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Amor, aborto e Dia Internacional da Mulher
Em artigo de opinião da revista Carta Maior, o sociólogo Gilson Caroni Filho afirma, em relação ao debate sobre o aborto, que “a questão de fundo, por trás da gritaria dos setores conservadores, é a apropriação sistemática do corpo feminino por uma ideologia autoritária que se julga no direito de legislar para a mulher, negando a ela qualquer protagonismo”.
Representação política feminina
Em artigo, a socióloga Clara Araújo, professora do departamento de Ciências Sociais do Instituto de Filosofia e Ciências Humanas da UERJ, analisa as candidaturas de Dilma Rousseff (foto) e de Marina Silva à presidência do Brasil e avalia a participação das mulheres na política, nos espaços de poder e no mercado de trabalho.
Igualdade e diferença
Para a antropóloga Regina Facchini, o Dia Nacional da Visibilidade Lésbica é de grande importância política, embora seja preciso demarcar a diferença entre estratégias e identidades coletivas produzidas para a ação política e as vividas pelas mulheres no cotidiano.
Privilégio inapropriado
Por Emerson Giumbelli (IFCS/UFRJ). Para o antropólogo, acordo entre o Brasil e a Santa Sé, que estabelece “ensino religioso, católico e de outras confissões” é problemático ao legislar sobre outras confissões e insinuar maior pertinência de um modelo confessional de ensino religioso. <
Concordata: a Educação Pública na mira do Vaticano
Por Luiz Antônio Cunha (UFRJ). Neste artigo, o educador e coordenador do Observatório da Laicidade do Estado afirma que a concordata vaticana almeja misturar uma vez mais a Igreja Católica ao Estado. “O acordo pretende garantir-lhe privilégios inéditos”, analisa. <
Vaticano e ensino público
Artigos dos professores Luiz Antônio Cunha (foto) e Emerson Giumbelli analisam alguns aspectos do Acordo assinado entre o Brasil e a Santa Sé em novembro de 2007, que no momento aguarda ratificação do Congresso Nacional.
“É necessário impor limites”
Para a feminista Paula Viana, o caso do aborto da menina de 9 anos revela a vulnerabilidade de instituições frente à Igreja e, para se avançar na garantia dos direitos humanos das mulheres, cabe ao Conselho Federal de Medicina impor limites a isso.
Desejo e solidão
A política da vergonha se vale do mecanismo do armário, de forma a manter a associação entre sexo e caráter dentro de uma ordem moral que condena o desejo por pessoas do mesmo sexo. Assim emerge a solidão que molda suas subjetividades. Leia artigo de Richard Miskolci (UFSCar)
Uruguai: aborto e o pós-veto
Depois do veto presidencial à Lei de Saúde Sexual e Reprodutiva que descriminaliza o aborto no Uruguai, o pesquisador Diego Sempol analisa os efeitos políticos da decisão de Tabaré Vázquez (foto) e as estratégias para reiniciar o debate legislativo. (Texto em espanhol)
Cidadanias sexuais no Equador
A socióloga Sofía Argüello analisa o caminho percorrido pelo movimento LGBT equatoriano para explicar as condições que permitiram incorporar direitos em favor das diversidades sexuais na nova Constituição do país. (Texto em espanhol)