as desigualdades sociais entre homens e mulheres, divulgado pelo Fórum Econômico Mundial mostra que os países da América Latina ainda ocupam posições inferiores no ranking da igualdade de gêneros. Segundo a pesquisa, o país mais bem posicionado da região é a Costa Rica, que aparece em 18º lugar na lista dos 58 países estudados. A Colômbia ocupa a 30ª posição enquanto o Brasil aparece na 51ª colocação. De acordo com os itens pesquisados, o Brasil se saiu melhor no que diz respeito às oportunidades econômicas, ficando em 21º lugar, mas a participação de mulheres em cargos decisórios deixou o país em 57º do ranking.



O estudo considerou cinco áreas, levando em conta os padrões do Fundo das Nações Unidas para as Mulheres (Unifem): participação econômica (remuneração); oportunidades econômicas; presença em cargos decisórios, inclusive na política; acesso à educação e saúde e bem-estar.



Os países nórdicos aparecem como os que mais fizeram avanços nas últimas décadas na remoção de obstáculos que impedem a participação total de mulheres em suas respectivas sociedades. Segundo a pesquisa, a Suécia é o país que mais conseguiu diminuir a diferença entre os sexos, seguida dos outros quatro países nórdicos, da Nova Zelândia (6ª colocada), do Canadá (7º), Reino Unido ( 8º), Alemanha (9º) e Austrália (10º). A França aparece em 13º lugar, à frente dos EUA, que ficou com o 17º lugar.



O estudo afirma, no entanto, que ainda é uma realidade perturbadora o fato de que nenhum país tenha conseguido ainda eliminar a diferença entre os gêneros.