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Outra faceta do femicídio
Os altos índices de aborto inseguro no Brasil impõem um desafio à presidente reeleita Dilma Rousseff. É hora de os governos latino-americanos tratarem a questão como um problema de saúde pública e reconhecerem que as mortes decorrentes da ilegalidade da prática constituem uma forma de femicídio.
Aberto a interpretação?
Ao estabelecer a existência da pessoa desde a concepção, o novo Código Civil argentino faz inesperadas concessões à Igreja Católica. No entanto, juristas observam que o direito ao aborto legal e outras garantias não estariam afetados. (Texto em espanhol)
EGeS: legados e nova edição
Terceira edição do Curso de Especialização em Gênero e Sexualidade abre as inscrições a partir de 3 de novembro. O conteúdo e atividades didáticas abordam os processos de estigmatização e discriminação na perspectiva dos direitos humanos e com as ferramentas das ciências sociais. Letícia Lanz, ex-aluna do curso, contou com elas para seu contínuo processo de afirmação no mundo.
Migração trans e prostituição
Apesar de serem as mais vulneráveis às políticas anti-tráfico e à criminalização da prostituição na França, as migrantes trans sul-americanas conseguem acumular um capital material e simbólico que lhes permite reconciliar-se com suas famílias e ter um controle maior sobre suas vidas, afirma o sociólogo colombiano José Ignacio Reyes Serna.(Texto em espanhol)
Orientação sexual na CID-11
Apesar de não ser considerada doença desde 1990, a homossexualidade permanece vinculada à linguagem patologizante na CID-10. Integrante do grupo de trabalho que revisa o texto e propõe a eliminação dessa vinculação, o psicosociólogo Alain Giami (INSERM, França), pesquisador convidado no Programa da Cátedra Francesa da UERJ, reflete sobre as tensões políticas e científicas em torno da discussão.
Poéticas e políticas da intersexualidade
A inclusão da intersexualidade nos ativismos pela diversidade sexual tem encoberto a situação das pessoas intersex e reafirmado seu lugar ameaçador diante do binarismo de gênero. É necessário criar poéticas que questionem tais políticas e que interpelem a imaginação desejante do Ocidente, afirma Mauro Cabral em entrevista ao CLAM.(Texto em espanhol)
Gênero e eleições
Bancada feminina no Congresso Nacional brasileiro cresceu de 45 para 51 deputadas na última eleição. Mas seja por medo de perder o apoio de eleitores ou parceiros políticos mais conservadores, ou por ideologias pessoais ligadas à religião, grande parte das mulheres na política usualmente silenciam com relação a assuntos da agenda feminista, como o aborto. Debate na UERJ discutiu esse cenário.
Ferramenta renovada
Foi relançado o website www.despenalizacion.org.ar, que desde 2005 tem fornecido informação técnica para o debate sobre descriminalização do aborto na Argentina. A nova versão oferece material atualizado à luz dos mais recentes avanços e desafios relativos ao tema. (Texto em espanhol)
Nada a escolher
A “adequação” cirúrgica dos genitais de crianças e jovens intersex antes destes serem capazes de consenti-la é contestada por ativistas e pesquisas acerca dos contextos e efeitos dessa prática. O sofrimento muitas vezes gerado por intervenções impostas pelo poder médico leva a questionar a inevitabilidade da definição por um ou outro sexo.
Homofobia no debate eleitoral brasileiro
Paradoxal à primeira vista, a intensificação de manifestações homofóbicas nas eleições de 2014, enquanto torna mais visível e agressiva esta violência no país, põe a nu aquilo que atravanca o combate contra ela: a intolerância e o autoritarismo. Artigo do juiz federal Roger Raupp Rios.