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Gênero e eleições
Seja por medo de perder o apoio de eleitores e parceiros políticos mais conservadores, ou por ideologias pessoais ligadas à religião, as duas candidatas com mais expressão nas pesquisas de intenção de voto à presidência do Brasil silenciam com relação a assuntos da agenda feminista, como o aborto. Debate na UERJ abordou o papel das mulheres nas eleições de 2014.
As políticas anti-tráfico e seus efeitos
A luta contra o tráfico de pessoas tem levado a uma crescente penalização da prostituição, à suspensão dos direitos de quem a exerce e à expansão do poder da polícia vinculado à indústria do resgate, segundo dados de pesquisa desenvolvida por Deborah Daich e Cecilia Varela na Argentina.(Texto em espanhol)
Um debate necessário
Tramita no Congresso colombiano um projeto de lei através do qual o Estado reconheceria a prostituição como atividade econômica e a ampararia com direitos trabalhistas. Fórum universitário discute o projeto e insta a abandonar a polarização entre abolicionismo e regulamentarismo para reconhecer quem está no mercado do sexo como sujeito de direitos.(Texto em espanhol)
Falso alarme
Apesar das sonoras advertências e campanhas de atores estatais, da sociedade civil e da grande imprensa, a Copa do Mundo do Brasil não trouxe um aumento do tráfico e exploração sexual de crianças e adolescentes. Relatório do Observatório da Prostituição (LeMetro/UFRJ) mostra que, na verdade, o comércio do sexo retraiu-se nas cidades sedes do torneio.
Publicação mostra a situação das políticas de comunicação e gênero na América Latina
A Associação Civil Comunicação para a Igualdade lançou o livro digital “Políticas Públicas de Comunicação e Gênero na América Latina: um caminho por percorrer”. A publicação, escrita em espanhol,reúne artigos de pesquisadoras da região e focaliza a realidade de seis países: Argentina, Brasil, Colômbia, México, Uruguai e Venezuela.
Prêmio CLAM/LIDIS: prazo prorrogado
O CLAM e o LIDIS lançam o I Prêmio UERJ de Produção Textual em Gênero, Sexualidade e Direitos Humanos. Voltado a estudantes de graduação da UERJ de qualquer curso e período, o concurso visa estimular os graduandos a produzirem textos nestas temáticas, contribuindo, assim, para a reflexão coletiva e difusão do conhecimento dentro e fora do ambiente universitário. Saiba como inscrever-se.
Sexo e menoridade
No Peru, o combate à violencia sexual contra menores justificou durante seis anos a criminalização das relações consentidas entre adolescentes, limitando severamente o exercício de seus direitos. Para Rossina Guerrero, coordenadora geral do PROMSEX, o intuito dessas medidas não era a proteção dos menores e sim a disputa pelo controle da sexualidade. (Texo em español)
Direitos incompletos
No Brasil, uma política de saúde concebida no marco dos direitos humanos possibilitou a redução consistente nas taxas de mortalidade infantil. Entretanto, a alta mortalidade materna denuncia importantes desafios estruturais e políticos.
Novos avanços no processo de revisão da CID
O Gate (Global Action for Trans Equality) e a Campanha Internacional pela Despatologização das Identidades Trans (STP) destacam que a Organização Mundial da Saúde publicou na internet sua proposta sobre saúde trans no rascunho da 11ª versão do manual de Classificação Internacional de Doenças (CID). (Texto em espanhol)
Desnaturalizar a violência
Registrar o assédio sexual em espaços públicos como uma forma de elogio é um modo de encobrir a subordinação de gênero. Para Elizabeth Vallejo, diretora do Observatorio Ciudadano de Acoso Sexual Callejero do Peru, os meios de comunicação contribuem para a banalização da violência simbólica contra as mulheres. (Texto em espanhol)