A pesquisa analisa o processo de institucionalização do cuidado como
agenda política no Brasil, acompanhando as articulações entre debates
internacionais, disputas legislativas e a formulação do Plano Nacional
de Cuidados. A partir de uma abordagem qualitativa e interpretativa, o
estudo busca compreender como o cuidado vem sendo progressivamente
reposicionado como direito social, responsabilidade coletiva e
infraestrutura da cidadania, em um contexto marcado por constrangimentos
fiscais e pela persistência de racionalidades neoliberais. Ao mobilizar
fontes públicas, debates institucionais e a experiência de
sistematização do plano, a pesquisa examina os avanços, tensões e
limites desse processo, com especial atenção às desigualdades de
gênero, raça e classe que estruturam o trabalho de cuidado no país.
Integrante/coordenadora: professora Camila Fernandes