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Gênero e Movimentos Sociais
Apesar de a construção de pontes duradouras entre o feminismo e outros movimentos sociais não ter sido tarefa fácil, de acordo com Domingo Hernández Ixcoy, líder maia na Guatemala, os movimentos sociais têm começado a entender que marginalizar as mulheres implica um empobrecimento do discurso político. (Texto em espanhol)
Por que o gênero assusta tanto?
Por pressão de setores religiosos conservadores, as questões de gênero e orientação sexual foram retiradas do texto do Plano Nacional de Educação brasileiro. O recuo demonstra como a educação tem sido um campo de batalha de concepções morais que resistem a toda forma de pluralismo.
Risco e escolha
O discurso sobre o risco na saúde, defendido pelo poder médico, deve ser suficiente a ponto de se sobrepor à autonomia da pessoa, ou tal posição pode ser relativizada em nome da liberdade de escolha individual? Para Rachel Aisengart Menezes (IESC/UFRJ), embora o risco tenda a ser um vetor da biomedicina no processo de medicalização das pessoas, não pode ser uma noção a orientar nossas vidas.
Sexualidade, Saúde e Sociedade
Os artigos publicados na edição 16 apresentam cenas latino-americanas e seus processos de vitimização, politização e “naturalização” de práticas, desejos e identidades sexuais e de gênero. Os trabalhos discutem as ambiguidades que envolvem autoridades, pesquisadores, ativistas e os próprios “sofredores” nas lutas travadas pelo reconhecimento social e pela afirmação de direitos.
Economia Feminista
Entender que o capitalismo complementa o patriarcado como forma de dominação estrutural e cultural ajudará a desestabilizar sua hegemonia, afirma Rocío Alorda, especialista em comunicação política e participante da Marcha Mundial das Mulheres-Chile.(Texto em espanhol)
Sexualidade no marco legal da internet
O Marco Civil da Internet trouxe à luz questões como a privacidade de usuários, neutralidade de rede e liberdade de expressão na web. O artigo Regulação da Internet e Política Sexual no Brasil documenta o quanto a sexualidade e a moralidade foram mobilizadas no início do debate em torno da regulação da internet no Brasil.
Sexualidade no marco legal da internet
O Marco Civil da Internet trouxe à luz questões como a privacidade de usuários, neutralidade de rede e liberdade de expressão na web. O artigo Regulação da Internet e Política Sexual no Brasil documenta o quanto a sexualidade e a moralidade foram mobilizadas no início do debate em torno da regulação da internet no Brasil.
Cidade segura para mulheres
Proposta de criação de espaços exclusivos para mulheres em ônibus de Bogotá tem gerado polêmica. Para Ana Falú (foto), ex-diretora do UNIFEM, são muitos e complexos os problemas a serem enfrentados até que se consiga cidades mais habitáveis, transitáveis e justas para as mulheres.(Texto em espanhol)
Desafios do feminismo
No mundo do trabalho e da política, no ambiente doméstico, nos transportes públicos e no âmbito dos direitos sexuais e reprodutivos, desigualdades e violações persistem para as mulheres brasileiras, que cotidianamente se deparam com iniquidades de gênero, violências, “encoxadores” e decisões reprodutivas negadas, em um cenário conservador contrário à pauta dos direitos das mulheres.
“Direitos” que controlam
Artigo da antropóloga Cláudia Cunha no livro “O fazer e o desfazer dos direitos” reflete sobre as ambiguidades do modelo de “jovens protagonistas vivendo com HIV/Aids”, promovido por gestores e movimentos sociais no Brasil: a iniciativa mantém valores que reforçam a autonomia reduzida e a “menoridade” dos jovens, assim como estabelece mecanismos de controle dos corpos.